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GRAVATAÍ, 12/12/2017

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    3° Neurônio | literatura

    Arte sobre Renoir, Jovem mulher lendo um livro

    15 dicas para procurar na Feira do Livro ou por aí

    por Rafael Martinelli | Publicada em 02/12/2017 às 16h28| Atualizada em 03/12/2017 às 13h55

    Em tempos de feiras do livro - a de Gravataí encerra neste domingo - o Seguinte: pediu dicas de livros para seus jornalistas e articulistas. Não tem nenhum difícil de encontrar

     

    A jornalista Bruna Lopes indicou o romance Água Para Elefantes - a Vida É o Maior Espetáculo da Terra, de Sata Gruen, que rendeu filme elogiadíssimo por público e crítica.

     

     

    O médico Carlos Panni indicou O Alquimista, de Paulo Coelho.

     

     

    O poeta Cidade indicou O Livro da Morte – Odes Minimas, de Hilda Hilst:

    – Poderia escolher qualquer livro dessa anja de energia bruta e lírica. Escolho esse porque é fácil de ser encontrado em feiras e bibliotecas públicas. A primeira vez que ouvi falar de Hilda foi numa revista sobre paranormalidades e ufos, chamada Planeta, onde diziam que a escritora se comunicava com os mortos por meio de aparelhos eletrônicos. Em Livro da Morte ela toca nesse assunto que lhe é tão caro quanto o sexo e o amor, com a delicadeza crua de quem adora a vida e seus prazeres. Leiam tudo de Hilda Hilst. É uma rebelde avassaladora.

     

    O jornalista Claudio Dienstmann indicou A Ferro e fogo, de Josué Guimarães, nos volumes Tempo de solidão e Tempo de guerra.

     

     

    O sociólogo Fernando de Gonçalves indicou Trem Noturno para Lisboa, de Pascal Mercier:

    – Eu costumava ler muita ficção quando estava no ensino médio. Em 2007, quando estava no Terceiro Ano, cheguei a ler cerca de 40 livros. Depois, entrei na Universidade, em um curso de humanas e, obviamente, não pude manter esse ritmo. A leitura de não-ficção – seja na forma de livros ou artigos científicos – passou a ocupar, como ocorre ainda hoje, a maior parte do meu tempo. Ainda assim, consigo ter algum tempo para ler alguns bons romances. A última vez que contei, estava lendo algo como 8 desses livros por ano, o que é pouco, perto do que já li, mas ainda assim, é melhor do que nada.

    – Nessa época de Feira do Livro, recomendo um ótimo romance que li recentemente: Trem Noturno para Lisboa. O livro, do suíço Pascal Mercier, publicado em 2004, tem uma adaptação relativamente fiel para cinema (disponível no Netflix). Gregorius, um pacato professor de línguas clássicas em Berna, um dia, ao ir para o Liceu, acaba salvando uma jovem suicida que estava prestes a se jogar de uma ponte. A jovem, por sinal, era portuguesa. Nisso, sua vida muda totalmente. Ao tentar entender o que se passou com a jovem, Gregorius descobre um livro de um médico português, Amadeu do Prado. Fascinado pelo conteúdo do livro, o protagonista abandona, subitamente, sua rotina previsível e toma um trem para Lisboa, disposto a refazer os passos do médico português, membro da resistência lusitana contra a ditadura de Antônio Salazar, o Estado Novo (1933-1974). Ao mesmo tempo em que busca encontrar pessoas que conviveram com Prado, Gregorius passa por uma profunda transformação à medida que os personagens vão se sucedendo ao longo das páginas.

    – É um ótimo livro, que consegue juntar a emoção de um thriller com a profundidade de um romance filosófico que levanta questões existenciais com as quais todos nos deparamos. Há uma interessante intertextualidade entre a história de Gregorius e o livro de Prado, um Ourives das Palavras, título da obra fictícia. Deixo, abaixo, uma das várias citações de Prado que aparecem ao longo de Trem Noturno:

    “Deixamos algo de nós para trás ao deixarmos um lugar, permanecemos lá apesar de termos partido. E há coisas em nós que só reencontramos lá voltando. Viajamos ao encontro de nós ao irmos a um lugar onde vivemos uma parte da vida, por muito breve que tenha ela sido." 

