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    a tv aberta e nossa cultura

    O Brasil precisa conhecer o Brasil

    por Sônia Zanchetta | Publicada em 24/11/2017 às 18h55

     

    Se um estrangeiro tratar de conhecer o Brasil por meio de nossa tevê aberta acreditará que esta é a terra da mesmice.

    Outro dia, perdi o sono, no meio da noite, e liguei a tevê, para ver se havia algum filme legal. Que nada! Em 9 dos 12 canais que pegam na minha casa, o que encontrei foram programas de Marketing Religioso, alguns produzidos em templos imensos, lotados de fieis.

    Em dois outros, passavam programas policialescos, o que, cá entre nós, não é o ideal para quem não está conseguindo dormir, e, no último, um talk show com um apresentador metido a engraçado, que entrevistava uma celebridade instantânea sem nada de novo a dizer.

    Eu sei, eu sei, ninguém é obrigado a assistir à tevê aberta, mas não posso deixar de me preocupar com o assunto, pois pesquisas realizadas pela Fecomércio/RJ, em 2014, e pela Ancine, em 2015, revelaram que esta era a principal forma de lazer para 78,7% e 81% dos brasileiros, respectivamente.

    Fala-se muito em diversidade cultural, e a diversidade cultural do Brasil é incontestável, mas a grande mídia não lhe dá visibilidade e as políticas voltadas a seu fomento e difusão vêm sendo solenemente desmanteladas em todas as esferas do poder público.

    Por estas e outras, vinha acalentando, há algum tempo, a ideia de promover, em Cachoeirinha, onde vivem cerca de 5 mil nordestinos, um evento voltado à integração entre as culturas do RS e do Nordeste.

    Esta ideia, acolhida por três outros produtores culturais da cidade, será concretizada, em junho de 2018, por meio do evento São João de Cachoeirinha – um Encontro entre o Sul e o Nordeste.

    Apesar de que acreditávamos muito no nosso projeto, nunca imaginamos que assumiria a dimensão que assumiu desde que tomou conhecimento dele o ilustrador pernambucano Jô Oliveira,que veio ao RS, recentemente, para participar da Feira do Livro de Porto Alegre.

    Bastou o Jô mexer alguns pauzinhos e começaram a surgir ofertas de atividades maravilhosas para a programação, vindas dos municípios paraibanos de Campina Grande e Pombal, que será homenageado nesta edição, entre as comemorações pelo centenário de falecimento de Leandro Gomes de Barros, o pioneiro da literatura de cordel no Brasil.

    Com estas novidades, lá fui eu ler a biografia do autor, escrita pelo cordelista cearense Arievaldo Viana, que também esteve na Feira do Livro e acompanhou Jô a Cachoeirinha para a abertura da programação prévia do nosso São João, que ocorreu no dia 14, na Escola Portugal.

    E, terminado o livro, corri ao Google, para ler textos de outros cordelistas e fiquei embasbacada com a riqueza deste gênero, do qual conhecia poucos autores até agora, e com sua abrangência.

    Vocês podem imaginar que há folhetos que chegam a ter tiragem de 100 mil exemplares? E que até analfabetos costumam compra-los, para pedir que alguém os leia para eles? Será que o Instituto Pró-Livro, que realiza, periodicamente, a mais ampla pesquisa sobre leitura no Brasil, têm levado em conta a leitura desses folhetos?

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