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GRAVATAÍ, 17/11/2018

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    eleições 2018

    OPINIÃO | Em Gravataí, todos arriscam perder, menos um

    por Rafael Martinelli | Publicada em 19/10/2018 às 16h23| Atualizada em 29/10/2018 às 12h22

    DAS URNAS #6 | Uns se mexem, outros ficam parados. Uns aparecem, outros torcem para não ser vistos. Siga uma análise dos movimentos dos políticos da aldeia, seus grupos e candidatos à prefeitura em 2020, no segundo turno da eleição estadual e nacional

     

    Difícil observar ganhos certos para os políticos de Gravataí com as decisões pessoais, de partidos ou candidatos no segundo turno da eleição estadual e nacional. Apostas, talvez. O único ganhador da mega-sena de ontem é Evandro Soares (DEM), que foi suplente ao senado de Carmem Flores, do PSL de Jair Bolsonaro, e é o número 1 de Onyx Lorenzoni, que será o chefe da Casa Civil em um provável governo do ‘mito’. Sem dúvida o vereador será o ‘embaixador de Gravataí’ em Brasília.

    Vamos aos outros, mas em uma análise que tem como horizonte a eleição para a prefeitura em 2020.

     

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    O casal Alba e o risco das perdas sem ganhos

    A diferença que aponta a pesquisa Ibope é de tão difícil reversão para José Ivo Sartori em relação a Eduardo Leite, quanto de Fernando Haddad para Bolsonaro. Está cada vez mais longe a possibilidade da primeira-dama Patrícia Alba, que ficou como segunda suplente à assembléia legislativa, assumir como secretária de estado ou deputada, no caso de ascensão de dois eleitos para o secretariado com a reeleição do governador.

    Resta um “se”: não teria sido prematura a adesão do gringo (que na eleição de 2014 foi hábil em fazer o eleitor comprar a idéia de que seu partido era o Rio Grande) a uma das candidaturas à presidência? Não teria apenas ele a desculpa perfeita para ficar em cima do muro: o seu plano de adesão ao regime fiscal e a necessidade de negociar com o futuro presidente, seja #EleSim, ou #EleNão?. O gaúcho não aceita muro? Os fatos podem atrapalhar argumentos, mas continuam sendo fatos: Sartori cresceu apenas 5% no segundo turno, após o SartoNaro. Leite, bem ao estilo tucano, dizendo um pouco mais “sim” do que “não”, misturado a um tanto de talvez, cresceu 17.

    Não teria a campanha de Sartori agido com pressa demais e com um raciocínio ‘dentro da bolha’ que a cerca nos palácios e nas redes sociais? Afinal, Jairo Jorge (PDT) e Miguel Rossetto (PT), os principais candidatos de centro-esquerda, fizeram 30% dos votos. A adesão a Bolsonaro, além de impossibilitar o voto petista, provocou a neutralidade de pedetistas – apesar de Jairo agora abrir apoio – e constrangeu parte dos aliados de primeira hora do PSB.

    Pragmaticamente, para os adversários, não seria Sartori um voto mais estratégico, já que Leite pode concorrer à reeleição em 2022? Possivelmente sim. Sartori, não SartoNaro. Em São Paulo, Paulo Skaf (MDB) perdeu a vaga no segundo turno para Márcio França (PSB), terceiro colocado nas pesquisas, ao abrir apoio para Bolsonaro na última semana de campanha. Foi esse o motivo? No mínimo, bote essa dúvida na conta do “se”.

    Mas voltemos à Gravataí. A análise ao estilo ‘profeta do acontecido’ era necessária para chegar aos reflexos na aldeia. É que, para o prefeito Marco Alba e seu grupo, talvez reste como consequência da adesão ao bolsonarismo apenas o compromisso com eventuais erros que não serão de sua responsabilidade.

    Não se trata de agourar um provável governo do militar de pijamas. É que o próprio Marco sabe como navega o Titanic, ou já ouviu a narrativa do número 1 de Michel Temer, Eliseu Padilha, ou do afilhado Jones Martins, que por um ano e meio foi deputado federal da tropa anti-impechment do presidente. As altas expectativas criadas no povo, muitos fanáticos por Bolsonaro, podem se transformar rapidamente em grandes frustrações. Qualquer um que entenda um pouco de economia sabe que o Brasil, que ‘crescerá’ pouco mais de 1% este ano, não muda até 2020.

    – É a economia, estúpido! – inscreveu-se na história a célebre frase de James Carville, estrategista de Bill Clinton.

    Ao fim, mesmo que tenha sido um tema menos falado durante a campanha do que o ‘kit gay’, é a economia que mexe com o gás, a gasolina, o aluguel, o supermercado e o emprego das pessoas. Dói no bolso, já era para o bandido de estimação de cada um!

     

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    Jones caiu do muro

    Corajoso como poucos ao defender o governo Temer, Jones Martins colocava-se no ‘centro político’ – nada a ver com ‘Centrão’ – e assim conduzia seus discursos no congresso nacional e aqui na aldeia.

    – Não aos extremos! – mais ou menos como reproduziu a campanha de Henrique Meirelles, o candidato de seu MDB à presidência.

    O ex-deputado federal saiu mais cedo da reunião, mas estava na foto em que o partido em Gravataí abriu apoio a Bolsonaro. Novamente um fato que pode atrapalhar argumentos: ali Jones caiu do muro para a extrema direita. Não há como estar no centro e ser ‘anti’ alguma coisa.

    O coração de Jones pode ser antipetista, mas em Brasília trabalhou nos governos PT-PMDB, o que dava consistência factual a seu (ex)discurso em defesa do ‘caminho do meio’.


