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    3º Neurônio | cinema

    Mae West, um dos controversos ícones da constelação hollywoodiana

    Mae West, um furacão ousado demais

    por Diego Nunes | Memória Cinematrográfica | Publicada em 24/11/2017 às 14h45

    Conheça a história da atriz pioneira da revolução sexual e que foi considerada ousada demais, até mesmo para Hollywood

     

    Mae West foi uma cantora, comediante, dramaturga e roteirista norte-americana cuja carreira abrangeu sete décadas. Conhecida por escrever seus textos com muita malícia e duplo sentido, ela se fez estrela nos palcos do Vaudeville, muito antes de chegar às telas de cinema. E embora só tenha feito 13 filmes, o American Film Institute (AFI) a considera a 15ª maior estrela feminina do cinema norte-americano.

     

     

    Mary Jane West era filha de imigrantes pobres, e nasceu no bairro do Queens em 17 de agosto de 1893. Sua mãe havia sido modelo de espartilhos e sonhava em ser atriz, mas nunca conseguiu consolidar sua carreira.

    Sua filha, ao contrário, aos 05 anos de idade já atuava nos palcos da igreja do seu bairro. Aos 07 já atuava em alguns espetáculos amadores. Sua estreia profissional ocorreu em 1907, com o nome de Baby Mae. Em 1911, ela estreou na Broadway, onde começou a ficar famosa. Na época, passou a ser chamada de "Baby Vamp".

     

    Mae West aos 14 anos de idade

     

    Mae não era uma excelente cantora, mas descobriu um estilo próprio, que lhe garantiu o estrelato. Seu corpo voluptuoso e sua personalidade forte, aliada aos seus textos de duplo sentido tornaram-se a grande atração da América dos tempos da Grande Depressão.

    Em 1926, ela escreveu e estrelou uma peça chamada Sex, que causou um grande escândalo na época. Os jornais norte-americanos, muito pudicos, se recusavam a publicar anúncios do espetáculo.

    Grupos religiosos tentaram invadir o teatro e West e todo o elenco chegaram a serem presos por "corromper a moral da juventude". Porém, toda a publicidade fez da peça um sucesso, e Mae West tornou-se uma estrela, a "querida menina má", como chamaram os jornais. Ao sair da cadeia West declarou "eu não sou contra a censura, ela me tornou rica". Aliás, suas frases espirituosas seriam a marca registra de sua carreira.

     

    Mae West e sua Companhia sendo levados para a prisão

     

    No espetáculo seguinte, ela voltou a ousar. The Drag (1927) falava sobre um grande tabu, a homossexualidade. Desde a década de 20, ela era ferrenha defensora dos diretos dos homossexuais, bem como militava pela libertação feminina. Após atuar no grande sucesso Diamond Lil (1928), ela começou a receber convites para atuar em Hollywood.

    A principio as ofertas não lhe interessaram, pois ela ganhava mais dinheiro com o teatro. Em 1932, finalmente ela aceitou assinar contrato com a Paramount Pictures.

    Ela estreou no cinema com 39 anos de idade, o que na época era considerado bastante velha para uma mocinha das telas de cinema. Mas ela não interpretava os papéis de mocinhas ingênuas e apaixonada, era uma mulher independente, forte e atemporal.

    West não gostou do roteiro, e ganhou autorização para escrever suas próprias falas. Em sua primeira cena em Noite Após Noite (Night After Night, 1932) uma moça vê seu colar e exclama "Meu Deus, que diamantes lindos!" e Mae responde "Deus não teve nada a ver com isto, querida!".

     

    Mae West em Noite Após Noite (Night After Night, 1932)

     

    Seu filme seguinte Uma Loira Para Três (She Done Him Wrong, 1933), foi um grande sucesso de bilheteria, e salvou a Paramount da falência. O texto era baseado em uma das peças dela, e foi o filme lançou Cary Grant para o estrelato. O ator já tinha feito alguns papéis, mas ainda não era conhecido. Mae viu o belo rapaz pelos corredores e insistiu que ele deveria ser o seu galã. Até hoje a Paramount tem um edifício chamado Mae West para agradecer ao sucesso financeiro proporcionado pela artista.

     

    Cary Grant e Mae West em Uma Loira Para Três (She Done Him Wrong, 1932)

     

     

    Mae e West voltaram a atuar em Santa Não Sou (I'm No Angel, 1933), que foi o maior sucesso de bilheteria de sua carreira. Ela tornou-se a atriz mais bem paga de Hollywood e tornou-se um ícone da cultura pop. Cole Porter escreveu uma música sobre ela e Frida Kahlo a retratou em um mural. E a garrafa da Coca Cola foi reformulada, para que suas curvas se parecessem com o corpo de Mae West.

