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    opinião

    Dom João Becker, mantido pela Santa Casa desde junho de 2018, é o único que atende pelo SUS em Gravataí

    Hospital suspende cirurgias e Prefeitura tele e especialidades; estamos em guerra em Gravataí e Cachoeirinha

    por Rafael Martinelli | Publicada em 19/03/2020 às 20h18| Atualizada em 23/03/2020 às 17h

    Estamos em guerra. E, apesar da Covid-19 não escolher classe social, e o contágio e morte ceifar do CEO da grande empresa à empregada doméstica, como em uma guerra os efeitos colaterais da crise explodem antes nos mais fracos, os pobres.

    Além de novos decretos dos prefeitos Marco Alba e Miki Breier determinando, não mais sugerindo, a restrição a aglomerações em eventos ou no comércio, o que o Seguinte: tratou ontem e hoje em O corona põe Gravataí e Cachoeirinha em situação de emergência e Remédio amargo para a economia de Gravataí, porém necessário, foi uma quinta-feira de decisões difíceis para gestores, gente como a gente: suspender cirurgias, marcação de consultas pelo teleagendamento e atendimento de especialidades.

    Além das prefeituras, o hospital Dom João Becker, da Santa Casa, suspendeu a partir de hoje as cirurgias eletivas, aquelas pré-agendadas. Só serão realizados procedimentos em cuja vida do paciente esteja em risco.

    A medida busca preservar àqueles que se submeteriam a cirurgias do potencial contágio com a inevitável chegada de suspeitas e vítimas da Covid-19, além de abrir prazo para preparar o esvaziamento de leitos para pacientes futuros.

    – O planejamento é feito sob a perspectiva de um episódio trágico. É o único hospital de Gravataí. No pico da crise não poderemos apenas transferir as pessoas para Porto Alegre – explica o secretário da Saúde de Gravataí Jean Torman, que lamenta a redução dos agendamentos de consultas e também no oferecimento de especialidades, que mantém apenas pré-natal e consultas para pacientes com risco de vida.

    Fisioterapia é uma especialidade que só continua apenas para pacientes com problemas respiratórios; ortopedia, para ficar em um exemplo, está cancelada por 15 dias.

    O objetivo é o mesmo de Cachoeirinha, como explica o secretário Dyego Matielo:

    – Priorizar o atendimento por livre demanda para os pacientes que necessitam de atendimento diário nos postos de saúde.

    Em Gravataí, a estratégia permitirá com que os 40 médicos especialistas, a partir da próxima semana, entrem na escala de atendimento a pacientes de unidades básicas de saúde, muitas hoje com falta de médicos num município que tem 180 profissionais, entre idas e vindas pouco vocacionais que tratei em artigos como Gravataí chama médicos, mas 4 em cada 10 desistem; 177 foram embora em 3 anos Não tem Jesus para crise dos médicos em Gravataí.

    Para quem não conhece as dificuldades das periferias: significa que o posto de saúde das Águas Claras, com atendimento irregular desde o ‘menos médicos’, consequência da saída dos ‘escravos cubanos’, vai conhecer profissionais a partir da próxima semana – mesmo que para atendimento prioritário a pacientes com sintomas de gripe.

    O custo disso são quase mil atendimentos em especialidades a menos por dia.

    No ‘mutirão de médicos’ para enfrentar o pico da crise do coronavírus, que ainda vai acontecer, Gravataí também abriu licitação para contratação de empresa que oferece ‘horas médicas’, que serão pagas pela Prefeitura conforme convocação por necessidade.

    Mais de mil equipamentos de proteção individual já foram entregues a pacientes e profissionais de saúde, como máscaras, luvas e álcool gel – todos itens praticamente esgotados no mercado nacional e com dificuldades para compra.

    Na segunda, inicia com idosos e profissionais da saúde a campanha de vacinação preventiva à H1N1, o que dará um ponto de corte: paciente vacinado que, nos 30 dias sequentes apresentar sintomas, tem mais chances Covid-19.

    O secretário da Saúde não projeta a progressão do contágio e possíveis mortes. As estatísticas mostram óbitos a partir de 50 casos confirmados. Gravataí e Cachoeirinha não registram nenhum.

    – Comemoramos cada dia que passa com a cidade, a comunidade blindada – diz Jean Torman, entre reuniões com diferentes grupos técnicos a cada uma hora e agenda fechada para qualquer pauta que não seja o ‘corona’, antes de ao fim de cada tarde reportar as informações ao prefeito para a definição das “estratégias de guerra”.

    A preocupação de Jean na noite desta quinta eram, além dos 28 casos em Porto Alegre, o mais recente, confirmado horas antes, a 15 quilômetros, em Alvorada.

    Testar toda a comunidade é impossível. Não só em Gravataí, mas no mundo. Não há quem tenha insumos, reagentes suficientes. O governo federal tem apenas 5.500 testes rápidos para os 210 milhões de habitantes do Brasil.

    A testagem de casos suspeitos em Gravataí e Cachoeirinha é feita em Porto Alegre, no Lacen, o laboratório do estado. Equipes volantes da Vigilância Sanitária vão até a casa do paciente, cuja ‘quarentena’ e tratamento já estão recomendados por ordem médica, e fazem a coleta.

    Antes, é preciso gabaritar um longo protocolo do Ministério da Saúde. Não basta apresentar sintomas de resfriado e ter um histórico de contato com viajantes oriundos de países com casos de Covid-19. É preciso contato com casos confirmados de contágio.

    Uso meu exemplo. Se eu manifestasse sintomas de gripe e chegasse a um posto de saúde, não seria testado, mesmo que nas últimas semanas tenha tido contato com pessoas que estiveram em Roma, Londres, Paris e Miami.

    Conforme o protocolo, receitariam ficar em casa e retornar em caso de agravamento do caso, com sintomas como febre constante e falta de ar. O mesmo vale para a quase centena de estrangeiros que moram ou estão de passagem pelo hotel Intercity, em Gravataí, nenhum ainda com sintomas de nada.

    Ao fim, é preciso dizer que inevitáveis são as medidas tomadas pelas prefeituras de Gravataí e Cachoeirinha. E amanhã, ou depois, outras virão, possivelmente tão mais fortes quanto necessárias.

    Sem retardar o pico da pandemia, o sistema de saúde pública e privada não terá como atender – e muito menos tratar – pacientes com suspeita de contágio.

    O mundo não tem. Nem a China, construindo hospitais em dez dias; nem os EUA, nem a Itália dos mortos sem velório.

    Para efeitos de comparação, em Gravataí há apenas quatro leitos com isolamento respiratório, o tipo mais recomendado para Covid-19, mas o mesmo onde neste momento há paciente com meningite.

    Associei-me ao alerta no artigo Gravataí prepara ’estratégia de guerra’ contra coronavírus; crise não é um meme.

    Do ‘contágio econômico’, que já tratei em GM dá férias e suspende investimentos; o contágio em Gravataí, hoje e amanhã e O contágio do coronavírus é na economia de Gravataí; GM pode parar, abordarei novamente em outros artigos nas próximas 20 semanas de crise, e além.

    Com um pacote do governo federal de 150 bi, frente a 1 trilhão da Inglaterra, por exemplo, inquestionável é que estamos à beira do precipício, mas lá embaixo, olhando para cima.

    Abraço-me aos governantes – entre eles Marco Alba e Miki, nossos prefeitos – que tomam medidas que podem contaminar suas popularidades, mas trocam percentuais nas pesquisas, por vidas.

     

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