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    Associação Gravataiense de Canoagem e Ecologia quer apoio para desenvolver projetos sociais e ajudar na formação de atletas como Gustavo Gutierres que quer participar de competições nacionais

    Quando a vaquinha vai de canoa

    por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt | Publicada em 16/08/2017 às 19h35| Atualizada em 21/08/2017 às 19h10

    Canoagem pede apoio para remar mais forte - Associação Gravataiense de Canoagem e Ecologia busca patrocínios e faz vaquinha para manter atividades de competição, mas também de promoção do meio ambiente e atendimento a crianças pobres

     

    Não chega a ser um pedido de socorro. Mas fica claro ao conversar com os integrantes da entidade que a falta de apoio, do poder público ou iniciativa privada, pode limitar as atividades da Associação Gravataiense de Canoagem e Ecologia (AGCE) – um apêndice do Clube de Caça e Pesca de Gravataí, onde também tem sua sede – apenas às remadas do grupo de sócios.

    Na verdade, segundo o presidente Tiago Guimarães Vargas, um técnico em meio ambiente que está cursando Engenharia Ambiental e Sanitária na Faculdade Dom Bosco, de Porto Alegre, as intenções são muito mais amplas e envolvem, por exemplo, formação de atletas, participação em competições e promoção do meio ambiente e do próprio Rio Gravataí.

    O Seguinte: esteve no Caça e Pesca na manhã desta quarta-feira (16/8) para conversar com integrantes da AGCE. Quem recebeu a reportagem foram os instrutores de canoagem João Paulo Souza, de 61 anos, acadêmico de Educação Física, e o industriário Farlei Adriano Krammer, de 53 anos. Ambos esportistas – ciclistas e remadores – e ambientalistas.

    Tiago Vargas, o presidente, do alto dos seus 27 anos, deixa claro que a Associação de Canoagem precisa de apoio. Principalmente para manter e implementar as atividades da escolinha destinada para pessoas de todas as idades, com foco nas crianças, a partir dos nove anos, que enfrentam uma situação de vulnerabilidade social.

    --- Estamos pedindo o apoio da população para a nossa “vaquinha” que tem a finalidade de arrecadar fundos para ampliar a disponibilidade de aulas para as crianças de instituições da cidade, como a casa abrigo, principalmente as que se encontram em situação de vulnerabilidade social --- diz ele.

    E completa:

    --- E também estamos abertos, e precisando, do patrocínio de alguma empresa que se sensibilize com a nossa causa.

     

    : Tiago Guimarães Vargas pede ajuda para desenvolver projetoS sociais na AGCE

     

    CLIQUE NA IMAGEM PARA ACESSAR A "VAQUINHA" VIRTUAL.

     

    (Criada em 12 de julho, até às 18h02min de hoje a página registrava apenas R$ 300,00 em doações, de um objetivo definido de R$ 26,6 mil.)

     

    Plantio de mudas

     

    A entidade existe há 31 anos e há cerca de quatro anos ganhou o “Ecologia” no nome, com uma alteração estatutária, estratégia para atrair mais pessoas ao quadro social, ao remo, ao meio ambiente e à preservação do Rio Gravataí. As atividades conservacionistas envolvem, por exemplo, o recolhimento de lixo das águas do Gravataí e o plantio de árvores nas margens.

    --- Eu mesmo já plantei muito mais árvores na beira do rio do que muitas entidades que estão por aí --- estufa o peito João Paulo de Souza, o JP, um dos fundadores da AGCE.

    Atualmente a associação congrega cerca de 40 pessoas que têm uma participação mais ativa nas atividades realizadas pela entidade. JP admite que o número é pequeno, e explica que a maioria das pessoas que procura a AGCE sequer pratica a canoagem, mas é simpatizante das outras causas como o projeto de ensinar as primeiras remadas para crianças e a questão ecológica.

    A propósito, até algum tempo atrás, a escolinha de canoagem funcionava com maior regularidade e frequência. Agora, abre à comunidade nas quartas-feiras pela manhã e aos sábados. Domingos e feriados, só combinando. A regularidade e maior frequência de antes se deviam à existência de convênios com o município.

    De acordo com João Paulo, o que falta é dinheiro para fazer deslanchar ações visando dar uma oportunidade aos jovens, nesta modalidade esportiva.

    --- O município poderia ajudar na organização da escolinha, promoção de atividades e com convênios para que a AGCE tivesse condições de trabalhar tirando essa gurizada das ruas e, quem sabe, até descobrir atletas de ponta para brilhar na canoagem gaúcha e nacional --- diz o veterano instrutor.

