GRAVATAÍ, 24/01/2021
aldeia dos anjos

ESPECIAL | Personagens da Aldeia - PARTE 3

por Eduardo Torres | Edição de imagens: Guilherme Klamt | Publicada em 10/04/2019 às 09h| Atualizada em 18/04/2019 às 12h26

Durante quatro dias, para marcar os 256 anos da chegada da última leva de mil índios à Aldeia dos Anjos, o Seguinte: conta a história do embrião de Gravataí. No terceiro capítulo, as histórias de alguns personagens marcantes da aldeia.

 

O primeiro nome na lista de registros dos índios da aldeia é o de Poty. Índio vindo da redução de Santo Ângelo, foi batizado Narciso de Souza Flores. Não à toa ele encabeça a lista. Poty era o cacique e, na Aldeia dos Anjos, teve sua autoridade reconhecida. Assim como, ao que tudo indica, havia uma relação hierárquica entre os povoamentos que formaram a aldeia. Vieram índios das sete reduções, mas os de Santo Ângelo, indicam os registros, eram maioria e possuíam certa ascendência sobre os demais.

Desde a saída dos índios das missões, a maneira de agir dos portugueses nunca foi autoritária. À exemplo do que os jesuítas haviam aplicado nas reduções, a negociação era a arte do negócio. Havia, é claro, uma hierarquia e a autoridade máxima era do comandante da aldeia, mas logo abaixo dele, as próprias relações de poder da sociedade guarani se encarregava de ordenar a aldeia. E, como em toda relação de poder, ostentar faz parte.

 

 

“Ao Capitão-mor (Poty) mandei dar um ponche, por me dizer ele mesmo precisava dele não só para se reparar do frio, mas para que os outros lhe tivessem mais respeito, e o fiz com muito gosto”, contava em seu relato, Francisco José da Rocha. Foi Poty quem fez as honras ao convidado e lhe apresentou os festejos da aldeia. E era justamente com ele que o espião passaria mais tempo neste encontro – sempre com a intermediação de um “língua” –, justamente para enviar ao vice-rei uma ideia mais aproximada do “governo dos índios”.

Imagine como um enviado político em visita à cidade, distribuindo seu prestígio. Pois Rocha agiu assim. Convidou Poty para sentar-se à sua mesa e, diante do cacique, fez questão de impressioná-lo:

“Ali presenciei o desprezo em que os Portugueses os tinham, e um de muitos que lhes mostravam este desprezo prendi, e outro que deu em um índio por lhe pedir dois vinténs castiguei na presença deles, e à vista de todos pus o Capitão-mor à minha mesa”.

— Nos encontros entre autoridades portuguesas e representantes dos índios, a oferta de presentes como o ponche, ou cetros de madeira, com prata na ponta, era muito comum. Receber estes presentes servia como uma demonstração de poder diante do restante da aldeia. Pelo que se sabe, o cacique Poty gozava desse prestígio, ao menos por um tempo — diz Fábio Kuhn.

Poty, ou Narciso, foi oficialmente denominado capitão-mor da aldeia em 18 de outubro de 1774, por José Marcelino Figueiredo, passando a ser pago em 320 réis por dia durante três anos. O papel do capitão-mor era mais do que uma honra à autoridade pré-estabelecida entre os índios. Na organização da Aldeia dos Anjos, cabia a ele formar milícias que protegeriam a terra e serviriam em eventuais missões de fronteira contra os espanhóis.

 

: Poty, que virou Narciso, era o primeiro nome no livrod e registros da Aldeia dos Anjos

 

Sabe-se muito pouco sobre a vida pessoal de Poty. A idade dele quando chegou à Aldeia dos Anjos, por exemplo, ainda não foi descoberta. O que se sabe é que, em 1778, o homem que sentou à mesa com o representante do vice-rei caiu em desgraça. Em setembro daquele ano, foi suspenso do cargo de capitão-mor.

— Ao que tudo indica, ele vinha tendo problemas de comportamento e havia sido repreendido pelo comandante da aldeia e pelo próprio governador. A suspeita é que o Poty tenha se tornado alcoólatra, e isso fez com que ele perdesse a autoridade sobre os índios, o que, para os portugueses, era sempre um risco. Havia sempre o temor de uma revolta dos índios — comenta Kuhn.

Em seu lugar, assumiu Cachu, ou Barnabé Rodrigues, que até então recebia seu salário como major, em um cargo abaixo do capitão-mor. Cachu também era nativo de Santo Ângelo.

