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GRAVATAÍ, 26/09/2017

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    opinião

    24 cruzes foram colocadas em frente ao Pampa Safari para marcar morte de 24 cervos

    O que espera os donos do Pampa Safari na volta da Europa

    por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt | Publicada em 03/09/2017 às 16h39| Atualizada em 06/09/2017 às 15h52

    Listamos 8 coisas sobre a polêmica da matança de animais no Pampa Safari e que neste mês de setembro aguardam a volta da família Febernati da viagem para fora do país

     

    1.

    ATIVISTAS EM VIGÍLIA

    Um ato com cruzes, balões e faixas reuniu voluntários da causa animal e ambientalistas durante a tarde e noite deste sábado, no gramado em frente ao Pampa Safari, onde há sete dias ativistas se revezam em vigília desde a descoberta de que pelo menos 300 cervos seriam sacrificados sob suspeita de tuberculose, com o ok do Ibama – também alvo de manifestação na sexta da semana anterior.

    Os protetores – respaldados por um fórum de discussão que já reúne mais de 5 mil pessoas nas redes sociais, ultrapassou fronteiras em publicações internacionais e já tem pedido de audiência pública na Câmara Federal apresentado pelo deputado Ricardo Izar – defendem a transformação do parque privado de mais de 300 hectares em uma reserva, um santuário para os quase mil animais de diferentes espécies que vivem no local.

    – Temos que continuar mobilizados para salvar a vida destes animais, cujo número nem o Ibama sabe. A família Febernati, que explorou o maior safari da América do Sul durante 40 anos, agora quer se livrar deles. Querem empreender outro negócio? Foram os defensores dos animais que alertaram a imprensa e parlamentares simpáticos à causa sobre este escândalo, e vamos continuar monitorando os órgãos que devem abordar a questão, não apenas do ponto de vista econômico. Depois dos episódios carne podre e carne fraca, cabe à sociedade brasileira, não apenas ativistas e protetores, cobrar uma solução para o caso – argumenta Gelcira Teles, jornalista e membro da executiva do Partido Animais, que participou do ato em frente à área paradisíaca localizada há 30 anos às margens do quilômetro 11 da RS-020, em Gravataí.

    Clicando aqui você pode fazer contato com os ativistas (e também ver mais fotos e imagens do ato de sábado, que teve uma intervenção do artista Juan Corvalan no asfalto).

     

    2.

    NÃO DA JUSTIÇA

    Pelo menos até a tarde deste domingo, qualquer retirada de animais do Pampa Safari seguia proibida, clandestina. Uma liminar concedida em 24 de agosto pelo juiz da 16ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre impede novos abates enquanto não houver comprovação da doença. Para evitar procriação, João Ricardo dos Santos Costa também determinou o isolamento e a separação dos animais por sexo.

     

    3.

    NÃO DA PREFEITURA

    A Fundação Municipal de Meio Ambiente de Gravataí também proíbe a retirada de animais do Pampa pelo território do município desde o dia 24 quando, sob supervisão do Ministério Público e apoio do Grupamento Ambiental da Guarda Municipal, técnicos da FMMA cortaram os cadeados da entrada do parque e fizeram uma vistoria, antes de colocar as placas de proibição.

    Na quarta-feira, após a Secretaria de Agricultura gaúcha emitir novas guias permitindo o abate, o próprio prefeito de Gravataí Marco Alba ligou para o secretário estadual da Agricultura Ernani Polo alertando que apreenderia caminhões que tentassem sair do Pampa carregando animais.

    As guias foram temporariamente suspensas.

     

    4.

    INQUÉRITO NO MP

    A promotora de Justiça Carolina Barth instaurou inquérito civil no Ministério Público de Gravataí para apurar o caso, que por suspeita de contaminação já levou ao abate de 20 animais. Entre os 'sacrificados', estavam quatro fêmeas prenhes, contrariando legislação ambiental que proíbe morte de gestantes.

    Conforme o Ibama, os proprietários do parque receberam autorização da Secretaria da Agricultura para o abate, amparado por laudos que teriam comprovado a tuberculose – sacrifício que seria necessário pela doença representar riscos para os outros animais e também para seres humanos, como explica Paulo Wagner, veterinário do órgão ambiental federal.

    Já a promotora, que considera “questionável” o abate pela doença, defende a suspensão dos sacrifícios até a apuração dos fatos, devido à “irreversibilidade da morte”.

    O CDC (Centers for Disease Control anda Prevention), reconhecido birô de controle sanitário dos rigorosos norte-americanos, é um dos órgãos que aponta como raro contágio em humanos, por exemplo.

    Carolina Barth, que aguarda, possivelmente para esta semana, o resultado das amostras colhidas nos cervos já abatidos, antecipa que, entre as dezenas de depoimentos já ouvidos por ela no MP, um veterinário, ex-funcionário do Pampa, confirmou que animais já sacrificados não tinham tuberculose.

     

    5.

