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    entrevista

    Antônio Teixeira com o abacaxi que foi levar à amiga dona Geni, mãe do popular Xiruzinho

    Será que Antônio Teixeira ainda é BOM?; 2020 já se inscreve em 2019

    por Rafael Martinelli | Publicada em 11/10/2019 às 12h45| Atualizada em 17/10/2019 às 14h25

    A conversa com Antônio Teixeira é sempre agradável. Velho amigo, o conheço desde os anos 90, quando representava o ‘Homem CPI’, ao lado da ‘Mulher CPI’, Ana Fogaça, ambos artífices da derrocada do governo de Valdecir Mucillo que abriu caminho para a primeira eleição de José Stédile em Cachoeirinha.

    O bancário aposentado e empresário do ramo de sítios de lazer, tem histórias sensacionais, guardadas nos bastidores, que mostra seu caráter e humanidade.

    Políticos e jornalistas que conheço foram ajudados pela personagem bonachona, cultivadoras de belos ipês, nos momentos mais difíceis da vida.

    Enfim, Teixeira é um cara do bem. Mas, inegavelmente, está fora do BOM. Ao se filiar ao PTB, o ex-vereador por quatro mandatos e ex-secretário municipal por seis anos deixou o Bloco de Oposição Municipal com uma interjeição:

    – Bah! – foi o que mais ouvi de seus simpatizantes no PT, PCdoB, PSol e Rede, após a assinatura da ficha ao lado de raposas da política de Cachoeirinha como Reni Tolentino e Nelson Martini.

    – Não é possível estarmos juntos com partidos que até ontem chamávamos de ‘situação B’ – resume um entusiasta do BOM.

    O Seguinte: foi ouvir Antônio Teixeira.

    Gosto dele porque não comete insinceridades. Para alguns próximos a ele, fala até demais. O que, considero, para o eleitor avaliar em 2020 é bom.

    – Sei que a situação de Cachoeirinha não é boa. E digo isso agora, não depois da eleição. Sei que anunciar que vai cortar o cafezinho não leva ninguém à vitória. Mas acho que dá para fazer diferente – aposta o catarinense que veio da Praia Grande morar em Cachoeirinha aos 24 anos.

    Siga trechos, conforme a conversa foi fluindo na manhã desta sexta.

     

    Seguinte: – Aos 74 anos, uma das noivas mais cobiçadas da política da cidade.

    Antônio Teixeira – (risos) É, acredito que é uma conseqüência da eleição de 2016, onde recebi 12.792 votos, na coragem, sozinho, com um garoto (Rafael Velho) como vice, em um partido (Rede) que não tinha nem comitê na cidade, e hoje não ultrapassa a cláusula de barreira, contra toda a máquina de partidos que estavam no poder desde 2000, 21 secretários, diretores, quase todos os vereadores e ainda um deputado estadual louco para ocupar a cadeira do Miki (Breier). Poder econômico, político e religioso, turbinado com benesses do governo. E, como todos sabem, com um gol contra aos 45 minutos do segundo tempo. O PT, que seria meu vice, me abandonou. Morrerei de velho, mas não esquecerei.

     

    Seguinte: – Não esquecerás uma traição do PT como partido, ou de integrantes do partido?

    Teixeira – Não o PT como um todo, mas figuras do partido não cumpriram o combinado. Muitos petistas votaram em mim como protesto. Mas aquilo desnorteou a oposição. Era tudo que o candidato do governo queria. Foi um movimento desastroso. A soma dos votos do PT e PSol não chegou à minha votação. Mas a oposição toda fez 25.123 mil votos. Miki foi eleito com 34.369. Se estivéssemos unidos, a eleição seria um plebiscito de “sim” ou “não” à continuidade de um projeto que já não vinha bem. No mano a mano poderíamos ganhar a eleição. Mas a experiência e idade ensinam a aprender com os erros, não culpar ninguém. Não esqueço, mas bola para frente!

     

    Seguinte: – E a escolha pelo PTB?

    Teixeira – É um partido histórico, de Getúlio, com muita força política, deputados e estrutura para ter uma candidatura própria. E tenho compromisso com a cidade, entusiasmo e saúde para querer ser prefeito. Quando conversávamos, eu dizia: saiam do governo de dia, assino de noite. Em julho romperam, avançamos nos planos e hoje estou filiado.

     

    Seguinte: – O PTB garantiu apoio a tua candidatura? Não temes um retorno do partido ao governo até a eleição?

    Teixeira – O partido nem deve me garantir candidatura. Tudo a seu tempo. O que sou é pré-candidato. E, pelas pesquisas que vi, estou na disputa e tenho baixa rejeição. O PTB é oposição, tem ofício comunicando isso. E eu também. Desde que rompi em 2014 com o grupo político que governa Cachoeirinha, não aceitei qualquer tipo de conversa para apoiar o governo, ganhar secretaria. Isso me garante credibilidade para me apresentar como oposição. Não sou daquela oposição de bater fotinhos na rua e criticar por criticar, a idade e a experiência me faz querer apresentar solução. Estamos preparando um projeto para Cachoeirinha. Inclusive, no ano que vem, faremos sugestões ao Orçamento de 2021, que será o do próximo prefeito.

