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GRAVATAÍ, 21/01/2019

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    o prefeito no tá na mesa

    Prefeito de Gravataí Marco Alba palestrou no Tá na Mesa da Federasul, ao lado do prefeito de Cachoeirinha Miki Breier

    O dia em que Marco Alba contestou Caetano e Roberto Carlos

    por Rafael Martinelli | Publicada em 15/08/2018 às 18h27| Atualizada em 03/09/2018 às 17h27

    Uma das estrelas do tradicional Tá na Mesa promovido há 25 anos pela Federasul, Marco Alba (MDB) fez a propaganda das potencialidades de Gravataí a uma platéia de empresários e políticos, traduzindo sua gestão como uma antítese a canção Dois e Dois, composta em 71 por Caetano Veloso e eternizada por Roberto Carlos:

    – Dois e dois são quatro, não são cinco, como na música do Roberto Carlos. Não adianta falar em estado máximo ou estado mínimo. Precisamos é de menos ideologia e mais aritmética – resumiu o prefeito, que chega ao sexto ano de governo frente à quarta economia gaúcha.

    De seu jeito característico, incisivo e falando sem maquiar adjetivos, Marco explicou como fez reformas que Michel Temer, José Ivo Sartori, Nelson Marchezan e outros governantes não conseguem, ou não conseguiram tirar dos discursos, diminuindo a dívida pública, cortando vantagens do funcionalismo e mexendo na previdência.

    Ao lado no palco, ou logo em frente nas mesas, o movimento era de aprovação em cabeças como da presidente da Federasul Simone Leite, dos prefeitos de Cachoeirinha, Miki Breier (PSB) e Esteio, Leonardo Pascoal (PP), também palestrantes, do presidente da Acigra Régis Marques, do presidente do CIC Cleber Soares, do presidente da ATM e diretor da Vicasa Alexandre Biazus, do diretor da Sogil Fabiano Rocha Izabel e de Sílvia Rachewsky Lemos, que fez a transição de comando do Shopping Gravataí.

    – Algo precisava ser feito. Gravataí estava quebrada. Estabelecemos metas e cumprimos, sem permitir a contaminação pelas pressões eleitorais. O custo político disso foi que perdi uma eleição e ganhei outra, mas não recuamos um milímetro do planejamento. Hoje as contas estão equilibradas e estamos conseguindo fazer investimentos. Não as corporações, mas a sociedade, que é para quem o governo tem que responder, começa colher os frutos – disse, agradecendo o apoio dos vereadores “que tiveram coragem para fazer o que precisava ser feito sem receber aquelas benesses comuns em Brasília”.

    Marco apresentou como atestado de bom gestor o extrato que mostra a redução de 56% para 4% no comprometimento da receita com dívidas “em um orçamento real, não superestimado como é comum nos governos”.

    – De uma dívida consolidada de R$ 460 milhões em 2012, já pagamos R$ 260 milhões – precificou, lembrando ter sido bom pagador mesmo em um cenário de crise nacional que comeu R$ 300 milhões em receita.

    Uma das medidas que citou e faz ‘o dois mais dois ser quatro’ são o cortes que mantém a folha de pagamento do funcionalismo abaixo do limite prudencial de 51,2% previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

    – Se não rompêssemos com o que chamo de paternalismo permissivo em relação aos servidores, a folha estaria R$ 100 milhões acima que os R$ 300 milhões de hoje. Só um exemplo: horas extras que representavam 3% da folha cortamos para 0,5% – comparou, citando ainda o “déficit de R$ 1 bilhão” no Ipag, o instituto de previdência municipal, que levou ao “sacrifício” da prefeitura (da mesma forma que os servidores) contribuir com a alíquota máxima permitida pelo Supremo, de 14%, e, para garantir o pagamento das aposentadorias, o governo ainda arcar com uma alíquota complementar que é de 14% em 2018, será de 18% em 2019 e, se no houve uma reforma da previdência nacional, pode chegar a inviáveis 72% em 2037.

    Depois de ensaiar empréstimos milionários com a Confederação Andina de Fomento (CAF) – R$ 100 milhões – e com o Banrisul – R$ 50 milhões – o prefeito confirmou publicamente pela primeira vez que mudou a estratégia.

    – Vou romper com esse modelo. Não vou sair de um cheque especial e entrar em outro. Vamos seguir pagando o que há de dívidas, mantendo os salários em dia, investindo o que é possível e captaremos financiamentos menores e pontuais. Se quisesse, com a saúde financeira da Gravataí de hoje, poderia financiar meio bilhão – disse, apontando como caminho para o desenvolvimento sustentável a atração de investimentos e o aumento nas receitas próprias.

    – Não aumentei IPTU, mas com a atualização do cadastro imobiliário 7,5 milhões de metros quadrados sobre os quais não eram recolhidos impostos passaram a pagar – exemplificou.

    Nas boas novas e realizações do governo, Marco citou a tríade que mexe com a vida das pessoas: saúde, educação e segurança. Na saúde, comemorou a chegada da ‘grife’ Santa Casa a Gravataí, na qual teve papel decisivo:

    – Aumentamos em R$ 10 milhões os investimentos da prefeitura para equilibrar o contrato e ter um grupo com excelência em gestão administrando o hospital Dom João Becker.

    Na educação, apontou investimento em um projeto pedagógico padrão, uniformes para os alunos, merenda e a colocação de gradis nas escolas, “sem gastar mais que os 25%” e observando como resultado “o crescimento no Ideb”, principal índice medidor da qualidade do ensino.

    Na segurança, além do reforço na guarda municipal, que com 238 agentes tem um contingente maior que o número de brigadianos em Gravataí, o prefeito apresentou a central de videomonitoramento com 318 câmeras.

    – Quis mostrar aqui as dificuldades que enfrentamos, mas provar que dá para fazer. Só que é preciso romper com o modelo populista e fazer gestão no mundo real, com a lógica de que só se faz despesa quando há receita, e quando se faz investimento é com planejamento e não conforme a intuição do político.

    Poderia virar um meme uma das máximas de Marco Alba no Palácio do Comércio, em Porto Alegre, neste meio-dia, tão adequada é ao momento de falência das prefeituras e governos:

    – É um exercício de loucura: com a falência da estrutura pública, chegamos ao ponto em que bom gestor é aquele que corta.

     

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    SÉRIE PREFEITOS | 10 coisas que Marco Alba fez em Gravataí

     

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