    O casal Bordignon: professores de volta aos braços de Sartori e do ‘ex’

    Casal Bordignon comemora o ‘tchau Sartori’, foi a manchete quando o PDT saiu do governo do estado. O professor de salário parcelado e a ex-integrante da alta cúpula do Cpers, que se conheceram num acampamento de greve em frente ao Palácio Piratini, viviam constrangidos pelo partido compor o secretariado – e com Vieira da Cunha à frente da educação! Pois agora o mal-estar volta na fala mansa de Jairo Jorge, que Bordignon carregou pelas ruas e lojas de Gravataí, concordando que o gringo está certo. Sorte para os planos do casal para 2020 que a vitória de Sartori parece distante, ou o PDT voltaria ao governo – coisa que poucos duvidavam, registre-se.

    Já o apoio a Fernando Haddad, natural tanto para Bordignon, quanto para Rosane, se por um lado mantém intactas biografias do casal que canta junto o hino da Internacional Socialista, por outro já sofreu o bombardeio nas redes sociais de uma Gravataí onde de cada 10 eleitores, seis votaram em Bolsonaro.

    Bastou Bordignon postar o avatar com a propaganda de Haddad em seu perfil no facebook, que mesmo o ‘apoio crítico’ dele, de seu PDT e de Ciro Gomes, atraíram os xingamentos: “petralhas”.

     

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    A coragem de Anabel e os sapos que engole

    A análise sobre Anabel é semelhante aos Bordignons, com uma diferença: com uma persona mais construída nas redes sociais, ela vai para o debate sem medo do desgaste, na mesma Gravataí que é 60% ‘mito’.

    Mas vamos começar pela relação de seu partido com Sartori: o PSB foi aliado de Sartori em 2014 e, pela relação com o funcionalismo durante os quatro anos, o governador ganhou da professora não mais do que um constrangido silêncio. Nas duas campanhas à prefeitura, em 2016 e 2017, foi inclusive alvo de críticas por parte de Anabel.

    Nesta campanha, não mudou muito: um vale-Tumelero para quem encontrar elogios dela ao governador. Depois do SartoNaro, então, o avatar do facebook mistura a foto de Anabel – entusiasta do #EleNão – apenas à propaganda de Haddad, no que segue boa parte do PSB em nível nacional.

    A tal coragem de Anabel revela-se nas críticas ao bolsonarismo, em posts diários nas redes sociais. Com educação, testa a paciência possivelmente adquirida como professora para argumentar, mesmo nas respostas a xingamentos, ofensas e fakenews, com internautas – e são muitos! – que criticam sua posição e defendem o B17.

     

    ‘Cara de Levi’

    A ‘eleição que não terminou’ em 2016, quando Levi Melo foi candidato a prefeito, e o aceita-desiste de ser vice de Anabel na eleição suplementar de 2017, favoreceram a criação no meio político da definição ‘Cara de Levi’ para descrever uma expressão de “nem sim, nem não”.

    Pois o médico, hoje no PRB da igreja Universal do Reino de Deus, segue com ‘cara de Levi’ neste segundo turno.

    Amigos próximos dizem que é Bolsonaro, mas não há post de Levi abrindo apoio a algum dos candidatos, talvez para cultivar a remota possibilidade de ser o ‘sapo sem barba’ que Bordignon (o próprio já admitiu a conversa) pode engolir e apoiar a prefeito em 2020 para não permitir a reeleição do grupo de Marco Alba.

     

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    Rita e os eternos 'golpistas'

    Ex-vice-prefeito de Rita Sanco, Cristiano Kingeski colhe assinaturas para um manifesto "pela democracia", alertando para os riscos do bolsonarismo, e em apoio a Haddad. Se Bordignon assinar, não há problema para a ex-prefeita e provável candidata do PT em 2020. Mas se Anabel e Márcio Souza, presidente estadual do PV, assinarem, Rita estará pela primeira vez lado a lado com dois de seus algozes no impeachment de 2011.

    Os próximos dias mostrarão se o #EleNão está acima do que para muitos foi golpeachment.

     

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    Dimas atrás do muro

    Como ainda não falou publicamente sobre a campanha estadual ou presidencial após o primeiro turno, o candidato a deputado mais votado de Gravataí, vereador Dimas Costa (ex-PT e hoje no PSD de José Cairoli, que é vice de Sartori e entusiasta do bolsonarismo), não está em cima, mas atrás do muro.

    Nem os posts de facebook feitos por pessoas próximas permitem saber sua posição. Se a esposa, a conselheira tutelar Anna Beatriz da Silva, curte postagens com críticas ao discurso bolsonarista, o advogado Cláudio Ávila, influente em sua campanha, já abriu voto para o ‘mito’ e recebeu, na casa onde mora, na Paragem Verdes Campos, o deputado federal eleito Nereu Crispim, do PSL de Bolsonaro.

    Se você olha para os avatares e comentários de eleitores de Dimas nas redes sociais, muitos são bolsonaristas. Mas o vereador também ganhou o voto de professores e eleitores mais à esquerda, que estão com Haddad. Ao não se comprometer com ‘um lado ou outro’, Dimas, que já se lançou candidato a prefeitura em 2020, parece apostar na mesma estratégia que o fez campeão local de votos na eleição do ‘contra tudo o que está aí’: ser o indignado da oposição, seja quem for o presidente ou o governador, como é hoje com Marco Alba, Sartori e Michel Temer.

    Se Bordignon, em seu auge, acenava com a mão direita para as altas rodas, mas mantinha onde estava a mão esquerda, Dimas pode perder a condição de herdeiro do ‘Grande Eleitor’ de eleições passadas, e o apoio de uma esquerda órfã, ao ficar com as mãos no bolso.

    Se isso é bom ou ruim, 2020 é logo ali.

     

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