    TUBERCULOSE: EXAMES NEGATIVOS

    Já está com o MP documento que mostra que exames feitos em 257 animais do Pampa Safari, entre outubro de 2016 e janeiro deste ano, apontaram resultado negativo para tuberculose.

    Conforme o diretor-presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Gravataí, Jackson Müller, e a deputada estadual Regina Becker Fortunati, que é ligada à causa animal, os testes, nos cervos e outras espécies, foram validados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

    Os laudos encaminhados por eles ao MP estão assinados pelo veterinário Estanislau da Silva, com carimbo do Mapa.

    O Ibama se nega a reconhecer os exames, contratados pelos donos do empreendimento.

    Já as amostras colhidas nos 20 cervos que chegaram a ser abatidos foram testadas pelo renomado Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, em Guaíba, e também apontaram resultados preliminares negativos. Macroscopicamente, não foi detectada bactéria. Novos testes em tecido vivo estão sendo feitos, mas podem demorar até quatro meses.

     

    : Reprodução de exame de janeiro de 2017 mostra resultado negativo para tuberculose em cervos

     

    6.

    A SANIDADE DO IBAMA

    Após uma década de uma relação com o Ibama de interdições e reaberturas, há um ano o Pampa está definitivamente fechado para visitações. Conforme o órgão, em 2007 foi detectada a contaminação de búfalos e, em 2013, um novo surto atingiu camelos, lhamas e cervos. O parque foi lacrado e reabriu três meses depois. De lá para cá, os proprietários teriam descumprido planos de controle da doença, até a determinação de fechamento pelo órgão ambiental em novembro do ano passado, por novas suspeitas de tuberculose.  

     

    7.

    CERVOS PARA CONSUMO HUMANO

    A cronologia que levou até a polêmica das últimas duas semanas começou em abril, quando os donos do Pampa pediram autorização para abater os 300 cervos e vender a carne para consumo humano.

    O Ibama comunicou que só expediria a autorização caso exames para detectar tuberculose fossem feitos nos animais vivos, e não somente após o abate dos animais.

    A família, sob a justificativa de que não haveria condições financeiras de fazer os exames e nem interesse na reabertura e manutenção do parque, teria pedido o abate emergencial de todos os animais por suspeita de tuberculose – medida que tinha o ok do Ibama.

     

    Opinião

     

    A matança só não aconteceu porque tudo se tornou público. Na segunda, 21, o Seguinte: recebeu informações, até então mantidas sob sigilo, de que ocorreria abate de 300 cervos em um matadouro em Morungava, distrito de Gravataí. Uma rede de protetores conectados por todo país foi acionada e, em minutos, confirmou a intenção que, repercutida pela mídia local, estadual, nacional e internacional, chocou a sociedade e levou a ações da Justiça, Prefeitura e Ministério Público.

    O caso é inegavelmente de difícil solução, mas precisa ser tratado sob a luz do sol.

    De um lado, os proprietários, que pedem para continuar fazendo o que era comum no Pampa Safari: o abate dos cervos para venda, lucro e consumo humano, o que sustentam ter base na legislação que regra os escabrosos zoológicos do Brasil.

    De outro, o Ibama, que busca o ‘abate sanitário’ por uma suspeita de tuberculose até agora não confirmada, que colocaria em risco outros animais e funcionários do parque que lidam com eles.

    Em meio às ordens de abate dadas por um motivo ou outro – e sem nem falar em tratamento de bactérias (que podem acontecer nas melhores famílias supermercadistas) – estão os ativistas reivindicando que os animais silvestres explorados por anos para divertir famílias no maior safári da América do Sul não sejam simplesmente abandonados, exterminados ou sirvam de prato do dia em refinados restaurantes de carnes exóticas.

    A deputada Regina Becker conta que a proprietária (que ainda não quis falar publicamente mas, nos próximos dias, também será chamada a depor no MP) entrou em contato pelas redes sociais e quer conversar. Sinal de que já nos próximos dias, sob muitos olhares atentos, poderemos tomar um exemplo da medida de distância entre o bolso e o coração, num caso que envolve milhares de seres vivos.

     

    MAIS SOBRE A POLÊMICA

    Na reportagem OPINIÃO | O dia em que parou a matança no Pampa Safari você lê a opinião do jornalista Rafael Martinelli e assiste às imagens da interdição da retirada de animais, com entrevistas do presidente da Fundação de Meio Ambiente de Gravataí e da promotora Carolina Barth

     

    Na reportagem As imagens e falas no ato contra matança no Pampa Safari você lê e assiste à cobertura do ato, feito por ativistas em frente ao Ibama, repercutido pelos maiores veículos da mídia estadual. Nos vídeos, um clipe do protesto e as entrevistas da ativista Thiane Nunes e do veterinário do Ibama, Paulo Wagner

     

     

     

    Na reportagem Ativistas fazem vigília para evitar novos abates no Pampa Safari você lê sobre o dia em que, sob ameaça da liberação dos abates, ativistas iniciaram uma vigília contínua no Pampa. No vídeo, um boletim dos protetores reunidos à noite no local

     

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