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GRAVATAÍ, 13/11/2019

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    Secretário da Saúde Jean Torman e prefeito Marco Alba no Codes, no auditório da Dana

    O que faz a saúde ’matar gente’ em Gravataí; o nome das coisas

    por Rafael Martinelli | Publicada em 18/09/2019 às 16h05| Atualizada em 30/09/2019 às 18h41

    A opção pela chamada gestão plena da saúde "já matou muita gente", lamentou Marco Alba, em um amargo diagnóstico na manhã desta terça, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codes).

    Siga outras falas do prefeito e, ao fim, analiso.

    “Temos 700 leitos hospitalares? Não, não temos hospital com mais de 110 leitos. E habilitação em cardiologia, oncologia, neurologia? Também não. A opção pela gestão plena já matou muita gente. Foi incompetência do gestor que colocou Gravataí na condição de Porto Alegre, que tem mais de 40 hospitais. Hoje a Capital cuida dos seus e manda os nossos para morrer aqui. É criminoso o que foi feito, causa danos irreparáveis”

    “Pacientes fazem um vai e vem entre Gravataí e Porto Alegre, que se nega a atender porque aqui tem gestão plena. Dizem: volta, a Prefeitura tem gestão plena. Somos tratados como quem tem tudo, quando estamos correndo atrás para cumprir o básico. Trata-se de vida das pessoas. E só nos resta assistir passivamente decidirem quem vive e quem morre na regulação de leitos”.

    “Quanto tempo vai levar para termos um hospital com 700 leitos? 50 anos? Irresponsavelmente o gestor preencheu um campo no sistema e aceitou a gestão plena, talvez pensando que dos milhões que viriam sobraria um pouquinho para botar em outro lugar. Só que agora falta para todo mundo”.

     

    Analiso.

    É a manifestação mais forte que ouvi do prefeito até hoje. Não se trata de pessimismo ou otimismo, mas chamar as coisas pelo nome. Marco Alba identifica como desastre o que no passado foi vendido como solução.

    Em 8 de fevereiro de 2006, ao assinar o documento de municipalização, o prefeito da época, Sérgio Stasinski, disse estar assumindo “a responsabilidade de resolver os problemas de saúde de Gravataí”:

    – É um passo ousado e importante, para o qual estamos habilitados por dispormos de uma estrutura montada e pela qualificação do quadro técnico. Através da gestão plena, teremos maior capacidade de atender às demandas da saúde – disse, ao lado do então secretário municipal da Saúde Carlito Nicolait, conforme a reportagem Gravataí assume gestão plena da Saúde, que está até hoje no site da Secretaria Estadual da Saúde.

    Osmar Terra, que era o secretário estadual da Saúde, cumprimentou Gravataí pela “decisão corajosa”.

    – Apenas 15 municípios assumiram a gestão plena da saúde, quando nossa vontade é que hoje já tivéssemos um terço dos 496 municípios gaúchos habilitados, o que ainda não foi possível – disse, destacando que quando foi prefeito de Santa Rosa tomou a mesma atitude do prefeito de Gravataí.

    – Se os recursos forem bem geridos, sobra dinheiro em caixa, pela diminuição da internação hospitalar – concluiu, conforme o site oficial da SES.

    Sem torcida ou secação, hoje o diagnóstico é ruim: a gestão plena não tem como ser revertida sem a concordância dos governos estadual e federal, que restam ‘desobrigados’ com Gravataí.

    Convenhamos: a anuência de Estado e União é uma impossibilidade em tempos de crise e ajuste fiscal, em que o primeiro está quebrado, não paga salários em dia e deve R$ 24 milhões só para a saúde de Gravataí; e o segundo, devido ao teto de gastos, tem projeções de não ter orçamento suficiente para sustentar a máquina pública em 2020.

    Sobre investimentos projetados pela Santa Casa de Misericórdia para o Hospital Dom João Becker, o secretário da Saúde Jean Torman confirmou o que apresentei no Seguinte: em 30 de agosto e você lê no artigo Nos números, Santa Casa melhorou hospital de Gravataí; estatísticas e o que vem por aí.

    Ao fim, infelizmente, com a falta de 'oxigênio' na gestão plena, a perspectiva de curto prazo não é nada boa para a saúde de Gravataí sair dos aparelhos.

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