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GRAVATAÍ, 23/10/2018

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    justiça

    Daniel Bordignon recebeu Jairo Jorge neste domingo, para campanha em Gravataí

    EXCLUSIVO | Bordignon ainda tenta concorrer a prefeito em 2020

    por Rafael Martinelli | Publicada em 03/09/2018 às 14h49| Atualizada em 17/09/2018 às 16h07

    Na mesma sexta-feira em que o tribunal superior eleitoral cassava a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da república, Daniel Bordignon amargava mais uma derrota no tribunal de justiça gaúcho. O ex-prefeito de Gravataí, que já ‘pediu música no Fantástico’ com impugnações em 2008, 2012 e 2016 viu cair uma ação rescisória para anular a suspensão de seus direitos políticos. Sem poder votar ou ser votado até 29 de setembro de 2020, Bordignon não pode concorrer à prefeitura em 2020. Mas ele insiste. É estudado por sua defesa um novo recurso, ou ao superior tribunal de justiça, ou diretamente ao supremo tribunal federal.

    – Não tinha expectativas com a rescisória aqui. A mesma câmara que julgou não voltaria atrás. A esperança é nos recursos a Brasília. Perder no Rio Grande do Sul era apenas uma fase no processo. Agora podemos ir até o STF – disse, em entrevista exclusiva ao Seguinte:, logo após o julgamento.

    Traduzindo do juridiquês, a argumentação de Bordignon é que na condenação pela admissão considerada irregular de mais de mil contratações emergenciais em seus governos entre 1997 e 2004 haviam leis autorizativas aprovadas pelos vereadores, e nas sentenças foi reconhecido que não houve dano ou erário ou enriquecimento ilícito. Diferente de Lula, condenado em segunda instância – e preso – por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Bordignon teve uma condenação cível, não criminal. A impugnação de 2016, por exemplo, não foi por enquadramento na lei da ficha limpa, como agora acontece com o ex-presidente, mas pela suspensão por cinco anos de seus direitos políticos, como consequência da pena fixada no processo transitado em julgado no STJ, relativo às contratações emergenciais.

     

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    A esperança do ex-prefeito está em uma absolvição anterior, em 2008, na liberação para concorrer em 2014, que interpreta como uma provável absolvição caso tivesse recorrido ao TSE em 2012 e em casos análogos já julgados pelo STF. Ele alega que em 2008 renunciou à candidatura e depois foi absolvido pelo TCU pela suposta irregularidade no uso de R$ 6 mil em um convênio da saúde. Em 2012, concorreu sub judice, não teve os votos contabilizados, mas perdeu a eleição no voto, para Marco Alba (PMDB). Se tivesse ganho, Bordignon acredita que teria assumido e cumprido o mandato.

    – Tanto que em 2014 pude concorrer normalmente. Há decisão no processo, do ministro Gilmar Mendes, onde aponta que não houve dolo. Quer dizer que eu não poderia ter sido enquadrado na lei da ficha limpa em 2012, porque esse é um dos requisitos – argumenta, citando como sustentação da atual ação rescisória parecer da sub-procuradoria geral da república, que no entendimento de sua defesa, indicam que, como havia leis autorizativas não declaradas inconstitucionais, não poderiam ter sido usadas para condená-lo.

    – Há ainda o entendimento de que a decisão criminal, que me absolve de qualquer dano ao erário, é maior que a decisão cível. Tenho esperança de reverter ou reduzir a pena, o que me permitiria concorrer em 2020. Mas não gostaria de entrar no mérito dessas questões neste momento. Estou respondendo porque estás me perguntando. Não quero criar expectativas em ninguém e nem fazer críticas ao judiciário, mesmo que a última decisão contra mim cubra-se de exotismo, por ter sido estranhamente revertida em 7h. Mas é óbvio que espero uma solução antes de 2020.

    – Certo é que não enfrentarei mais eleições nas mesmas circunstâncias – antecipa-se à pergunta, sobre a possibilidade de concorrer sub judice em 2020, já que teria cumprido sua pena dois meses após o prazo de registro das candidaturas (momento em que ainda estaria impugnado, caso não haja alterações no calendário eleitoral).

     

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    O hoje ‘Grande Eleitor’, que apostou na candidatura da esposa Rosane à prefeitura na eleição suplementar de 2017 e, com 44.195 votos, por apenas 4.014 não repetiu a fama ganha com as eleições de Sérgio Stasinski, em 2004, e Rita Sanco, em 2008, também falou de política. E comentou a notícia do dia: a reportagem do Seguinte: revelando que uma das candidaturas apoiadas pelo ex-vereador e candidato a prefeito em 2016 Levi Melo (PRB) é Beth Colombo, a ‘número 1’ de Jairo Jorge, candidato a governador pelo seu PDT.