 

O bando dos Pinto Bandeira

 

Nada poderia ser feito nestes lados de Viamão sem o amém de um Pinto Bandeira. Enquanto a Coroa Portuguesa andava às voltas tentando proteger Rio Grande da invasão espanhola, tinha em Rafael Pinto Bandeira seu oficial de confiança. A lenda dizia que ele tinha na memória o mapa completo do Continente de São Pedro.

Lendas à parte, os Pinto Bandeira eram como caudilhos locais. Formavam, o que se chamava na época de bando. Tinha o mesmo significado que hoje?

— O termo bando não era depreciativo, mas o conceito não se diferencia muito do atual, não. É um conglomerado por objetivos comuns, que não reunia só gente grande, mas também peões e índios entre os protegidos. Imagine uma estrutura como a de uma máfia, que tem a família e os seus apadrinhados, e que se beneficia, muitas vezes, de ações ilegais. Mas isso nunca foi mistério para a Coroa que, no entanto, aceitava, porque era também benéfico ao seu objetivo de ocupar este território e ter súditos fieis — explica Fábio Kuhn.

 

: Rafael Pinto Bandeira era o grande cacique político desta região e de boa parte da Capitania

 

Se havia narizes torcidos com a presença de tantos índios junto à capital, na Aldeia dos Anjos, eram certamente resistências de pessoas de fora do círculo de poder dos Pinto Bandeira. Já que eles, e os seus protegidos, se beneficiavam do trabalho dos índios ao mesmo tempo em que, ao aceitá-los, ganhavam pontos no prestígio com o governo da colônia.

Francisco Pinto Bandeira, em 1733 migrou com a família de Laguna para a região de Viamão. Foi um dos primeiros proprietários de grandes estâncias no atual território de Gravataí. A presença dos ricos Pinto Bandeira no continente tinha, desde o início, duas funções fundamentais: vigiar as fronteiras e controlar o contrabando de gado entre as terras portuguesas e espanholas.

Eles conheciam como poucos a regra de que, quem controlasse o gado e os índios, controlava esta terra. Os Pinto Bandeira tornaram-se os principais contrabandistas de gado da fronteira. Basicamente, retiam o que não era dos amigos, e facilitavam as coisas para quem fizesse parte do bando. Diversas denúncias chegaram a Portugal, mas nada abalou a relação deles com a Coroa.

Rafael Pinto Bandeira era o cabeça do bando quando o movimento dos índios em direção à Aldeia dos Anjos aconteceu. Apesar de não ocupar um cargo diretamente relacionado ao povoamento, todos reconheciam nele a autoridade, inclusive a influência sobre o governador. Até mesmo entre os índios, Pinto Bandeira adquiriu o respeito. Ele teria casado com uma índia minuano, filha de um dos caciques, em uma das suas incursões nos limites com o território castelhano.

 

Pinto Carneiro, o herói bandido

 

Em um dos seus últimos relatos para o vice-rei, o espião Francisco José da Rocha faz um apelo: precisava sair daqui, ou seria morto.

É que as informações dele haviam chegado ao centro do poder da capitania. E atingiam em cheio o homem que, em alguns livros de história, é apontado como o herói e fundador de Gravataí: Antônio Pinto Carneiro. Foi ele quem trouxe os índios na longa travessia que cruzou o estado até a Aldeia dos Anjos. Ele é quem assina aquela possível última leva, de mil índios, em abril de 1763.

— Não se pode simplesmente transpor a história e analisar fatos do final do século XVIII com os olhos de agora. Pinto Carneiro pode ser considerado um corrupto, um falcatrua? Pode. Mas, na época, era o tipo de comportamento também aceito como parte do cargo público. Quem assumia posições de destaque, usufruia de algumas vantagens. Digamos que, se houvesse uma lava-jato na época, Pinto Carneiro e Pinto Bandeira apareceriam — diz Fábio Kuhn.

Pinto Carneiro, que provavelmente falava a língua guarani, foi quem convenceu os índios a deixarem as missões e seguirem caminho em território português pacificamente. Dizem que tinha, além do poder de negociar com os índios, uma influência fundamental na sociedade guarani. Ele teria alguns filhos com índias das missões.

— Era arregado, como se dizia, com os índios. Essa influência deles mantinha o controle sobre os índios e evitava revoltas — comenta o historiador.

Militar, nascido em Minas Gerais, Pinto Carneiro chegou à capitania durante as guerras guaraníticas. Chegou como homem de confiança do vice-rei, o Marquês de Bobadilha, e ao que tudo indica, até o fim da vida gozou dessa vantagem. Na lógica do controle de índios e do gado, Carneiro, que é descrito por Francisco José da Rocha como engrenagem fundamental no bando dos Pinto Bandeira, era a peça que mantinha os índios sob a tutela dos patrões. E lucrava com isso.