     

    Seguinte: – Mas é o candidato natural...

    Teixeira – Acredito que sim.

     

    Seguinte: – O BOM já era? Com quem o PTB fará alianças?

    Teixeira – Minha filiação é recente, então não pegaria bem falar pelo partido. Mas minha idéia é clara. Eu digo: “olha gente, não vamos nos dividir de novo!”. O que atrapalha? Questões ideológicas? Mas então vamos deixar os 15 partidos de sempre governarem, sem ideologia nenhuma, enquanto ficamos em volta gritando? Gostaria muito de compor com o BOM, avançar numa Frente Ampla, apresentar um projeto em conjunto para Cachoeirinha. Não quero dividir, mas se não der para estarmos juntos, que pelo menos não nos ataquemos tipo louco, esquecendo do governo, que não está nada bem.

     

    Seguinte: – O PTB não veta alianças com partidos de esquerda como o PT ou PSOL? Nas eleições presidenciais, Jair Bolsonaro fez sete a cada dez votos em Cachoeirinha...

    Teixeira – Não há veto nenhum! Essa foi uma das questões que coloquei ao entrar no partido. Meu patrimônio político é, como já escreveu o Robertinho Teixeira, ser um cara com inserção em todas as classes sociais. É uma obrigação que a experiência traz ser um cara de diálogo. E diálogo não se faz com raiva, se faz sem extremismos, nem à esquerda, nem à direita.

     

    Seguinte: – Hoje o governo é um cabo eleitoral da oposição?

    Teixeira – Acho que sim. O atual prefeito perdeu a popularidade e não busca mais. Muitas coisas não foram bem encaminhadas, principalmente com o funcionalismo, que é o primeiro braço dos governos. Não houve diálogo suficiente. O mesmo com a comunidade. Ouviu-se pouco a cidade na hora da tomada de decisões importantes.

     

    Seguinte: – Como seria um governo de Antônio Teixeira?

    Teixeira – Atrair empresas, para aumentar a arrecadação, dar emprego e girar a economia. Uma coisa que Cachoeirinha ganhou de Deus, o grande trunfo, é a situação geográfica. Nosso Distrito Industrial ainda tem muito a oferecer. Vou colocar um tapete vermelho na Prefeitura para receber investidores. Quero dialogar com o funcionalismo, porque fui o secretário que mais fiz obras, e mais baratas, porque contei com a parceria dos servidores. Coisas boas quero manter, como o projeto das calçadas, que como secretário elaborei e, ao lado do presidente da época do Sindilojas, Adval Rossato, a fizemos a rua Banrisul até  a Caixa Federal, e perto da ponte. Precisamos discutir também com a comunidade o IPTU. Sei que não se ganhar eleição dizendo que vai ser cortado o cafezinho, mas eu falo antes que sei dos problemas.

     

    Seguinte: Miki aponta como um dos motivos para paralisia do governo ter herdado uma folha de pagamento que consumia 8 a cada 10 reais da receita e hoje ainda está em 60%. Falas em governar com o funcionalismo. Mas como fechar essa conta?

    Teixeira – Não fazia parte do governo, mas, mesmo que não sirva de nada para campanha, não minto: quem dirigir o município precisa administrar como sua casa, gastar só o que pode. Com o funcionalismo quero diálogo, diálogo e diálogo, para achar um bom termo, que mantenha os servidores mobilizados para trabalhar com o governo. Acredito que estarei muito mais livre que o atual governo, e os anteriores, porque não vou me comprometer com alianças que são boas para ganhar eleição, mas terríveis para governar. Vou cortar CCs.

     

    Seguinte: Falaste também sobre o IPTU. Sabe-se que é demagogia, por infactível legalmente, acenar com qualquer redução de impostos. E, com o georeferenciamento que atualiza o cadastro imobiliário, o futuro governo, seja quem for, não escapa de um aumento de pelo menos 25% em boa parte dos carnês, como aconteceu em Gravataí, que aumentou a base de tributação de 7,5 milhões de metros quadrados em 2016 para 13 milhões em 2019.

    Teixeira – Isso qualquer candidato de boa fé admite. Não é vontade própria do gestor, é recomendação do Tribunal de Contas. Só que isso não se faz do dia para a noite, sem permitir algum planejamento ao contribuinte, que vai sentir no bolso. Sempre vai ter gente braba. Mas não pode alguém pagar IPTU sobre R$ 100 mil quando o imóvel já vale R$ 1 milhão.

     

    Seguinte: – Acrescentaria algo?

    Teixeira – A palavra mágica de meu governo será “parceria”. Hoje não se faz nada, principalmente em uma Prefeitura em crise, sem a parceria do funcionalismo, dos empresários e da comunidade. E há coisas básicas: não pode Cachoeirinha em 2019 ter escola chovendo dentro e com cheiro de banheiro.

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