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    3º Neurônio | humor

    Máximas e mínimas do Barão de Itararé

    por Fraga | Publicada em 06/11/2017 às 15h05

    Qual a graça reinante no país agora? Difícil rir com tanta pressa ao redor, tanta pressão em cima. No passado, porém, a realidade brasileira nunca deixou faltar matéria prima pros humoristas.

    Antes de Millôr Fernandes e bem antes de Luis Fernando Verissimo, Aparício Torelly, vulgo Barão de Itararé, muito divertiu o Brasil com suas impagáveis criações no semanário A Manha, editado a partir do Rio de Janeiro. Sem ser contundente e corrosivo como Millôr, nem sutil e refinado como Verissimo, o Barão de Itararé fez sucesso ao satirizar a política nacional e gozar os costumes do seu tempo, entre 1925/1950.

    Além do talento para paródias e paranomásias, o Barão de Itararé foi frasista brilhante, a ponto de frases suas terem virado ditos populares.

    Como hoje escasseiam motivos para a população andar bem humorada, cabe indagar: o povo riria de novo com o humor do Almanhaque?

    O Seguinte: não tem dúvida.

    Aos leitores, um risonho teste-drive: confiram se essas 28 máximas e mínimas do Barão de Itararé não encaixam na atualidade.

     

    De onde menos se espera, daí é que não sai nada.

    O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.

    Nunca desista do seu sonho. Se ele acabou numa padaria, procure em outra.

    Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.

    Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.

    Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.

    Cleptomaníaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomaníaco pobre.

    O erro do governo não é a falta de persistência, mas a persistência na falta.

    Aquele senhor era tão tímido que até tinha vergonha de proceder honestamente.

    O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim , afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.

    Urçamento é uma conta que se faz para saveire como debemos aplicaire o dinheiro que já gastamos.

    Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.

    Os homens são sempre sinceros. O que acontece, porém, é que às vezes trocam de sinceridade.

    O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.

    Quando pobre come frango, um dos dois está doente.

    Os juros são o perfume do capital.

    Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.

    A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados.

    Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai.

    A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.

    Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.

    A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.

    O homem é um animal que pensa; a mulher, um animal que pensa o contrário. O homem é uma máquina que fala; a mulher é uma máquina que dá o que falar.

    O fígado faz muito mal à bebida.

    Se você tem dívida, não se preocupe, porque as preocupações não pagam as dívidas. Nesse caso, o melhor é deixar que o credor se preocupe por você.

    O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.

    A sombra do branco é igual a do preto.

    Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.

     

    Para conhecer a obra e a trajetória do impagável Barão de Itararé, acesse a WikipédiaPara se divertir com todo o humor do Barão de Itararé, acesse no Google Books o Almanhaque de 1949 e o Almanhaque de 1955Para comprar o livro Máximas e Mínimas do Barão de Itararé a preços acessíveis, acesse a Estante Virtual.

     

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