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GRAVATAÍ, 16/06/2019

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    entrevista

    Vilmar de Matos, da Vip Veículos, com a família vestida de Bolsonaro

    “Ajudar Bolsonaro é um chamado de Deus”, diz líder de atos em Gravataí

    por Rafael Martinelli | Publicada em 22/09/2018 às 13h31| Atualizada em 01/10/2018 às 11h34

    Às possíveis interpretações de que a manchete revelaria um ‘Cabo Daciolo de Gravataí’, subindo o Morro Itacolomi para pregar em uma live de facebook, em torno de uma fogueira e com uma bíblia na mão, o empresário Vilmar de Matos antecipa-se:

    – Não sou crente. Mas acho que cada ser tem sua missão no universo: o Bolsonaro, lá na grandeza de Brasília, e cada um de nós, pequeninos, aqui em Gravataí e em tantos outros lugares. Só assim vamos mudar o Brasil. Encaro essa eleição como uma batalha espiritual, entre o bem e o mal – explica o dono da VIP Veículos, localizada na parada 70 da av. Dorival de Oliveira, que experimenta fama ascendente no meio social e político da aldeia ao promover o ato que levou mais de uma centena de pessoas ao Parcão da 79 no domingo passado (assista a um vídeo clicando aqui) e organizar para o sábado da semana que vem, dia 29, uma carreata em apoio a Jair Bolsonaro presidente (o evento você acessa clicando aqui).

    Com 27 anos no ramo da venda de carros, o ex-aluno do Santa Rita e office boy da Digicon que depois comprou a empresa onde começou a fazer negócios botando um carrinho usado na avenida, casado com a Claudia e pai da Luizi, 20, da Valentina, 7 e da Martina, 5, defende Bolsonaro com empolgação, concorde-se ou não, argumentos e – acredite – misturando certa amabilidade à crueza das respostas.

    Não é fakenews: o filho de mãe empregada doméstica, de pai servente de pedreiro que, como conta, enfrentava problemas com o álcool, e criado por um padrasto a quem agradece os cuidados com a família, durante a entrevista usou o substantivo “amor” mais de ‘17 vezes’, para ficar na referência do número do polêmico capitão reformado do exército, “mito” para tantos, “bunda suja” para outros, como descreveu o ministro do regime militar Jarbas Passarinho, em vocabulário da caserna.

    Siga a entrevista com o empresário que – isso não é nada incomum – já votou em Lula.

    – Mas o que falas lembra o slogan do Lula na primeira eleição, em 2002, ‘a esperança vai vencer o medo?’ – foi, ao final da entrevista de duas horas na noite desta sexta, a provocação feita pelo Seguinte:, parte da ‘mídia’ que, pequena, média ou grande, foi um dos alvos preferenciais de toda argumentação de Vilmar.

    – Sim. Aceito a provocação. A esperança vai vencer o medo. Quem tem medo de errar nunca acerta. Votei no Lula e não acho que errei. Quem errou foi ele, ao roubar – resume o gravataiense de 45 anos, dono de uma verve envolvente (como não seria diferente para um bom vendedor de automóveis) e que não fugiu de nenhuma pergunta. Ao contrário: desafiou o jornalista.

    – Pode me perguntar tudo. E se tiver dúvida em algo polêmico, pergunta de novo.

    Às perguntas, então, ao empresário que, da anti-política, pode estar nascendo para a política.

     

    Seguinte: – Não tens mandato, não és filiado a nenhum partido, mas organizaste um ato no Parcão e agora preparas uma carreata que, pelo envolvimento nas redes sociais, já é um sucesso.

    Vilmar – Me deixa lembrar como tudo começou. Quem me conhece das redes sociais sabe o quanto sou crítico à corrupção, como me manifestei pelo Fora Dilma!. Meus amigos alertavam que, me expondo tanto, poderia prejudicar os negócios. Meio receoso, falei com minha família, com meus funcionários, e todos apoiaram. Hoje minha empresa é quase como um comitê do Bolsonaro em Gravataí! Sou um cidadão que quer fazer algo para mudar as coisas. Comecei com umas simples camisetas. Vi que era mais barato em grande quantidade e falei com alguns amigos. Tiramos mil e resolvi vender ao preço de custo, para não dar e reproduzir a velha política. A primeira tiragem já esgotou e encomendamos mais. Percebo que todos se sentem patrocinadores da campanha. Acredito que o universo conspira. Entendo que minha missão não é apenas ser um vendedor de carros. Saí da pobreza extrema e hoje moro na Paragem Verdes Campos. Me considero bem sucedido. Vejo como uma missão de Deus, um chamado, dividir isso com o próximo. Mas falo com toda humildade. Não sou um escolhido, todos tem sua missão dada por Deus. Cada um é importante. Me arrepio até de falar, porque estamos com a verdade, usando o espaço que a internet nos deu para driblar a manipulação da mídia, da Rede Globo, que eu achava que era guardiã da verdade, mas percebi que é comprada pelo esquerdismo e pelo interesse dos poderosos. Assim, no boca-a-boca e pelas redes sociais, organizamos um ato que foi um sucesso e agora vamos fazer a maior carreata da história de Gravataí.

