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GRAVATAÍ, 20/09/2018

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    eleições 2018

    Material da campanha de 1992

    OPINIÃO | ’Tática Lula’ já aconteceu duas vezes em Gravataí

    por Rafael Martinelli | Publicada em 22/08/2018 às 17h46| Atualizada em 03/09/2018 às 17h30

    Se era fakenews a suposta previsão da vitória de Trump 16 anos antes, em um episódio dos Simpsons, inegável é a semelhança do passado, presente e futuro de Gravataí com as estratégias de ‘Lula e seus postes’ – para usar uma expressão grosseira, mas que hoje está no vocabulário da GloboNews, no tiroteio do Grande Tribunal das Redes Sociais e todo mundo entende.

    Não é a primeira vez – e não sou o único – que alerto para tal tragicomicidade, a cada fato que se insinua como confirmação da tese.

    Lula, Haddad e o PT chegarão às vésperas da eleição de 2018 da mesma forma que Daniel Bordignon e Rita Sanco, dez anos atrás.

    Mas os antipetistas que não se assanhem muito a denunciar o 'absurdo' como uma coisa exclusiva do PT! É que algo parecido aconteceu dezesseis anos antes de Rita ser eleita a prefeita mais votada da história da Gravataí dos dois aniversários, num domingo onde cada um dos 68.553 eleitores só ouviu o barulinho da urna eletrônica após clicar no confirma olhando na tela a foto de Bordignon – impugnado sete dias antes.

    Como um Getúlio da transferência de votos, o falecido Abílio dos Santos (PTB) renunciou à candidatura a prefeito – também por medo de uma cassação do registro – e, além de conhecido por ‘pai dos pobres’, ficou conhecido como pai da eleição de Edir Oliveira (PTB) à prefeitura.

    Nas ruas da Gravataí pré-GM – e pré-internet – o boca-a-boca, o cartaz no muro e o santinho espalhavam “Edir é Abílio, Abílio é Edir”. Tanto funcionou o apelo do popular ex-prefeito que não foi suficiente a criativa contrapropaganda petista de Bordignon e outros barbudos, que inspirados no Baby, da Família Dinossauro, reagiram com um “Não é a mamãe!”, cuja peça ilustra este artigo.

    Edir, notório antipetista eleito com 23.968 votos, pode confirmar (ou corrigir) a narrativa.

    Agora o PT nacional trabalha com a propaganda Lula E Haddad, cujo grafismo da campanha só espera a impugnação do ex-presidente para acrescentar o acento agudo e transformar o slogan numa velha novidade para a gente: Lula É Haddad.

    Observando Gravataí como uma amostra sobre uma placa de petri, a transferência de votos funcionou por duas vezes: com Edir em 1992 e com Rita em 2008. Para perceber um padrão do eleitorado, acrescente-se que Bordignon ganhou a eleição de 2016 com uma candidatura ameaçada de cassação a qualquer momento – da mesma forma como Lula preso é o preferido do eleitorado em todas as pesquisas – e seu ‘poste’, Rosane Bordignon, perdeu por apenas 4 mil votos uma eleição suplementar onde havia outra candidata de oposição, Anabel Lorenzi.

    Se Gravataí fosse o Brasil, Rosane Bordignon estaria no segundo turno. E, difícil alguém negar, pela mais absoluta transferência de votos de um político que, talvez pela incômoda cacofonia, não usou em 2008 o ‘Bordignon E/ou É/Rita’, mas apresenta-se sempre sob o completivo “Com a Força do Povo’, como agora fazem Lula E Haddad E o Povo – já vazou, e todos verão na campanha dos petistas.

    Voltando aos dias de hoje, a última pesquisa Datafolha indica que Haddad deve estar no segundo turno. Quem assim interpreta os números não é este minúsculo articulista da aldeia dos anjos, mas dois famosos jornalistas (pelo brilhantismo, não pelos cliques e curtidas), que passaram pelas principais redações do país e tem uma coisa em incomum: Ricardo Kotscho foi secretário de imprensa de Lula, Reinaldo Azevedo foi o criador do termo “petralha”.

    Algumas análises:

    : Lula chegou a 39% das intenções de voto, o maior índice já alcançado por um candidato no primeiro turno, o que representa 57 milhões de eleitores.

    Deste total, 6 em cada 10 eleitores de Lula declararam que votarão “com certeza” no candidato por ele indicado.

    Assim Haddad passaria ao segundo turno com 24% dos votos, cinco pontos acima de Jair Bolsanaro, que tem 19% na pesquisa com Lula.

    Detalhe: como o nome de Haddad ainda não foi oficializado no lugar de Lula, 48% dos eleitores do PT não o conhecem e 26% só “ouviram falar” dele.

    No nordeste e entre as famílias de baixa renda, os grandes redutos do PT, 60% dos eleitores ainda não sabem quem será o candidato petista.

    – Tudo caminha no melhor dos mundos para o petismo até aqui – resume o ‘Tio Rei’, autor de No País dos Petralhas I e II.

    Se esses números se confirmarem, após o início da campanha de propaganda eleitoral no rádio e na TV, a partir do próximo dia 31, a outra vaga no segundo turno ficará entre Bolsonaro, Marina, Ciro e Alckmin.

    E, por falar em propaganda de rádio e TV, aí pode estar o próximo dos, como dizia Millôr, “grandes lances dos piores momentos” de uma eleição conturbada como nunca antes na história desse país. O que – incrível! – será também uma velha novidade para os aldeanos: Lula, hoje, estaria na telinha, ao menos em vídeos que gravou no dia em que se entregou à prisão, pedindo voto para Haddad. Alguém contestará? Em Gravataí, o uso da imagem de Bordignon foi proibido pela justiça local nos dez dias que antecederam a eleição de 2017, em decisão cujos pilares foram derrubados em 2018, por 7 a 0, em julgamento onde o Tribunal Regional Eleitoral negou ampliar a inelegibilidade do ex-prefeito até 2022.

    Ao fim, o meme continua lacrador: causa em Gravataí, causa no Brasil!

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