    – Diretamente, eu e Levi não conversamos sobre isso – responde à pergunta sobre uma possível aproximação entre os dois até 2020.

    – Mas há canal aberto para uma conversa que considero promissora. Levi, como outros do PRB, apóiam a Beth, que foi vice-prefeita e candidata à sucessão do Jairo em Canoas. A eleição de 2018 influi muito em 2020. Mas como a pergunta é sobre Gravataí, respondo diretamente: o Levi é uma pessoa decente. Podemos estar juntos, por que não? – diz, lembrando inclusive que Levi é seu gastro e a única crítica que ouviu do médico na campanha de 2016 foi sobre ter apenas um carro de patrimônio declarado à justiça eleitoral.

    – Me acusou de ser pobre. Tomei como elogio – sorri o hoje professor de ensino médio do Carlos Bina, às vésperas da aposentadoria.

    Bordignon acredita na formação de um bloco de oposição, onde, no momento, inclui vários e afasta um.

    – Além da possibilidade do Levi, quem sabe o Psol, dialogamos com o Paulo Silveira (presidente do PSB). Em 2016 chegamos a propor um pacto de oito anos com a Anabel (Lorenzi, candidata a prefeita em 2016 e 2017). Ela seria minha vice e a apoiaríamos para prefeitura em 2020. Com tudo que aconteceu, com a minha impugnação, ela poderia ter sido eleita, porque como vice seria a candidata natural, não a Rosane – argumenta.

    Bordignon revela acontecimentos de bastidores que poderiam ter dado outro rumo à eleição suplementar de 2017.

    – Eu queria conversar com Anabel, antes de definirmos a candidatura da Rosane. Mas após a anulação da eleição, Anabel decidiu rápido pela candidatura e a aliança com o Levi, que depois não se concretizou. Quem atrapalhou foi nosso presidente da época (Cláudio Ávila), a quem cobrei quando partiu para o ataque contra ela em entrevista para ti mesmo. Tenho muitas afinidades com Anabel, com as posições de centro-esquerda que manifesta. É uma mulher guerreira, que teve coragem de em momentos históricos, se posicionar contra o impechment de Dilma e ter uma posição republicana sobre o que está acontecendo com o Lula. E é eleitora do Ciro! Para quem não lembra, Anabel foi minha assessora direta na prefeitura, um braço direito que fez um admirável trabalho – elogia.

    – Eu inclusive queria conversar com o Levi já naquela eleição.

     

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    Quem saiu da lista de Bordignon é um antigo aliado desde a época de PT: Dimas Costa, que inclusive apoiou Rosane em 2017. O ex-prefeito não cita o nome do vereador, que é candidato a deputado estadual, e nem de Cláudio Ávila, seu vice em 2016 e agora desafeto. Mas cita o PSD, que Dimas preside, “e as companhias com as quais não quero mais estar”, numa referência lógica ao advogado que hoje está próximo do vereador.

    – Hoje não há mais afinidades com o PSD.

     

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    Instigado sobre um possível apoio a Levi prefeito, candidatura que o próprio médico admitiu na entrevista de quinta, Bordignon vai além:

    – É claro que, pelos resultados eleitorais dos últimos 20 anos, se eu puder ser candidato, é provável que uma candidatura se imponha. Mas é coisa para conversar. Quem sabe Levi não pode ser vice? Ou Levi pode ser o candidato a prefeito e Rosane a vice. Ela não concorreu a deputada pela falta de recursos, mas também para preservá-la para 2020, é claro. Eu, sempre que aceitei concorrer, foi porque era o nome mais viável para nosso projeto vencer eleições. Não me importo em usar de minha experiência para ser apenas um conselheiro se criamos um bloco com condições de devolver a prefeitura ao povo. Quando fui prefeito o orçamento era de R$ 36 milhões, hoje é de R$ 800 milhões. O que seríamos sem a GM? Um favelão? Acho que dá para fazer mais. Mas ainda é cedo. Estamos em outra eleição – conjectura.

     

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    A declaração final de Bordignon não precisa nem ser auscultada por estetoscópios políticos, para mostrar que o ex-prefeito gosta da idéia de uma aproximação com o médico:

    – Acredito que vamos para o segundo turno e o PRB estará conosco. Se o Jairo Jorge vencer a eleição, apoio nome de Levi para compor o governo. Seria um grande nome para secretário da saúde.

    Como política não tem bula, e ideologias parecem cada vez mais contraindicadas para quem busca o poder, o meme mais adequado para o momento, e que poderia ser compartilhado pelos que duvidam, é a citação apócrifa, erroneamente creditada a Nietzsche e/ou a Dostoiévski:

    Deus morreu, tudo é permitido.

     

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