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    eleições 2018

    Comemoração pela vitória de Bolsonaro na avenida Dorival de Oliveira, em Gravataí | Foto ANDREO FISCHER

    OPINIÃO | Vitória incontestável, mas Bolsonaro não é dono do Brasil

    por Rafael Martinelli | Publicada em 28/10/2018 às 21h25| Atualizada em 05/11/2018 às 10h49

    DAS URNAS #11 | Siga uma análise do primeiro pronunciamento de Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil

     

    Jair Bolsonaro (PSL) foi mal em seu primeiro discurso como presidente eleito, pela primeira vez na história do país comunicado em um live e não em uma entrevista coletiva.

    Faltou grandeza na vitória, um aceno mais enfático pela pacificação de um país dividido – e logo mostro os números, na eleição do fakenews aqueles chatos dos fatos que atrapalham argumentos.

    A breve menção ‘pacifista’ veio ao evocar outro militar, Duque de Caxias, um debelador de revoluções, articulador, por exemplo, do acordão que terminou com a revolução farroupilha ao custo do sangue dos lanceiros negros.

    Deus, que, infelizmente para os que acreditam, não pode ser ministro, foi o mais citado no pronunciamento, que por vezes lembrava um culto, com citação da bíblia sagrada e reza.

    Como se ainda estivesse num palanque, o capitão exercitou um pouco mais da pós-verdade que permeou a campanha, interpretando que sua vitória nas urnas significa que o Brasil disse não ao “socialismo”, “comunismo” e “populismo” – os dois primeiros, hoje em dia, tão reais quanto o ‘coelhinho da páscoa’ e o ‘papai noel’; o terceiro, a base de seu próprio discurso.

    De positivo, o homem que homenageou torturador e, para muitos, representa uma ameaça para democracia, confirmou que governará preservando as liberdades e respeitando a constituição. O que não é pouca coisa e até decepciona parte de seu eleitorado.

    Se é verdade esse bilhete, veremos.

    Inegável que, passada uma eleição onde pouco se falou do que interessa – que é o que mexe no bolso das pessoas – Bolsonaro, cuja política econômica ninguém no país sabe qual será, terá que entregar algo do discurso politicamente incorreto que seduziu parte dos brasileiros. Trump tentou o muro, mas foi barrado pelo congresso e o judiciário, seculares instituições norte-americanas que não jogam para a torcida como as brasileiras.

    Como o kit gay nunca chegou à escola do Rincão da Madalena, terá que ser outra coisa.

    A festa era grande, principalmente em Gravataí e Cachoeirinha, ‘capitais’ do bolsonarismo com 7 a cada 10 votos e verde e amarelo trancando as avenidas Flores da Cunha e Dorival de Oliveira. As expectativas com o novo governo também. O Brasil não termina neste domingo. Recomeça. A eleição não é um campeonato de futebol, onde um time sai campeão, recebe a taça, atravessa a faixa no peito, espocam os fogos de artifício e o torcedor comemora até ir bêbado para casa. É preciso governar por quatro anos.

    Como fará Bolsonaro, já anunciando que montará um governo “sem indicações políticas”, torçamos para que dê certo.

    Mas o primeiro militar eleito pelo voto na curta história democrática brasileira precisa descer do palanque. Ele não é mais o ‘mito’, é o presidente eleito do Brasil. Calculando os votos válidos, metade do eleitorado não aderiu ao bolsonarismo. Somando as abstenções, 60%. A vitória foi incontestável, mas Bolsonaro não é dono do Brasil.

     

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