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    análise

    Sindicato do Trabalhadores em Educação Pública de Gravataí tem assembleia quarta

    Sem aumentar contribuição, servidores podem ficar sem plano de saúde

    por Rafael Martinelli | Publicada em 26/03/2018 às 19h10| Atualizada em 31/03/2018 às 18h52

    Num cenário que aponta a ruína do Ipag Saúde em 2019, o sindicato dos professores de Gravataí discute o futuro do plano de saúde – que atende 12.134 funcionários públicos municipais e seus dependentes – em assembleia geral nesta quarta, 8h, no CTG Aldeia dos Anjos.

    E não há solução sem pesar no bolso das 5.601 famílias, pelo menos conforme o estudo atuarial contratado junto a Lumens Atuarial, a que o Seguinte: teve acesso, e sugere aumento de contribuição para titulares e dependentes, pagamentos crescentes por faixa etária e também maior coparticipação em procedimentos, que vão de consultas a exames e cirurgias.

    O documento alerta para a necessidade de ações emergenciais, de curto prazo, ao projetar o esgotamento das reservas financeiras do instituto em dois anos – dinheiro hoje drenado para fazer frente a um crescimento de quase 30% nas despesas devido à elevação da idade dos segurados, o que aumenta proporcionalmente os custos com a saúde.

    Uma das projeções do estudo mostra que se a contribuição dos funcionários aumentar de 4,5% para 5,50%, e dos dependentes de 1% para 2%, o plano ganha um fôlego até 2036. O impacto, em média, seria de R$ 10 para titular sem dependentes e R$ 95 para titular com dois dependentes.

    O Seguinte: alerta desde o ano passado para o risco do Ipag Saúde quebrar por gastar mais do que arrecada – em 2017, R$ 21,3 milhões entraram e R$ 22,5 milhões saíram.

     

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    Se no ano passado o Ipag Previdência esteve em primeiro plano, neste ano a preocupação com a solvência do plano de saúde é confirmada pelo SPMG ao colocar o debate no topo da pauta, já na abertura do processo de data-base 2018/2019.

     

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    Como não há perspectiva do funcionalismo ter reajuste salarial, a assembleia tem tudo para ser uma das mais tensas dos últimos anos, já que o que se coloca no estudo atuarial é simples: ou os servidores e dependentes pagam mais, ou o plano vai a falência.

     

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    Da Prefeitura não vira o socorro. É notória a posição do prefeito Marco Alba (PMDB) de que aumentar a contribuição da Prefeitura – que já gasta com o Ipag Previdência (R$ 60 milhões só em 2017) – penalizaria os quase 300 mil habitantes em benefício de 5 mil servidores, já que os recursos teriam que ser tirados de obras e serviços.

    Em resumo, o que está posto é: o plano de saúde é dos servidores e familiares. São eles que terão que salvá-lo.

     

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    O ESTUDO ATUARIAL E O RELATÓRIO

    O Seguinte: disponibiliza na íntegra os documentos, que apresentam gráficos ilustrativos que fazem uma radiografia dos últimos 5 anos do Ipag Saúde, além de um relatório escrito de forma didática que serve tanto para os servidores que participarão da assembleia geral de quarta, como para a população entender o momento delicado pelo qual atravessa o plano de saúde dos servidores, criado em 1996.

    Para ler o Estudo Atuarial clique aqui.

    Para ler o Relatório Atuarial clique aqui.

     

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