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    opinião

    Deputado federal Danrlei bate a foto de Dimas e convidados no aniversário do pré-candidato à Prefeitura

    ’A Fazenda’ ou ’Centrão’, alguém fica de fora na aliança de Dimas

    por Rafael Martinelli | Publicada em 21/08/2019 às 15h51| Atualizada em 30/08/2019 às 18h56

    Alguns eleitores, e principalmente filiados ao PSD de Gravataí ficaram brabos com a citação que fiz no artigo Sobre comemorar morte e decapitação; sogra boa é sogra morta?, relatando que brinco com o presidente da sigla Dimas Costa que, ao observar quem entra e quem arrisca se filiar, o partido pode virar ‘A Fazenda’, quando não uma live de Bolsonaro.

    Explico melhor as afirmativas acima. Com apenas dois exemplos, ‘A Fazenda’: o PSD do ídolo gremista Danrlei de Deus já atraiu outsiders da política como Odair Goulart, dono de grupos de Facebook que somam mais de 300 mil participantes, que era o Olavo de Carvalho do vereador Bombeiro Batista e agora vai concorrer à Câmara, e pode acabar sendo o destino de Fernando Deadpool.

    Em suas fileiras – cuja ideologia parece insípida, inodora e incolor, já que nacionalmente o PSD costuma, nos seus nove anos de existência, apagar a luz de um governo em uma noite e já acender com outro no dia seguinte – o partido tem ‘petralhas, bolsominions e isentões’, para usar expressões da hora.

    Novamente com exemplos: Alex Peixe, vereador do PDT que vai se filiar ao PSD; Carlito Nicolait, ex-vereador pelo PT e PSB, e a esposa de Dimas, a conselheira tutelar mais votada Anna Beatriz, aposto que votaram em Fernando Haddad; já Bombeiro e Odair são bolsonaristas inclusive nas piores coisas. Já o advogado Cláudio Ávila joga o jogo, é caça e caçador, cassa e evita cassação: já esteve com Marco Alba, com Anabel Lorenzi e com Daniel Bordignon. O ex-vereador Juarez Souza é um centrista. E, Deadpool, se chegar, posa de isentão.

    Não será fácil trabalhar com tantos nomes com expectativa de voto. Quem serão os seguradores de bandeira para os porta-estandartes? Na hora de montar a nominata pode ser um entrave a falta de perspectiva de eleição para pré-candidatos menos conhecidos.

    Mas administrar o ‘Centrão’ dentro do PSD talvez seja o menor dos problemas para Dimas, apesar de ser um ‘problema’ bem melhor do que o isolamento. É que, candidato a prefeito, ele terá que mostrar habilidade para construir o ‘Centrão de Gravataí’, que se desenharia à sua volta numa aliança para 2020 com DEM, PTB, PV e PSB.

    E seria um ‘Centrão’ mais próximo às duas pontas, na teoria da ferradura, aquela em que esquerda e direita estão mais próximas entre si do que o centro.

    Escrutino os bastidores.

    O DEM é hoje o partido mais próximo. No aniversário de Dimas, que tratei no Seguinte: no artigo Por que Dimas fará festa em 2020, Evandro Soares já era cumprimentado como potencial vice por convidados da festa. O mesmo já tinha acontecido no aniversário de um dos articuladores da candidatura de Dimas, o advogado Cláudio Ávila, como contei no artigo  Aniversário de Ávila; cinco personagens, uma incerteza.

    Duas fontes garantem que, na semana passada, o vereador já teria comunicado ao prefeito Marco Alba que deixa o governo no fim de 2019. Um movimento desta semana pode evidenciar que Evandro já se mexe para arrumar espaço para os seus fora da Prefeitura. Lucienne Reis, assessora de seu gabinete, está assumindo a direção do Sine. Desbanca Luiz Oliveira, coordenador regional do PSB que era indicação do presidente do partido, o também vereador Paulo Silveira.

    Jô da Farmácia também estuda uma aliança com Dimas. Influente junto ao vereador que é presidente do PTB, seu chefe de gabinete Paulo Cholante já abriu apoio em pelo menos um post nas redes sociais, como revelei no artigo O que diz novo presidente do PTB.

    O apoio do PTB passaria por uma estratégia regional, que envolve o prefeito de Canoas, Luis Carlos Busato, que quer ser candidato a governador em 2022; e três outros prefeitos convidados para entrar no partido: Miki Breier (PSB), em Cachoeirinha; Darci Lima da Rosa, ex-PRB, em Glorinha e André Pacheco, ex-PSDB, em Viamão. Os três governos já têm a participação do PSD de Dimas.

    Noticiei a primeira vez o 'Centrão Metropolitano' em julho, no artigo A jogada regional que mira o Piratini.

    Uma aliança com Dimas também é uma possibilidade para o PSB. Paulo Silveira foi lançado candidato a prefeito, mas o partido perdeu musculatura com a saída de sua estrela, pelo menos nas urnas: Anabel Lorenzi concorrerá a prefeita pelo PDT dos ‘Bordignons’, como tratei em Por que Anabel chorou. Mas, com três vereadores, caso os socialistas desistam da aventura de uma candidatura própria, sacrificando uma provável reeleição de Paulo a vereador, chegariam com força para negociar o vice.

    Por quê com Dimas? Na entrevista Paulo Silveira para prefeito; quem para ele é ’nova’ ou ’velha’ política, Paulo Silveira insunuou ele e o colega de Câmara como representantes da "nova política"; Marco, Bordignon e Anabel, da "velha política".

    Há ainda o PV no negócio. A vitória de Márcio Souza, com a eleição de Nei Rogério para presidência neste sábado, indica caminho aberto para uma aliança com Dimas. Num traumático rompimento de uma amizade de 30 anos, o ex-vereador bateu o ex-prefeito Sérgio Stasinski, que tentava a reeleição com apoio de Airton Leal, vereador do governo. Contei em Stasinski contra Márcio Souza; quem ganhou o PV de Gravataí.

    Fontes verdes contam que o discurso de SS de apresentar candidatura própria esconderia a estratégia de manter o partido junto a Marco e no apoio ao candidato escolhido pelo prefeito à sucessão.

    Ao fim, há uma só vaga para vice e nomes de peso interessados. O que só representará uma articulação tranqüila caso Dimas dispare nas pesquisas – o que é improvável, já que enfrenta dois gênios da política de Gravataí, Marco Alba e Daniel Bordignon, que não estarão nas urnas, mas operando nos bastidores.

    Alguém vai sobrar.

    Ao fim, chama atenção nesse rascunho de ‘Centrão de Gravataí’ uma espécie de culto a personalidade. Ideologia, visões de mundo, afinidades programáticas e o histórico passado e presente de votos dos políticos parece importar menos do que o candidato, Dimas.

    Assim, Jair Bolsonaro foi eleito.

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