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GRAVATAÍ, 19/01/2020

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    entrevista

    Marco Alba, na manhã desta sexta, em seu gabinete na Prefeitura de Gravataí | Foto GUILHERME KLAMT

    Marco Alba está feliz; siga em vídeo e entrevista

    por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt | Publicada em 27/12/2019 às 17h20| Atualizada em 10/01/2020 às 13h

    Marco Alba está feliz. É instantaneamente perceptível no convívio com o prefeito. Assim observei durante a hora e meia de entrevista, na manhã desta sexta, em seu gabinete, na Prefeitura de Gravataí.

    Talvez seja um dos poucos prefeitos gaúchos, e brasileiros, que consegue entregar obras, enquanto colegas, e entre os mais afortunados, comemoram salários em dia.

    Sua terra natal ascendeu 12 posições no ranking das maiores cidades brasileiras, é a quarta economia gaúcha e, no anuário de 2019 do Rio Grande do Sul, só perde em investimentos, públicos e privados para a Capital, Porto Alegre.

    Preste a entrar no último de seus oito anos, o advogado, ex-deputado estadual e ex-secretário estadual, está sorridente e entusiasmado. Não dará férias para inaugurações e anúncio de obras. Aguardem-no trabalhando em janeiro e fevereiro.

    A expressão só alterna para preocupação quando o assunto é saúde.

    – É nosso desafio. Não é fácil – admite.

    Siga o clipe produzido pelo Seguinte: e, abaixo, trechos da entrevista em que Marco Alba faz um balanço de 2019 e projeta 2020.

    Em um artigo próximo, comento.

     

     

    Seguinte: – 2019 foi um ano bom?

    Marco Alba – Foi bom para Gravataí, para o governo e acho que para o Brasil também. O simples fato da alternância de poder, de uma nova expectativa, renova a esperança de que as coisas podem melhorar. Aqui a gente já vem de um processo construído desde 2012. Ia chegar o momento de colher. 2018 já foi um ano razoável, 2019 foi muito bom e 2020 será melhor ainda, com entregas de serviços e obras.

     

    Seguinte: – Liste algumas.

    Marco – Como projeto social, o Breno Garcia, que é o maior loteamento popular do Sul do Brasil, com 2.025 casas, para 10 mil famílias que terão seu lar. Lá estão 750 famílias que viviam em áreas de risco, em beira de valão. Inauguramos o Centro Municipal de Saúde, as creches do Breno, Bem Me Quer e Rondon; também no Breno autorizamos a escola municipal Suely Silveira Soares, nome da minha mãe, que será uma das maiores obras na área da educação; reduzimos os pontos de alagamento de 125 para 20, com obras mais recentes na Avenida dos Estados; entregamos a nova sede do Corpo de Bombeiros; o chafariz; a Cruz de Lorena; a Rota Turística; a usina de asfalto; antecipamos o 13º; estamos municipalizando trechos da 020; temos um plano de infraestrutura com 103 avenidas e ruas, obras nas estrada Municipal, na Neópolis, José Arthur Soares, Acimar da Silva, Lino dos Santos, asfalto no Rincão e as pontes do Parque dos Anjos. Enfim, recuperamos a capacidade de investimento e há obras entregues ou em andamento em toda cidade.

     

    Seguinte: – Sempre falas que as Pontes do Parque são um símbolo de obra física, mas gostarias de ser lembrado pelos investimentos na educação. Por quê?

    Marco – Sempre tivemos um olhar especial para educação. Olhamos para o todo, para o aluno, que é o sujeito principal. Nos primeiro anos, para enfrentar um déficit anual de R$ 40 milhões cortamos em obras de infraestrutura e manutenção de vias, mas não tiramos um real da educação, saúde e assistência social. Fornecemos uniforme e material escolar, colocamos gradis nas escolas, criamos a patrulha escolar, tem o educar web, aplicamos um modelo pedagógico que unificou o currículo e o resultado pode ser medido tecnicamente pelo maior Ideb (índice de avaliação da educação) da maior história. Acredito que na nova medição, em março, avançaremos ainda mais. Naquilo que é mais sensível, que é a educação infantil, depois da barca furada que o governo federal apresentou a prefeitos que, como eu, estavam desesperados por soluções, conseguimos retomar obras em creches e criaremos 3,6 mil vagas até o fim de 2020. Se a lei reservasse as creches só para quem realmente precisa, seriam pelo menos mais 40% das vagas abertas. Também avalio que o ideal seria substituir os mais de 70 prédios de escolas, só que sem recursos federais é impossível. Mas neste ano, além da escola no Breno, construiremos três outras creches e o Centro de Educação Especial. A licitação será feita no máximo na primeira semana de janeiro. É claro que há a questão salarial, que é uma luta legítima do funcionalismo, mas o caixa da Prefeitura não permite além do que fizemos.