     

     

    O jornalista Leandro Melo indica Max Perkins, um editor de gênios, de A. Scott Berg:

    – Esta é a biografia de Maxwell Perkins, editor dos grandes nomes da literatura ocidental. Ele foi o responsável por dar vida e o formato que hoje conhecemos das obras dos autores F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Thomas Wolfe e vários outros. Igualmente genial é a escrita do autor A. Scott Berg, já laureado com o Pulitzer, e que oferece um texto instigante, rico em detalhes sobre a forma de pensar dos autores e das engrenagens do mercado editorial.

     

     

    A assistente administrativa Maiara Tierling indica Tudo que Eu Queria te Dizer, de Martha Medeiros:

    – O que você sempre quis dizer a alguém – e nunca teve coragem? O que precisa falar de uma vez por todas – mas desiste, espera até chegar o momento mais apropriado? As pessoas que assinam as cartas desse livro decidiram não esperar mais. Absurdamente reais, trágicas, por vezes cômicas, devastadas por sua dor, cada uma das personagens deste livro atravessa um ponto de virada em suas vidas – e resolveu colocar suas cartas na mesa.

    – No inicio do livro tem o alerta: "Esta é uma obra de ficção. Os nomes e situações foram criados pela autora, que não se responsabiliza por eventuais coincidências." Mas é impossível não se identificar com pelo menos umas das cartas.

     

     

    O advogado Marcos Golembiewski indica A noite da espera, de Milton Hautoum, ambientado em Brasília nos anos 70 e que trata dos sonhos e desilusões da juventude nos Anos de Chumbo.

     

     

    Sommelier de cervejas, Rafael dos Santos indica Larousse da cerveja, de Ronaldo Morado.

     

     

    O jornalista Roberto Gomes de Gomes indica Mauá, empresário do Império, de Jorge Caldeira:

    – É a história do gaúcho, analfabeto até os 9 anos, que se transformou no maior empresário brasileiro de todos os tempos, rivalizando com os maiores do mundo.

     

     

    O filósofo e cabeleireiro Roberto Teixeira indica um livro que está lendo: O Poder do Encantamento, do CEO do grupo Renner, José Galló.

     

     

    O jornalista Silvestre Silva Santos indica Titília e o Demonão, de Paulo Rezzuti:

    – É uma coleção de cartas inéditas trocadas entre o imperador Dom Pedro I e a Marquesa de Santos, como era alcunhada sua amante Marquesa de Santos. Titília era como ele a chamava nas missivas encontradas ao acaso em um museu norte-americano. E Demonão era o tratamento que ela lhe dava nos momentos de maior intimidade. Revelam um período da nossa história e evidenciam que a bagunça entre palácios e palacianos não é um privilégio da modernidade.

     

     

    A jornalista Sônia Zanchetta indicou Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo “ou qualquer outro da autora”.

     

     

    A poetisa Teresa Azambuya indica O retorno, de Dulce Maria Cardoso.

     – De autora portuguesa, é um romance extremamente sensível, narrado pela voz do personagem Rui, um adolescente de família portuguesa, nascido em Luanda, que é obrigado a voltar para Portugal após o processo de independência das colônias africanas, em 1975. É muito tocante acompanhar a trajetória desse personagem e, principalmente, experimentar a sensação de ocupar um não-lugar, uma não-identidade, um deslocamento perene, já que ele foi obrigado a sair de Angola, mas não encontra acolhimento em seu país de origem, Portugal. Os conflitos familiares, a história de pessoas estranhas, expatriadas, obrigadas a conviver em um hotel decadente, torna a narrativa muito interessante. 

    – Além disso, sempre considerei um desafio escrever o final de um romance. E essa autora conseguiu produzir um dos melhores finais que já li. É emocionante. Vale muito a leitura. 

     

     

    Eu, o jornalista Rafael Martinelli, que edito esta matéria, indico um livro que acabei de ler: Os Demônios, daquele que considero o maior novelista desde sempre, Fiodor Dostoiévski.

    Um pequeno spoiler na resenha:

    Motivado por um episódio verídico - o assassinato do estudante I. I. Ivanov pelo grupo niilista liderado por S. G. Nietcháiev em 1869 -, Os demônios, escrito no ano seguinte, é a única obra de Dostoiévski concebida com fins assumidamente panfletários. Entretanto, ao recriar ficcionalmente aquele evento, o escritor acabou compondo uma obra-prima à altura de Crime e castigo e Os irmãos Karamázov, que é também um estudo em profundidade do pensamento político, social, filosófico e religioso de seu tempo. 

    Vou além, não é apenas um estudo em profundidade do pensamento político, social, filosófico e religioso daquele tempo. Os Demônios mostra que o jeito das pessoas fazerem política, seja com a mão esquerda ou direita, independe do século.

     

     

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