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    opinião

    Miki Breier, prefeito de Cachoeirinha

    A esquerda possível de Miki é impossível; canhotos unidos só na cadeia

    por Rafael Martinelli | Publicada em 07/09/2019 às 22h15| Atualizada em 16/09/2019 às 10h52

    Saiu na ZH artigo do prefeito de Cachoeirinha Uma nova esquerda é possível. Pela repercussão estadual, e o título polêmico, reproduzo na íntegra e depois comento.

     

    “(...)

    É fundamental a mudança de cultura. O Estado existe para servir a sociedade, e não para ser servido por ela. As palavras extraídas do ideário de Eduardo Campos nunca foram tão atuais. O ex-governador de Pernambuco foi um dos políticos mais promissores do país. Um homem a frente de seu tempo, de grande capacidade de liderança, coragem e dinamismo. Passados cinco anos de sua morte, é notória a necessidade de sua vertente política – calcada no diálogo, no bom senso e no equilíbrio – perdurar.

    Hoje, vivemos um momento político de extrema polarização. Acabamos por assistir parte da esquerda sucumbir ao patrimonialismo, ao fisiologismo e à corrupção. E, mais, sectarizar o debate político, fragmentar-se e ver sua credibilidade ser, pouco a pouco, corroída. Temos agora a oportunidade única de dar sequência à linha de Campos. Há espaços para o fortalecimento de uma nova, moderna e conectada esquerda – preocupada verdadeiramente com o cidadão.

    É obrigação estarmos sintonizados com os recados que as urnas deram ao país. O principal deles está nas mudanças estruturantes. Posso, particularmente, discordar de vários pontos dos projetos de reformas apresentadas pelo governo. Entretanto, não posso virar as costas para as necessidades apontadas pela maioria da população. As terceirizações e a diminuição da máquina pública, por exemplo, também estão no cerne do debate político.

    O Estado não deve voltar-se para si. Deve, sim, concentrar-se nas pautas essenciais à vida dos brasileiros. É por essa razão que a esquerda deve fazer a autocrítica, olhar para o espelho e vislumbrar um recomeço com maturidade e responsabilidade. Todos precisamos de humildade para reconhecer que o Estado pesado causa letargia e prejudica o cidadão comum, que espera por melhores serviços.

    A esquerda, portanto, deve fazer uma autocrítica, corrigir rumos, reinventar-se e patrocinar uma agenda de compromisso e decência para com o bem-estar social. Esse, aliás, é um desafio para todos. E um dos caminhos de sustentação da nova esquerda está, definitivamente, na linha ponderada e equilibrada de Eduardo Campos. Que sua memória nos inspire.

    (...)”

     

    Analiso.

    Mesmo com palavras sob medida ao gosto de adversários ideológicos, como a tal, e global, “autocrítica”, Miki é corajoso simplesmente por falar com esperança da, e se apresentar como, “esquerda”, já que poderia ir para trás do muro, afinal que governa uma cidade onde sete a cada dez votos foram para Jair Bolsonaro.

    Miki também se mostra um otimista ao confiar na tríade “diálogo, bom senso e equilíbrio”, como herança de Eduardo Campos, quando, hoje em dia, para tantos, “diálogo, bom senso e equilíbrio” não passam de ‘coisa de comunista’.

    Porém, comentarei o artigo de Miki no contexto de Cachoeirinha. Colocando as palavras numa placa de petri para fazer da política local um laboratório, é possível observar que os conceitos cabem para ele mesmo, para colegas de PSB que estão no governo há quase 20 anos e, também, para outras forças da ‘esquerda’ local.

    Explico.

    Para ele porque, como prefeito, sente como opera o ‘modo Eduardo Cunha’ quando, nada coincidentemente, o fisiologismo não funciona mais.

    Aos desavisados: Miki ganhou a eleição em 2016 e assumiu em 2017 com 16 dos 17 vereadores na base de governo (exceção, na realidade que supera a ficção no Netflix da política, a uma vereadora de seu próprio PSB, Jack Ritter) e CCs de siglas dos dois lados da ferradura, mas, em 2019, já experimentou um golpeachment frustrado e é alvo de duas amalucadas CPIs em curso.

    Nacionalmente a frase “a forma como se ganha determina a forma como se governa” ficou imortalizada em 2014 com Marina Silva, candidata a vice de Eduardo Campos, mas é aplicável a prefeituras, tanto que anos antes ouvi de Daniel Bordignon, prefeito quando Miki foi vice, em Gravataí, a sentença “a gente governa como ganha a eleição”.

    Aconteceu que aquilo que era uma aparente força do governo Miki se tornou uma fraqueza quando o prefeito não aceitou ser refém de políticos, da sede por cargos e do desejo de participar do gerenciamento de grandes contratos.

    O artigo também cabe a Miki e aos ex-prefeitos do PSB no trecho das “reformas estruturantes”. Ele mexeu com o que muitos se dividem ao chamar ‘conquistas’, ‘vantagens’ ou ‘privilégios’ do funcionalismo. Mas, vamos combinar, não porque quis, e sim porque precisou, já que 8 em cada 10 reais da receita eram consumidos pela folha de pagamento.

    Se Miki queria essa “reforma”, era um tabu tratado apenas dentro do partido nos governos José Stédile e Vicente Pires, já que não lembro manifestações públicas nesse sentido quando o funcionalismo ajudava os socialistas a vencer eleição após eleição, para Câmara de Vereadores, Prefeitura, Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

    E cabe o artigo de Miki também para outros canhotos, de dentro e fora do governo, que empurram o prefeito para outro quadrado e pouco reconhecem da gestão do prefeito. O que Miki – que é de centro-esquerda, e tem como parceiras ideológicas a companheira, a ex-esposa, os filhos... – chama de “fragmentação” pode significar a derrota desse campo ideológico em 2020 em Cachoeirinha, como aconteceu em Gravataí em 2012 e 2017.

    Ao fim, combinemos: exótico seria a esquerda estar unida! Ainda em fevereiro, sob um fato, aquele chato que atrapalha argumento, que foi a surra eleitoral que canhotos levaram em 2018, conclui assim o artigo A esquerda que ’só se une na cadeia’ e a laranja do Bolsonaro:

     

    “(...)

    Se o bolsonarismo não descollorir, a impossibilidade de uma aproximação entre Miki, Almansa, Ruas e, forçando a mão, Ana Fogaça, pode ser o início do fim da ideologia mais à esquerda governando Cachoeirinha. Arrisca simpatizantes do ‘mito’ colocarem uma laranja para concorrer e a fruta ganhar a Prefeitura em 2020.

    (...)”

     

    Para encerrar, Miki é responsável por aquilo que escreve e não pelo que eu ou outros entendam. Mas considero que em seu artigo na ZH o prefeito socialista subsidia minha tese: a esquerda só se une na cadeia.

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