     

    Seguinte: – Já que falaste na Globo, vamos a ‘perguntas de Jornal Nacional’,  para que o leitor entenda o Vilmar e, quem sabe, o pensamento de tantos bolsonaristas?

    Vilmar – É tudo que eu quero. Só me preocupa ser mal interpretado.

     

    Seguinte: – Se creditam a Bolsonaro declarações homofóbicas como preferir a morte de um filho a saber que ele é gay, ou de que um pai não é capaz de amar um filho homossexual, ou de que ‘um coro’ mudaria o comportamento quando o filho começa a ‘ficar meio gayzinho’, ou então que um vizinho gay desvaloriza um imóvel. Como aceitar isso em 2018?

    Vilmar – Muitas vezes ele nem disse essas coisas! Quando disse, é preciso interpretá-lo como um ser humano revoltado mais com o entrevistador do que com esses temas de comportamento. As perguntas da grande mídia, da Globo, e que eu sei que você vai reproduzir todas, são sempre tendenciosas, direcionadas a difamá-lo. As respostas dele são indignadas, uma reação ao sistema, não são contra etnias ou sexualidade. O Bolsonaro é um cara do bem! Admiro a coragem dele em reagir à ditadura do politicamente correto. Olhando mais de perto, será que alguém sobrevive a ela?

     

    Seguinte: – Além das manifestações sobre as questões de gênero, quando Bolsonaro chama uma mulher de vagabunda; quando acha normal homens ganharem salários maiores; quando mede negros em arroubas; quando entende que índios “deveriam ir comer um capim ali fora para manter as origens”, julgando-os piores que os ‘civilizados’; quando liga a desestruturação familiar ao fato das mães trabalharem fora, o que também fez o candidato a vice, General Mourão, ao identificar berços do crime em famílias sem pais ou avôs, isso não é homofobia, machismo, misoginia, etnocentria, racismo e, no embrulho do pacote, fascismo? 

    Vilmar – Essa guerra foi a mídia, toda esquerdista, que criou. É a tática da esquerda: dividir para conquistar. Separam um país entre homens e mulheres, brancos e negros, heteros e homossexuais. É stalinismo puro! Não vou citar nomes de partidos e políticos, que não mudam muito no Brasil ou em Gravataí, mas não sou um antipetista fanático que inclui apenas o PT e Lula nessa turma: bote na lista também os partidos que se dizem de centro, mas defendem todas as pautas da esquerda mundial. Representam realmente uma ideia, como disse o Lula. Isso é verdade. Uma ideia que a gente aprendeu a conhecer quando a internet nos permitiu ver para além das mentiras da Rede Globo.

     

    Seguinte: – No ‘caso Maria do Rosário’, quando Bolsonaro diz que uma mulher não merece ser estuprada por supostamente ser feia, deixa subentendido que uma mulher bonita poderia ser estuprada. Não é um absurdo, um crime, como a justiça inclusive já condenou?

    Vilmar – A mídia edita, corta, dissimula e o Bolsonaro vira sempre o vilão! Graças a Deus, em mais um dos episódios onde vejo o universo conspirar, uma cidadã gravou com o celular essa discussão. O Bolsonaro estava dando uma entrevista e a Maria do Rosário veio para cima dele, intimidando, chamando de estuprador. Ele mesmo já explicou que não pensa assim. Foi o calor do momento.

     

    Seguinte: – É chocante para muita gente ver Bolsonaro relativizando a ditadura chilena de Pinochet e seus três mil mortos ou tratando como herói o coronel Brilhante Ustra, um torturador covarde e criminoso da ditadura, responsável por abusos cometidos contra mulheres, homens e adolescentes, como comprovam documentos e livros. Ele já pregou o fuzilamento de FHC e o fechamento do Congresso. Não parece mais um psicopata do que um democrata?