     

    : João Paulo diz que já plantou muito mais mudas do que muitas entidades ambientais

     

    Época de ouro

     

    João Paulo, ladeado por Farlei Krammer, lembra que a associação já sediou uma etapa do Campeonato Nacional de Canoagem em 1999. Na época de ouro também trouxe para Gravataí pelo menos quatro etapas do campeonato gaúcho e teve atletas forjados nas águas do Rio Gravataí em competições nacionais.

    --- Participamos até de um Sul-Americano --- diz João Paulo.

    Na sede da AGCE, que funciona como garagem dos barcos, há preciosidades como um barco modelo Tiger que foi utilizado nas disputas de canoagem na Olimpíada de 1992 em Barcelona, na Espanha. Há vários outros modelos, que servem para os iniciantes, para instrução, ou simplesmente para passeio, os da chamada classe turismo.

    Além dos barcos de competição – os K1 e K2 – que são encontrados no mercado por preços a partir dos R$ 5 mil, dependendo do material – estão na “garagem” muitos coletes salva-vidas, item obrigatório aos praticantes da canoagem, e remos de todos os tipos. Um deles, de última geração, que vale a bagatela de aproximadamente R$ 10 mil.

    Ainda dos bons tempos, João Paulo recorda que a Associação Gravataiense de Canoagem e Ecologia ajudou na formação do atleta Edson Isaías Freitas da Silva, o Edinho, de Guaíba, que participou da Olimpíada 2016 no Rio de Janeiro e ficou na 20ª colocação na prova de velocidade, modalidade K1 200 metros.

    Antes disso Edinho foi ouro, prata e bronze, nos Pan-Americanos do Rio em 2007 e de Toronto, no Canadá, em 2015, onde disputou em duas categorias. Nos Sul-Americanos ele tem três medalhas de ouro e duas de prata, todas conquistadas em 2010 nas provas disputadas em Medelín, na Colômbia.

     

    : Farlei Krammer diz que para ser atleta de canoagem é preciso ter persistência e vontade de aprender

     

    Não é elite

     

    Quem garante é Farlei Krammer: a canoagem não é um esporte para “as elites” financeiras. É uma modalidade praticada em grande parte por atletas que têm origem humilde, e que amarga um quase ostracismo por conta da falta de incentivo financeiro especialmente da iniciativa privada.

    --- O empresário não vê no nosso esporte a possibilidade de retorno que ele quer, a curto prazo, e que encontra em outras modalidades como vôlei, basquete, futebol ´de campo e de salão. Se houvesse apoio, certamente a canoagem teria um lugar de honta no cenário do esporte nacional --- afirma.

    De acordo com Farlei, a prática do esporte é mais difícil porque, além de dinheiro – o candidato a atleta tem que “se bancar” financeiramente, normalmente sem poder ter um emprego fixo – é uma modalidade na qual o treino quase sempre é solitário e exige muita preparação.

    --- A canoagem é para quem pega gosto, infelizmente é para quem não tem outra opção porque exige esforço e, no nosso caso, participação na nossa entidade. As vezes, até varrendo o espaço da sede ou do próprio clube --- diz Farlei Krammer.

     

    : Edson, atleta de ponta da canoagem nacional, teve passagem pela AGCE e pelo Rio Gravataí

     

    CONHEÇA UM POUCO MAIS DA ASSOCIAÇÃO NO VÍDEO ABAIXO

     

    Aprendendo

     

    Enquanto o Seguinte: conversava com João Paulo e Farlei, nesta quarta, o jovem Gustavo Gutierres, 17 anos, aluno da escola Nicolau Chiavarro apareceu na sede da Associação Gravataiense de Canoagem e Ecologia. Foi treinar. Colocou um barco na água, vestiu o colete salva-vidas e caiu na água. Mesmo tremendo com o frio da manhã.

    Gustavo contou que pratica a canoagem desde muito pequeno, influenciado pelo pai, que era um remador. Mas admitiu que ainda tem muito que aprender sobre postura e técnica, e muita massa muscular por adquirir até alcançar seu objetivo no esporte.

    --- Quero me aperfeiçoar para ser um atleta de K1 e disputar campeonatos. Não participei de nenhum, ainda, por falta de experiência nas remadas, posição certa no barco e resistência física --- conta o garoto.

     

    : Gustavo treina no Rio Gravataí com barcos da AGCE com objetivo de participar de campeonatos

     

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