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    Marco Alba e a primeira-dama Patrícia, na entrega da premiação na noite de quinta

    OPINIÃO | Marco Alba, Personalidade Gravataiense do ano

    por Rafael Martinelli | Publicada em 03/12/2018 às 10h40| Atualizada em 20/12/2018 às 13h09

    Esta é sob medida para abrir as metralhas dos teclados no Grande Tribunal das Redes Sociais: eu achei justa a escolha de Marco Alba (MDB) como Personalidade Gravataiense, na pesquisa feita pelo Marcas & Líderes, promoção da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (Acigra).

    – Mas, o quê? Um político? – você pode estar se perguntando, já exercendo a indignação geral da nação com aqueles aos quais, pela própria obra da esmagadora maioria, mas também por uma campanha de destruição da política que conduz o país a um abismo de incertezas, resta hoje a presunção de culpa.

    Em tempos de ‘contra tudo que está aí’, e onde os políticos talvez só não apanhem mais que os jornalistas – os que fazem jornalismo, exclua os caça-cliques – aquilo que pode parecer uma escolha plausível de crítica, a mim não parece.

    Marco, eleito nas urnas e, portanto, a representação democrática dos munícipes, é uma escolha acertada para saudar um bom momento de Gravataí.

    Aos fatos, aqueles chatos que contrariam argumentos pré-concebidos.

    Vou começar pela postura pessoal e política do prefeito, antes de chegar ao mais importante, que é a análise dele como gestor.

    Enquanto tantos mandatários e outsiders da senzala aprenderam com a trinca da casa grande Trump, Steve Bannon e Roger Stone a exercer a infâmia nas redes sociais para caçar cliques usando a indignação e o medo das pessoas, nunca vi Marco tuitando ou postando ataques contra alguém no Facebook, seja à esquerda ou à direita.

    O prefeito sempre demonstrou ter equilíbrio, respeitar minorias e maiorias e entender que, abertas as urnas, quem somou mais confirmas governa para todos, mesmo que ao mexer com as colunas da receita e da despesa contrarie interesses e não agrade a cada pedaço do todo.

    Pode estar fora de moda, mas tolerância e bom trato, o que não significa dizer sim para tudo e a todos, deveria ser uma característica natural de um político. E Marco não faz Gravataí passar vergonha, com posições intolerantes ou extremistas – como vemos todos os dias, de canhotos a destros, de crentes a ateus.

    Muitos que não o conhecem intimamente talvez nem desconfiem do perímetro ideológico do filho teimoso da dona Suely, o que me parece bom para um prefeito, que tem que se preocupar em cuidar da cidade, mais do que discursar em cima de um caixote ou em lives incitar milícias de facebook.

    Na condução política, também não identifiquei Marco transformando a prefeitura em um comitê para a primeira-dama Patrícia Alba, que nem eleita deputada estadual foi. O máximo que fez foi tirar férias e viajar nos finais de semana para fazer campanha no interior, onde ajudou a conseguir mais da metade dos 40 mil votos. A outra metade, feita em Gravataí, foi menor do que a votação de sua base de governo, o que permite a leitura de que cada vereador trabalhou, ou não, o quanto quis pela candidatura do governo.

    Mas vamos ao mais importante.

    Marco tem se mostrado um bom gestor. À base de óbvios sacrifícios – o funcionalismo há quatro anos sem aumento que o diga! – o prefeito operou uma redução monstruosa na dívida de Gravataí e conseguiu a partir deste ano pegar uma boa contramão em relação ao que acontece em outros municípios, estados e no país.

    Há de se comemorar que, enquanto o RS está quebrado, o Brasil terá que cortar até onde não deveria, e prefeitos atrasam salários ou raspam o caixa para pagar os servidores, Marco sempre pagou em dia e conseguiu antecipar o 13º sem precisar submeter o funcionalismo a tomar empréstimo no Banrisul.

    Simbólico foi ter bancado R$ 10 milhões a mais no contrato com o hospital para a grife da Santa Casa assumir a gestão do Dom João Becker. Para quem mede governos por obras, entregou uma UPA e a Centenário, para usar dois exemplos. E já licitou e programa para daqui a um ano a inauguração das novas pontes do Parque dos Anjos, sempre prometidas, nunca nem iniciadas. Isso com recursos próprios, do IPTU, por exemplo, e empréstimos em volumes que o orçamento comporta, o que evitará o constrangimento de deixar ao sucessor os 300 milhões de esqueletos que achou no armário e tanto lamenta.

    Reafirmo que é muito por culpa dos próprios, mas nunca reconhecer o que políticos fazem de bom é um esporte nacional. Bem ilustrado por quadro do histórico Casseta & Planeta, que apresentava situações esdrúxulas, como o marido flagrando a esposa com amante no sofá e cobrando:

    – O governo não vai fazer nada?

    Essa descrença, que nos dias de hoje se transformou em ódio à política, bastante manifesto em um antipetismo que arrastou todos os partidos num abraço de afogado, sempre nos levou a esperar por salvadores da pátria. Que, invariavelmente, tornam-se vilões.

    Não trato do Personalidade Gravataiense neste artigo só para fazer polêmica. É que achei justa a premiação, e aposto que ninguém vai falar disso. Votaria em Marco se tivesse sido ouvido pelos acadêmicos do curso de Administração da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), que fizeram a pesquisa.

    O prefeito não fez tudo e pode fazer muito mais. Mas tem sido um bom gestor e um cara equilibrado, que não se abala com a gritaria e nem usa da infâmia e do poder para inscrever o nome na história como uma fakenews.

    Muitos fizeram, outros farão.

     

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