    Vilmar – Acho que quando os militares passaram o poder aos civis não quiseram se meter mais, deixaram fluir o negócio, achavam que a democracia se consolidaria. Mas o silêncio deles e dos partidos que envergonhadamente se apresentavam como direita, permitiram que a esquerda construísse um pensamento hegemônico no país. O próprio Bolsonaro admite que excessos e equívocos de militares durante a revolução. Mas a esquerda também cometeu seus crimes. Não fosse a ação do exército os terroristas de esquerda teriam dado um golpe comunista no Brasil. Não conheço em detalhes a história de Ustra, mas também não confio em livros mal escritos ou versões a partir de livros mal lidos. Quero ordem e progresso, como está lá na nossa bandeira. Quero democracia, mas não essa democracia onde famílias choram em cima de um caixão. O que o Bolsonaro diz é certo: para viver a democracia é preciso estar vivo. Eu quero estar vivo! E para isso, quero o bandido preso ou morto. E quero o direito do cidadão, devidamente treinado e autorizado, a usar armas. Mas, naquela época, infelizmente foi necessário os militares agir.

     

    Seguinte: – E agora, precisam agir?

    Vilmar – Ainda acredito na democracia quando vejo a coragem de um político como Bolsonaro, que enfrenta todos esses corruptos, e de um juiz como Sérgio Moro, que conseguiu fazer essa limpa mesmo com um Supremo podre como esse que temos. E graças a Deus o cara aquele lá criou a internet para nos livrar da mídia manipuladora!

     

    Seguinte: – Como um empresário aceita que Bolsonaro, um candidato à presidência da república, diga que não entende de economia e que vai se socorrer do economista Paulo Guedes – que não será um eleito pelo voto popular – como seu ‘Posto Ipiranga’?

    Vilmar – É sempre a mesma história de procurar defeitos... Minha filha tinha 7 anos quando disse a ela: “se um dia xingarem o pai, não acha que a pessoa está errada e o pai certo, só porque é teu pai”. Ninguém é super-homem. O Bolsonaro não é super-homem. Tem defeitos. Mas tem grandeza de buscar ajuda. Ou para dar essa entrevista para ti eu teria que ser formado em jornalismo? Se eu ficar doente, para procurar um médico preciso ser formado em medicina? Paulo Guedes era a menina dos olhos de muitos candidatos, um cara admirado pelo mercado que, quando disse ‘sim’ para Bolsonaro, em vez de aplaudir a mídia já começou a perguntar: “Qual é o plano B se vocês brigarem?”.

     

    Seguinte: – A expectativa dos eleitores de Bolsonaro de que ele seja um salvador da pátria não pode rapidamente se transformar em decepção, já que nosso sistema político é um ‘presidencialismo de coalizão’, onde não se faz nada no grito, sem a aprovação do Congresso?

    Vilmar – Somos um país jovem, que vive uma democracia jovem. Você quer que eu deixe de acreditar? Repito: não vejo Bolsonaro como um super-homem. Mas sinto a energia que ele tem, a vontade de fazer diferente. E acho que a gente, cada um de nós, faz parte dessa mudança.

     

    Seguinte: – Você está com discurso de político. Pensas ser candidato? Não estarias usando a anti-política para ascender na própria política, da mesma forma que Bolsonaro encarna o anti-político mesmo estando na vida pública há três décadas e tendo feito da política uma espécie de negócio em família?

    Vilmar – Hoje é regra ser político e bandido, mas há exceções. Pensei muito sobre essa suposta incoerência que falas. Mas cheguei à conclusão de que, na situação que enfrentamos no país, quem se omite é tão bandido quanto os bandidos. Eu tenho poder de discernimento, Deus me deu a possibilidade de liderar e eu sou um meritocrata nato. Então acho que quem faz, merece; quem não faz, não merece. Estava abastecendo o carro para outro andar! Bolsonaro vai precisar de apoio para governar, então se os Vilmares do Brasil inteiro não tomarem a frente, não teremos a mudança que queremos. Imagino o Brasil como um corpo humano. O Bolsonaro está lá na cabeça e a gente aqui no dedão do pé. Precisamos nos encontrar, de cima para baixo, de baixo para cima, para fazer acontecer. Se eu merecer assumir o PSL, que assim seja. Muito me orgulhou a Carmen Flores, candidata do Bolsonaro ao senado, e com quem nunca falei, agora há pouco ter me mandado um whatsapp com um vídeo convidando a todos para nossa carreata em Gravataí (você assiste clicando aqui).

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