notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 17/11/2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    década sangrenta

    Levantamento feito sobre os últimos 10 anos aponta que crimes de homicídio alcançaram números assustadores em Gravataí

    Gravataí bate recorde de homicídios

    por Silvestre Silva Santos | Publicada em 27/09/2017 às 17h56| Atualizada em 09/10/2017 às 12h14

    É assustador! O índice da criminalidade – mais especificamente o número de homicídios – em Gravataí virou, literalmente, um caso de polícia. Os dados levantados agora à tarde pelo Seguinte: são de deixar as autoridades com cabelos em pé!

    Neste ano de 2017, até esta data, 27 de setembro, e até o homicídio registrado na noite de ontem, aconteceram em Gravataí 131 homicídios nos 270 dias já transcorridos. É um homicídio a cada dois dias, na média.

    São considerados como tal apenas os casos de óbitos anotados no local do crime. As mortes ocorridas em hospitais, por ferimentos causados por armas brancas ou de fogo, são chamados de “crimes tentados seguidos de morte”, e não entram na contabilidade da Secretaria da Segurança Pública.

    O número representa 43,95% a mais do que o total de homicídios ocorridos em Gravataí em todo o ano passado quando aconteceram 91 crimes deste tipo no município, e é recorde indiscutível pelo menos nos últimos 10 anos segundo os dados disponíveis na Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP/RS).

    Além disso, aconteceram mais 140 outros casos, de tentativas de homicídios. A Polícia não sabe se destes 140 algumas das vítimas vieram a óbito.

    O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Felipe Farias Borba, é mais contundente.

    --- Não tenho os dados oficiais mas, com certeza, é o recorde de homicídios de todos os tempos em Gravataí --- falou o delegado, agora há pouco, para o Seguinte:.

    Em uma pesquisa no site da SSP/RS desde 2007 é possível verificar que o ano que teve o maior número de homicídios desde então foi 2014, com 92, ou um a mais do que o total do ano passado.

    Considerando também as mortes registradas por latrocínio, 2014 soma 98 homicídios (seis foram mortes ocorridas durante roubos, tecnicamente classificadas como latrocínio) e 2016 acumula 96 casos, com cinco classificados como latrocínios.

     

    Tráfico

     

    Para o delegado Felipe Farias Borba os crimes de morte têm ligação direta com o tráfico de drogas. E o mês de setembro, segundo ele, foi o mais sangrento com cerca de 20 homicídios num espaço de três semanas (nove mortes entre a sexta-feira e o domingo – 8 a 10 de setembro).

    --- De um modo geral, sem ter os dados estatísticos aqui na minha frente, dá para assegurar que cerca de 90% destes crimes têm algum tipo de ligação com o tráfico --- falou o policial, por telefone.

    Para o titular da DHPP, a região de Gravataí onde ocorre o maior índice de criminalidade é o Rincão da Madalena, justamente pelo confronto armado na disputa pelo controle do tráfico.

    O delegado Felipe disse que não consegue afirmar se houve alteração, para melhor ou pior, na questão da segurança pública de Gravataí depois do reforço policial dispensado pelo governo do estado, tanto em policiais militares quanto civis.

    --- Depois que veio o reforço do estado (há cerca de 10 dias) para a Brigada Militar não dá para dizer se houve alguma alteração. Somente no fim de semana que passou, mesmo com a BM reforçada, foram cinco homicídios --- lembrou.

    Na DHPP o reforço chegou através da designação de 12 policiais civis, metade vinda da capital e outra metade de delegacias do interior do estado. Isso possibilitou um incremento na conclusão de inquéritos e o envio, só nesta semana, de 12 casos para o Judiciário da cidade.

     

    Na Brigada Militar

     

    Já o comandante do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) da Brigada Militar, com sede em Gravataí, tenente-coronel Vanderlei Mayer Padilha, diz que não dá para determinar um ou outro bairro como o mais violento da cidade, e que a BM não tem uma estatística deste tipo.