     

    Seguinte: – Gravataí cresceu de 91ª para 79ª no ranking das maiores cidades brasileiras, é a quarta economia gaúcha e o anuário 2019 do governo estadual mostra que o município só ficou atrás em Porto Alegre em investimentos públicos e privados. É daí que vem o otimismo para prever que Gravataí vai ter um ‘crescimento chinês’, na ordem de 10%, como já aconteceu nos anos 2000, quando explodiu o ‘efeito GM’?

    Marco – Gravataí hoje é um bom ambiente para negócios. Melhoramos os indicadores que atraem investidores. Ninguém investe por intuição. Não por acaso estamos nos tornando um pólo logístico, com a Global Logística, as Americanas, o Mercado Livre. O governo está respondendo com infraestrutura, obras em todos os bairros, agilidade, transparência e um peso menor da máquina pública, com uma redução do endividamento de 56% para 14% da receita. A capacidade de investimentos com receitas próprias, fruto da justiça fiscal, de cobrar dos que não pagavam, ao invés de aumentar imposto dos bons pagadores, e a capacidade de contrair financiamentos, são episódios diferenciados em relação a outras grandes cidades em crise. Gravataí recuperou a auto-estima, aquela visão de quando veio a GM, de quando o município despontou como atraente para negócios, mas depois viveu uma apatia e uma crise de endividamento, piorada pela crise nacional, da qual conseguimos sair, com uma Prefeitura bem gerida. Quando a gestão dá resultado, todo mundo se anima, irradia o bom ambiente. Estamos no caminho certo. A comunidade está satisfeita. É só pesquisar para ver.

     

    Seguinte: – É fake news quando adversários acusam Marco Alba de estar endividando a Prefeitura para fazer obras eleitoreiras?

    Marco – É uma tremenda fake news. A população já não cai mais em conversa fácil. Mas bastará olhar os indicadores do Tribunal de Contas, no fim deste ano, para comprovar a redução no endividamento. Peguei com 56% da receita em 2013 e projeto entregar com, no máximo, 24% no final de 2020. Mas também podemos fazer a comparação nominal, e de quem fez o quê: estamos financiando R$ 100 milhões e entregando obras nunca realizadas em 40 anos. Pagamos R$ 300 milhões em dívidas, destes que hoje nos criticam. Em vez de criticar, poderiam explicar o porquê de não terem feito três vezes mais que nós nos governos deles, todos ex-petistas, se é que existe ‘ex-petista’.

     

    Seguinte: – Uma ‘pauta bomba’ para 2020, caso o Congresso não aprove a PEC paralela, que aplica automaticamente nos municípios a Reforma da Previdência, será a apresentação de uma reforma da previdência municipal. É necessária, urgente num período de crise e achatamento nos salários? Os políticos de Gravataí terão coragem de tratar do tema em um ano eleitoral?

    Marco – É preciso. Estamos avaliando quais medidas apresentaremos à sociedade, à Câmara, porque regras definidas ano passado pelo governo Temer aumentam ainda mais a alíquota complementar para garantir as aposentadorias. De R$ 40 milhões, para R$ 60 milhões. Em janeiro temos reunião com Ministério da Previdência para buscar alguma carência, para podermos discutir as alíquotas com um pouco mais de tempo. Mas há tendência forte de enviarmos projeto para a Câmara para evitar a conta exploda. Algo precisa ser feito, ou o município será inviabilizado logo ali. Penso no futuro, porque se pensasse só no meu último ano, ou em eleição, deixaria como está. Não fugirei da responsabilidade de apresentar reformas estruturais, que beneficiam o conjunto do município, por receio de desgaste político. Não governo para meu interesse, e sim para o interesse público, pensando nas futuras gerações. É um momento sério, de responsabilidade, não muito adequado para queridões que, em vez de enfrentar a realidade, gostam de fazer graça com o bolso alheio.

     

    Seguinte: – O sindicato dos professores aponta 20% em perdas inflacionárias para o funcionalismo, mas o secretário da Fazenda Davi Severgnini avalia que essa conta é zero, devido às contribuições crescentes do governo para garantir a aposentadoria dos servidores com o déficit atuarial bilionário do IPAG, hoje IPG. Não dar reajuste é ideologia, ou circunstância?