     

    Mae West pintada por Frida Kahlo.

     

    Mae West e o corpo de "Coca Cola"

     

    Seu corpo também serviu de inspiração para o desenho da Betty Boop (embora as características e estilo de canto tenham sido inspirados em outras artistas), e logo Mae West também começou a ser retratada em inúmeros desenhos animados da época.

     

    Mae West nos desenhos animados

     

    Em 1934,foi implementado o Código Hayes, uma séries de normas de censura, que passaram a ser aplicadas diretamente em seus filmes. West escrevia frases picantes que sabia que seriam cortadas, apenas para irritar e dar mais trabalho aos censores, a ideia era ter cenas que incomodassem tanto, que fariam com que eles ignorassem as cenas verdadeiras do roteiro. Curiosamente seus filmes não apresentavam nudez ou palavrões, e seus diálogos eram muito mais voltados a dar poder as mulheres, até então relegadas a segundo plano na sociedade da época.

    Em A Sereia do Alaska (Klondike Annie , 1936) Mae West fez uma sátira de uma estrela patrocinada por um magnata. Uma clara referência a Marion Davis e seu amante William Randolph Hearst. Hearst ficou profundamente ofendido, e baniu qualquer menção da atriz em sua rede de jornais e revistas. Os problemas com a censura e o boicote no conglomerado de mídia de Heart tornaram West um azarão, um péssimo investimento para os estúdios. A Paramount então cancelou seu contrato.

    Mas ela ainda continuava dando bilheteria. David O. Selznick inclusive a convidou para atuar em ...E O Vento Levou (Gone With the Wind, 1939), para o papel de Belle Watling, a dona do cabaré em Atlanta, mas West recusou dizendo ser estrela demais para um papel tão pequeno, e que ela só aceitaria se pudesse escrever suas próprias cenas.

    Contratada pela Universal, atuou em Minha Dengosa (My Little Chickadee, 1940), ao lado do comediante W. C. Fields. Após três anos sem atuar no cinema, ela fez um filme menor, Sedução Tropical (The Heat's On, 1943), que não foi muito bem. Ela nem queria fazer esta produção, mas aceitou o convite porque o produtor Gregory Ratoff, seu amigo pessoal, estava com problemas financeiros e pediu que ela o ajudasse. Depois a atriz se afastou do cinema, cansada de ver seus textos serem mutilados na sala dos censores.

     

    Mae West e W. C. Fields

     

    Mae West passou então a dedicar-se ao teatro, fazendo shows com sua companhia repleta de homens musculosos por toda à América. Mae West tornou-se uma das primeiras grandes atrações de Las Vegas.

    Não faltaram convites para a atriz retornar as telas. Billy Wilder insistiu para que ela interpretasse Norma Desmond em Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950), mas ela declinou o convite, e o papel acabou sendo feito magistralmente por Gloria Swanson. Ela também recusou fazer par com Marlon Brando em Meus Dois Carinhos (Pal Joey, 1947) e o papel foi para Rita Hayworth. Federico Fellini a convidou para atuar em Julieta dos Espíritos (Juliet of The Spirits, 1966) e Satyricon (Fellini Satyricon, 1969), mas também não obteve sucesso.

    Em 1959, ela lançou sua biografia, e retornou a televisão para divulgar seu livro. Em 1964 voltou a atuar, aparecendo em um episódio da série de TV Mister Ed. Em 1972, aos 79 anos gravou dois discos de rock, inclusive regravando "Light My Fire" do grupo The Doors.

    Na década de 70, retornou ao cinema, fazendo seus antigos personagens, embora já estivesse com a idade avançada. Ela ainda atuou nos filmes Homem e Mulher Até Certo Ponto (Myra Breckinridge, 1970) e em Sextette - A Grande Estrela (Sextette, 1978), que era uma adaptação de sua antiga e controversa peça Sex, escrita 52 anos antes.

     

    : Mae West em Sextette - A Grande Estrela (Sextette, 1978)

     

    Mae West, a pioneira da revolução sexual nos Estados Unidos faleceu em 22 de novembro de 1980, após sofrer uma série de AVCS. Ela tinha 87 anos.

     

    Assista um tributo a Mae West

     

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