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    3º Neurônio | desenho

    Os 77 anos do Pica-Pau: querido, maluco, mocinho e vilão

    por Diego Nunes | Memória Cinematrográfica | Publicada em 28/11/2017 às 13h31| Atualizada em 28/11/2017 às 15h38

    Conheça um pouco mais sobre o pássaro maluco que tem encantado gerações como personagem nada convencional, que originou inclusive a expressão "tão mau quanto o Pica-Pau"

     

    Em 25 de novembro de 1940, surgia nas telas de cinema o personagem Pica-Pau (Woody Woodpecker), um dos mais queridos personagens dos desenhos animados. Criado por Walter Lantz e por Ben "Bugs" Hardaway, o Pica-Pau apareceu pela primeira vez em um desenho do ursinho Andy Panda, criado em 1939. Curiosamente, apesar de ser sua estreia no cinema, no Brasil este episódio foi batizado de Pica-Pau Ataca Novamente, embora seu título original seja Knock Konck (1940). A animação recebeu este nome porque os filmes do personagem foram dublados fora da ordem de produção, e ele acabou sendo tratado como mais uma animação do pássaro amalucado.

     

    A estréia de Pica-Pau

     

    A ideia de criar o personagem surgiu durante a lua de mel de Walter Lantz, um antigo ator dos tempos do cinema mudo, e sua esposa a atriz Grace Stafford em uma cabana nas cataratas do Niágra.

    A noite de núpcias do casal foi interrompida por um pica-pau barulhento no telhado da cabana. O pássaro só parou de fazer barulho quando começou a chover, mas então, os buracos que ele havia feito no telhado inundaram a cabana de água. Grace disse ao marido, que já trabalhava como animador (inclusive tendo trabalhado para Walt Disney) que aí estava um bom personagem para um desenho animado.

    A voz do personagem foi inicialmente dublada por Mel Blanc, uma lenda da dublagem, responsável pela voz do Pernalonga (Bugsy Bunny). Foi Blanc quem criou a risada característica do personagem. Aliás, ele já havia usado a mesma risada, sem sucesso, no coelho Happy Rabbit, que acabou evoluindo para o Pernalonga. Em sua biografia Blanc escreveu que esta risada era a mesma que ele fazia nos tempos de escola, quando queria chamar a atenção da classe.

    Mas Blanc não ficou muito tempo dublando o personagem (ele só emprestou sua voz para dois episódios), pois acabou assinando um contrato de exclusividade com a Warner Bros. O dublador foi sucedido então por Danny Webb, Kent Rogers, Ben Hardaway e, finalmente por Grace Stafford, a esposa de Lantz. Mas Blanc não se desvencilhou do personagem totalmente, seu contrato era exclusivo para o cinema, mas ele continuou fazendo a voz do Pica-Pau em um programa de rádio até 1948, além de gravar discos de histórias pela Capital Records.

    A risada de Blanc, gravada em disco, continuou a ser usada nos desenhos. Também é a voz de Blanc que ouvimos quando Pica-Pau diz "guess who?" (adivinha quem é, na tradução), na abertura dos desenhos.

     

    : O casal walter Lantz e Grace Stafford, e o Pica Pau

     

    Pica-Pau logo se tornou um grande sucesso. Seu rosto era pintado por soldados nos aviões durante a Segunda Guerra Mundial, e ele virou sinônimo de xingamento para meninos levados nos Estados Unidos (no Brasil tivemos uma expressão semelhante: "tão mau quanto o Pica-Pau").

    Os seus curta-metragens de animação foram indicados três vezes ao Oscar, mas nunca ganharam. Os indicados foram O Acrobata Maluco (The Dizzy Acrobat, 1943), Trechos Musicais de Chopin (Musical Momentos from Chopin, 1947) e Apólice Cobertor (Wet Blanket Policy, 1947). A canção "The Woody Woodpecker Song", que surgiu na animação Apólice Corretor também foi indicada ao Oscar de melhor trilha sonora, sendo a única vez que uma música de um curta-metragem de animação concorreu a tal prêmio.

    Em 1944, o desenho do Pica-Pau foi reformulado, ele perdeu as características mais amalucadas dos desenhos originais. Em 1947, Lantz rompeu o contrato com a Universal, que distribuía seus desenhos, passando a trabalhar com a United Artists. Mas em 1948, a United Artists passou por problemas financeiros, e encerrou o contrato. Sem distribuidor, e sem dinheiro para produzir de forma independente, Lantz fechou seus estúdios.

     

     

    Sem dinheiro, Lantz vendeu os diretos para a Universal em 1950, que detém os direitos do personagem até hoje (inclusive o usando em parques temáticos). Lá ele voltou a produzir novas animações.

    Em 1957, a ABC encomendou novos episódios, agora para a televisão. O programa The Woody Woodpecker Show intercalava uma apresentação do próprio Lantz, que as vezes interagia com sua criatura. O desenho animado na televisão deu um novo folego ao Pica Pau, e este foi produzido até 1972. Em 1985, eles foram reeditados para retornarem a TV e em 1988, Pica-Pau estreou em um longa-metragem live action numa participação especial em Uma Cilada Para Roger Rabbi(Who Framed Roger Rabbit , 1988).

    No começo dos anos 2000, o Pica-Pau voltou a ser produzido, sendo estes episódios chamados de As Novas Aventuras do Pica-Pau, no Brasil. E, em 2017, finalmente o personagem ganhou seu próprio longa-metragem, Pica-Pau - O Filme (Woody Woodpecker, 2017). Produzido pela Universal, dirigido por Alex Zamm e tem o ator Eric Bauza como dublador da personagem (feito por computação gráfica). No elenco, os atores Timothy Omundson e a brasileira Tayila Ayala.

     

     

    Curiosamente, Pica-Pau foi o primeiro desenho animado a passar na televisão brasileira. Os curtas feitos para o cinema começaram a ser exibido no dia 19 de setembro de de 1950, um dia após a inauguração da TV Tupi. A emissora no início, só possuía dois episódios em película, e os reprisava constantemente, e apesar das reprises intermináveis, a meninada da época nem se importava. Inclusive os desenhos eram exibidos com o áudio original, sendo dublados apenas posteriormente. Pica-Pau, dublado, só foi exibido na TV brasileira a partir de 1960, já na TV Record, que atualmente ainda exibe as aventuras do pássaro maluco.

    Os dubladores do Pica-Pau, no Brasil, foram: Luís Manuel, Olney Cazarré, Garcia Júnior, Marco Antônio Costa e Peterson Adriano (no filme Uma Cilada Para Roger Rabbit) e Sérgio Stern (no longa de 2017).

     

    Assista à evolução de Pica-Pau nas telas

     

    Diego Nunes é gaúcho, formado em Rádio e TV pela Universidade Metodista de São Paulo, é pesquisador da memória cultural e artística, e sua paixão é o cinema. Além disso, atua como diretor cultural da Pró-TV, Museu da TV Brasileira, e no departamento de arquivo da Rede Record de Televisão.

    Acompanhe-o pelo Memória Cinematográfica.

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