    Marco – Esse percentual tratado como perdas inflacionárias foi para a previdência, em alíquotas complementares destinadas pelo governo para garantir o futuro do servidor. Não dá para dizer que dinheiro público não foi investido nos servidores. Foi para as aposentadorias, o servidor é o beneficiário. Se erros não tivessem acontecido no passado, esse percentual poderia ter ido para os salários. Com o crescimento da alíquota complementar ainda maior, a partir do próximo ano, a conta não ficará no zero a zero, porque o governo terá que investir ainda mais, acima da inflação. Por vezes sou mal interpretado quando falo sobre isso. Não culpo o servidor. Apenas trago as informações os números e a realidade, e ser justo como toda cidade.

     

    Seguinte: – Dos governos federal e estadual, Gravataí só recebe notícias ruins: menos 39 médicos, R$ 20 milhões em repasses atrasados para a saúde, a duplicação da RS-118 é uma eterna promessa... Acredita que as coisas podem melhorar em 2020?

    Marco – A União está fazendo um ajuste fiscal forte e quem vai pagar são os municípios. Essa é a realidade. O modelo brasileiro faliu. Ninguém abre mão de nada. Aí acontece isso: o governo federal nos tira 39 médicos sem nenhuma compaixão, o governo estadual quer nos dar terrenos em troca de R$ 20 milhões de repasses atrasados para saúde, e a RS-118 não vai ficar pronta. Podem ficar as pistas, mas é uma obra que não dialoga com os municípios. Passou por cima da cidade. E os acessos? Na Dorival, na 020, no Distrito Industrial, é o caos, é risco de morte! Precisaria mais R$ 50 milhões.

     

    Seguinte: – A saúde de Gravataí está em crise. Tem solução?

    Marco – Ah, a saúde... É nosso maior desafio! Espero que os que me sucederam, e os que sucederão, não falem sobre isso como se fosse fácil resolver. O governo federal concede os serviços, o estado regula e resta ao município fazer o que mandam com o dinheiro que tem. Estamos chamando 29 médicos para suprir a perda de profissionais nos postos de saúde, seguimos tentando na justiça do trabalho a liberação para contratações emergenciais, barradas por uma medida inadequada, já que estamos tratando de vidas, não de questões burocráticas, formais. E trouxemos a Santa Casa para tentar melhorar o hospital e toda rede. É nosso desafio para 2020.

     

    Seguinte: – Quando o ‘efeito Santa Casa’ será perceptível?

    Marco – Acredito que a partir da ampliação da hotelaria, da habilitação em cardiologia e oncologia. A Santa Casa será boa para Gravataí, mas na saúde, infelizmente, a velocidade com que as coisas acontecem é menor do que a necessidade. Há dificuldade no financiamento e, consequentemente, na prestação dos serviços. A realidade é que a União não consegue, o Estado não consegue, por que seria fácil para a Prefeitura resolver todos os problemas? É crônico, por isso, sempre um desafio. Nosso desafio para 2020.

     

    Seguinte: – Se estivesse na oposição, o que cobrarias do governo?

    Marco – Nunca fiz oposição inconseqüente. A boa oposição funciona como uma espécie de conselheira. Mas para isso é preciso responsabilidade, não crítica pela crítica. Diagnóstico e solução exeqüível. Tudo pode melhorar. “Como?”, é a grande questão. O que não acho correto é aqueles que destruíram a cidade dizerem que nada presta e que tem solução para tudo.

     

    Seguinte: – Se pudesse escolher uma manchete para o governo Marco Alba em 2019 e em 2020, qual seria?

    Marco – “A Gravataí do futuro está sendo construída hoje”. Valeria para 2019, para 2020 e para sempre. Estamos fazendo entregas importantes, e quando o poder público entrega obras e serviços, completa o ciclo em que a população recebe o retorno de seus impostos. O futuro é imaginário, se faz hoje, no presente. A gente constrói hoje, não amanhã.

     

    Seguinte: – Quem é o candidato a prefeito de Marco Alba?

    Marco – Nosso compromisso é com Gravataí, portanto nossas decisões serão sempre para o bem da comunidade. O governo é bem avaliado, o prefeito por óbvio terá influência, mas só me posicionarei no momento oportuno.

     

    Seguinte: – Indique ao menos características que esperas de teu sucessor.

    Marco – Não gostaria de falar sobre sucessão neste momento, ainda mais em uma entrevista dentro da Prefeitura.

     

    Seguinte: – Para encerrar: Marco Alba está feliz?

    Marco – Bah! Quando tu vê um sorriso, como vi lá no Breno, nos bairros em outras obras, quando alguém vem aqui e é bem atendido. A felicidade do político é quando as pessoas estão felizes. Esse é o reconhecimento que todo mundo busca. A felicidade da população.

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