    --- Uma hora é um bairro, em outra hora já mudou de local. Isso se altera conforme o trabalho de policiamento preventivo que a polícia faz, no caso a Brigada --- explica o oficial.

    Ainda de acordo com o comandante, o serviço de inteligência da Brigada Militar faz um monitoramento da criminalidade em suas diversas variantes, e trabalha para prender os autores dos delitos além dos procurados por suspeita de autoria ou foragidos do sistema prisional.

    O quadro do crime varia bastante, de acordo com o tenente-coronel Padilha.

    --- Ontem mesmo (terça, 26/9) prendemos quatro suspeitos e com eles recolhemos cinco armas. Um destes presos admitiu, ainda que informalmente, envolvimento com as mortes ocorridas recentemente na cidade. Por isso acreditamos que, por enquanto, a tendência deste tipo de crime, os homicídios, é cair --- argumentou.

    Esta tendência acontece também em outros tipos de delitos, de acordo com o oficial da BM. Por exemplo, quando é preso um autor de assalto aos coletivos, este é mum crime cujos índices caem drasticamente.

     

    O LEVANTAMENTO

     

    Em 2007: 41 homicídios e 03 latrocínios
    Em 2008: 45 homicídios e 03 latrocínios
    Em 2009: 45 homicídios e 00 latrocínios
    Em 2010: 39 homicídios e 00 latrocínios
    Em 2011: 56 homicídios e 02 latrocínios
    Em 2012: 60 homicídios e 02 latrocínios
    Em 2013: 73 homicídios e 03 latrocínios
    Em 2014: 92 homicídios e 06 latrocínios
    Em 2015: 78 homicídios e 06 latrocínios
    Em 2016: 91 homicídios e 05 latrocínios
    Em 2017: 71 homicídios e 03 latrocínios (até junho conforme a SSP/RS)

    • pequenas empresas, grandes histórias
      COM VÍDEO | Lentes que retratam vidas
      por Eduardo Torres | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • saúde
      Frente de prefeitos reage a saída de médicos cubanos
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Hoje até vereador comemora médicos indo embora
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      Todo sábado é dia para adotar um pet na Sperk
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • meio ambiente
      COM VÍDEO | A nossa lista vermelha da extinção
      por Eduardo Torres
    • trânsito
      Fim da tranqueira no trânsito está mais próximo
      por Silvestre Silva Santos
    • opinião
      Saída de médicos cubanos é desastre para Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • eleições 2020
      OPINIÃO | Não façam Bordignon ’Miss Colômbia’ outra vez
      por Rafael Martinelli
    • meio ambiente
      Cobrança pela água do Gravataí pode gerar R$ 9 mi em um ano
      por Eduardo Torres
    • desejo azul
      Gremistas entregam alegria para crianças doentes
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • seu bolso
      OPINIÃO | Silvio Santos é um velho babão
      por Rafael Martinelli
    • cachoeirinha
      Asfalto em 33 ruas é símbolo para governo Miki
      por Rafael Martinelli com assessoria
    • educação
      OPINIÃO | O big brother da escola sem partido em Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • história
      A história da Cachoeirinha do primeiro pedágio
      por Eduardo Torres
    • coluna do silvestre
      ‘Jardins do pesadelo’ estão perto do fim?
      por Silvestre Silva Santos
    • política
      OPINIÃO | 25 nomes para prefeitura de Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • polícia
      Jovem executado por engano em hospital era de Cachoeirinha
      por Silvestre Silva Santos
    • vereadores
      Quem leva a presidência da câmara de Gravataí?
      por Rafael Martinelli
    • gravataí
      OPINIÃO | Aumento para os vereadores? Não recomenda-se
      por Rafael Martinelli
    • 2020
      OPINIÃO | A sucessão nas mãos de Marco Alba
      por Rafael Martinelli
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Eduardo Torres | EDITOR | eduardo@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.