Não há registros de que Antônio Pinto Carneiro tenha recebido valores para fazer a transferência dos índios até a Aldeia dos Anjos. As vantagens vinham depois. Em ordem do governador, de 1765, é especificado que todo o índio encontrado vagando pelo continente deveria ser entregue a Pinto Carneiro, nominado comandante da Aldeia dos Anjos. Ele era, oficialmente, o responsável pelos índios. Não era permitido escraviza-los, mas o preço pelo trabalho de cada índio era determinado, até 1769, pelo comandante, conforme a sua vontade.

— Virou um negócio. Ele era o agenciador dos índios, mas há registros mostrando que ele também aproveitava a sua influência para explorar os índios em benefício próprio. Era um homem rico, com estância e comércio em Viamão — relata Kuhn.

 

: A planta do "continente do Rio Grande" mostrava a estreita faixa de terra dos portugueses. A Aldeia dos Anjos, entre o Rio Gravataí e o pé da Serra, no Morro Itacolomi

 

Só em 1769 é fixado o preço pelo trabalho dos índios, mas já na ordem do governador José Marcelino Figueiredo ficava claro: “o comandante da Aldeia alugará os ditos índios e índias”. Um controle que não se limitava ao trabalho. Praticamente todas as atividades da aldeia tinham a interferência do capitão Pinto Carneiro. Casamentos, por exemplo, tinham o aval dele – e muitas vezes ele era o padrinho.

Enquanto Pinto Carneiro comandou a aldeia, por mais de uma década, o local prosperou, mas sempre conviveu com denúncias de desmandos. Seus detratores diziam que ele e os aliados – todos do bando dos Pinto Bandeira – se utilizavam, fora da lei, dos serviços dos índios em suas estâncias.

— Não era o herói fundador da Aldeia dos Anjos, mas também não era o vilão. Era alguém útil para o projeto português — define Kuhn.

Antônio Pinto Carneiro morreu na madrugada de 1º de junho de 1777, vítima de “uma dor no peito, de forma repentina”. Tinha acumulado uma pequena fortuna. Em uma carta ao vice-rei, José Marcelino de Figueiredo relatou a morte do capitão, e o clima de consternação na aldeia.

“Ontem por duas horas da madrugada faleceu o Capitão Comandante desta grande Vila, Antônio Pinto Carneiro, tão de repente que não houve tempo de sacramentar-se, pois tendo na tarde antecedente andado à cavalo comigo a vermos as Lavouras destes Povos, se recolheu ao meu Quartel aonde ceou e conversou com muita saúde até 11 horas da noite, e recolhendo-se à sua casa e cama, se sentiu indisposto por uma hora da noite, dizendo não tinha dor nenhuma, porém uma grande aflição que o sufocou antes das duas, que se supõe ser póstuma que rebentou. Hoje se lhe fez enterro e funeral, a que concorreu inumerável povo de Índios, chorando a falta dele, que morreu pobre e empenhado por amor dos mesmos Índios”.

 

Marcelino, de assassino a visionário

 

José Marcelino de Figueiredo, o visionário idealizador da Aldeia dos Anjos, nos moldes projetados por Pombal, seu protetor, com traços jesuíticos, provavelmente uma influência que ele carregava. Ou seria Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda, oficial português, assassino, que escapou da pena de morte e foi parar no Brasil, sob a proteção de Pombal?

— É um personagem sui generis, que carrega toda essa contradição, mas me parece, realmente, um idealista. Talvez por influência jesuítica, ele tenha tentado replicar na Aldeia dos Anjos o projeto das missões. Mas, acima de tudo, parecia um homem fiel a quem ele devia a vida, provavelmente. Ao que tudo indica, Pombal o salvou da pena de morte. Mesmo sendo parte da rede de influência dos Pinto Bandeira, o que era essencial para governar naquele período, não há documentações que indiquem qualquer falcatrua dele — comenta Fábio Kuhn.

Com novo nome, Marcelino chegou ao Rio de Janeiro em 1765 depois de ter matado, em duelo, o oficial escocês John MacDonell. Foi condenado à morte, mas teve o perdão, provavelmente por influência de Pombal. Na sua vinda ao Brasil, para que o crime não fosse mais lembrado em terras portuguesas, um ofício da Corte foi enviado ao vice-rei, para que o empregasse sob um pseudônimo:

“Até o presente andou refugiado, e agora buscou ocultamente o serviço, e sendo como é oficial de préstimos, não é justo que se perca; não convindo, porém, que se saiba que tornou a ele: [...] o admita em qualquer dos Regimentos dessa Capitania com o [...] referido nome de José Marcelino; e guardando-se um inviolável segredo no referido”.

