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    segurança

    Seis reféns morreram em confronto entre policiais e assaltantes no Ceará; no RS, bancário também perdeu a vida

    OPINIÃO | Inocente bom é inocente vivo

    por Rafael Martinelli | Publicada em 07/12/2018 às 23h09| Atualizada em 17/12/2018 às 13h01

    Em três dias, 35 mortos, sete deles reféns, em confrontos entre policiais e assaltantes de banco no Rio Grande do Sul e no Ceará.

    Eu não aplaudo.

    Inocentes perderam a vida.

    E identifico indícios de um perigoso padrão, o do ‘dedinho de arminha’, já que os incidentes e suas repercussões – e elogios – se dão na mesma progressão com que chega o dia da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), notoriamente um cristão adepto ao ‘bandido bom é bandido morto’.

    Não se trata de ideologia, de secar governo. Sou jornalista, não caça-cliques. É minha obrigação alertar para os fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos e bordões de muita gente.

    Assim, me parece óbvio que, se o novo modelo de segurança pública for esse Brasil afora, mesmo que por regulamentos tácitos, distantes da luz solar, incluamo-nos todos na lista dos potenciais inocentes na linha de tiro, porque a bala não escolherá apenas a maioria de sempre, com suas peles escuras e cabelos crespos nas favelas.

     

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    Precisamos de mais sangue? Já temos números de guerra no dia a dia. Conforme o Atlas da Violência 2018, o Brasil tem taxa de homicídio 30 vezes maior do que Europa. Segundo o relatório, mais de meio milhão de pessoas foram assassinadas no país na última década. No Vietnã, foram 3 milhões de mortos.

    Essas sete vidas perdidas não podem ser descartadas apenas como uma fatalidade, um dano colateral corriqueiro do combate ao crime. “Ah, mas os bandidos atiram e a polícia revida!”, você pode dizer. Ok, mas e as duas crianças mortas? Imagine como seus filhos. E o pai morto? Não é o seu, é? E o bancário crivado de balas dentro do porta-malas? Imagine algum familiar seu experimentando tal horror...

    Bandido é bandido, policial é policial, não matador de farda. E aí falo em tese, não especificamente das operações no RS e o Ceará, cuja autoria dos tiros mortais ainda é investigada, apesar da existência dos reféns ser conhecida da polícia antes do tiroteio.

    Mas, seja quem for a apertar o gatilho, as duas operações foram desastrosas. É de manual da academia de polícia, é de protocolo internacional de segurança pública a definição de que uma operação policial, ou do exército, que resulte na morte de reféns, é malsucedida.

    Lamentavelmente, vivemos tempos onde arrisca render medalhas e promoções.

    — Tem de responder da mesma forma, porque é a segurança da população que está em jogo. Eles (criminosos) vão atirar para matar, não para ferir — disse o general Guilherme Teophilo, futuro secretário nacional de segurança pública, elogiando a ação da brigada militar gaúcha, um dia antes da tragédia cearense.

     

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    Rodrigo Mocelin da Silva era o nome do bancário morto em Ibiraiaras. Os reféns mortos em Milagres ainda não tiveram as identificações divulgadas, mas pertenciam a uma mesma família. Caberiam eles naquela frase viral da nova ordem whatsappiana, “direitos humanos para humanos direitos?”.

    Mais bala, menos inteligência, nunca será uma boa senha para as forças policiais. Acredito que não faça bem nem para nossas consciências.

    Inocente bom é inocente vivo.

     

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