Marcelino vem pela primeira vez à capitania como um dos participantes da força de combate contra os espanhóis na disputa pelas novas fronteiras. Em 1769, após a queda de Rio Grande, ele é nomeado governador, com a capital em uma Viamão em polvorosa. A população havia quadruplicado em menos de dez anos.

Como fiel seguidor de Pombal, Marcelino coloca em prática o diretório de 1758, que pregava a assimilação dos índios. E aí, a Aldeia dos Anjos se torna o seu modelo. Quando ele assume, a aldeia tinha população superior a 2,6 mil indígenas e até a sua saída, em 1780, não há perda populacional.

Na gestão de Marcelino, a área para a aldeia é finalmente comprada. Erguem-se a escola e o recolhimento. Em 1774 é construída a igreja. A aldeia, sobretudo, torna-se viável economicamente. Havia dez mil cabeças de gado na estância mantida para a aldeia, na atual Mostardas, e de lá vinha a lucratividade dos índios.

 

: Marcelino de Figueiredo, ou Manuel de Sepúlveda, alavancou a Aldeia e fundou Porto Alegre

 

O papel de José Marcelino para a história do Rio Grande do Sul é ainda mais valorizado a partir de 1772, quando ele transfere a capital para o então Porto dos Dornelles, e forma a Porto Alegre. Governou até 1780, sempre enfrentando críticas pela proteção que dava aos índios. Sua permanência em um cargo diretivo por aqui foi inviabilizada também pelas mudanças no poder da Corte. Pombal, desde 1778 já não era o homem forte do governo, e a dinâmica do poder havia mudado, inclusive com os jesuítas voltando a ter influência sobre a família real portuguesa, agora comandada por Dona Maria I.

Em 1783, finalmente ele recebeu a licença para voltar a Portugal e reassumir sua identidade. De volta a Bragança, recebeu título de nobreza e assumiu a governança do seu povoado. A história deste personagem controverso ainda lhe reservaria um último ato de heroísmo. A família real fugiu para o Brasil em 1808, mas lá em Portugal, Sepúlveda liderou a Revolta de Tras dos Montes, uma força de resistência à invasão francesa, e tem seu nome reconhecido em monumento naquela região. Marcelino, ou Sepúlveda, morreu em 1814, exatamente 50 anos depois de ter sido condenado à morte.

 

Bernardo Lopes, o padre que mudou de lado

 

Adaptar-se às relações de poder e se mostrar útil eram essenciais neste lugar na segunda metade do século XVIII. Entre alguns anônimos que aproveitaram as circunstâncias de um novo tempo está um tal padre Bernardo Lopes da Silva. Consta que ele celebrou os primeiros batismos na Aldeia dos Anjos, nos quais os guaranis eram aportuguesados, ao menos nos nomes.

Padre jesuíta, consta que, para não ser mandado embora do território de São Pedro, ele renunciou à Companhia de Jesus. Passou a ser considerado um padre secular para que pudesse seguir exercendo suas funções junto aos índios. Consta que ele teria chegado do Rio de Janeiro entre 1754 e 1755, com a missão de atuar em Rio Grande. Teria batizado índios tape e minuano na aldeia conhecida como Estreito, que ficava ao norte de Rio Grande (atual São José do Norte). Nos anos seguintes, atuou ainda na aldeia São Nicolau do Rio Pardo, de onde boa parte dos futuros habitantes da Aldeia dos Anjos partiriam.

 

: Padres que falavam a língua dos índios ganharam ainda mais importância, e influência, fora das Missões

 

Bernardo Lopes seguiu, provavelmente, junto com essas levas de índios. Tendo um papel que, segundo o historiador Fábio Kuhn, garantia influência na época: ele sabia falar guarani.

— Apesar de todo um projeto assimilacionista em andamento, pouquíssimos índios falavam português. O papel dos mediadores culturais, que tem um pé em cada lado desse mundo, como um “língua”, por exemplo, era super valorizado. E como já trabalhavam com os índios, boa parte dos “línguas” eram ex-jesuítas que viram a oportunidade e abandonaram a ordem para se tornarem padres seculares — avalia Fábio Kuhn.

Tendo sido um dos primeiros religiosos na Aldeia dos Anjos ainda desestruturada, Bernardo ainda retornaria, em 1779, a São Nicolau para administrar a paróquia local. Dali, a sua trajetória, possivelmente como resultado da influência que adquiriu é fantástica. Bernardo Lopes da Silva havia adquirido certa fortuna e foi um dos compradores, com outros dois proprietários, de um leilão de terras no alto da serra, que daria origem a São José dos Ausentes. Depois, ele adquiriu outras terras ao sul de Santa Catarina, desenvolvendo outras comunidades locais.

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