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GRAVATAÍ, 08/04/2020

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    Miki Breier em videoconferência com governador Eduardo Leite na manhã deste sábado

    São urgentes decretos ’fecha tudo’ em Gravataí e Cachoeirinha; sem ’quarentena’, pior cenário precisaria 8 mil leitos de UTI

    por Rafael Martinelli | Publicada em 21/03/2020 às 15h48| Atualizada em 29/03/2020 às 16h59

    (ATUALIZADA: Na noite deste sábado o Diário Oficial de Gravataí já trouxe decreto determinando o que não pode e o que pode funcionar no comércio. Você acessa clicando aqui).

     

    A espera de casos confirmados de Covid-19, os prefeitos Marco Alba e Miki Breier preparam decretos restringindo ainda mais o comércio em Gravataí e Cachoeirinha.

    Pelo que apurei, é uma ‘quarentena’ na economia semelhante à decretada na madrugada deste sábado em Porto Alegre.

    Nesta manhã, Miki participou de videoconferência com o governador Eduardo Leite. Marco Alba reuniu o comitê de combate ao coronavírus. O apelo dos dois é o mesmo: que as pessoas fiquem em casa.

    Em Gravataí, das 14 suspeitas 11 foram descartadas e 3 aguardam confirmação. Mesmo número de Cachoeirinha, com 12 suspeitas e nove casos descartados, conforme o último informe epidemiológico do RS, que você pode acompanhar diariamente clicando aqui.

    Siga o que devem prever os decretos, a ser publicados por Marco Alba e Miki Breier até a segunda-feira, conforme listou GaúchaZH sobre as novas medidas de Nelson Marchezan e, ao fim, trago dados catastróficos para justificar a ‘quarentena na economia’ – e comento.

     

    Ficarão impedidos de funcionar o comércio, a indústria, o setor de serviços por um prazo é de 30 dias, com previsão de multa, interdição e cassação do alvará em caso de descumprimento. 

    O funcionamento dos setores administrativos desses locais será permitido, desde que realizado de forma remota e individual.

    Os decretos só devem permitir o funcionamento de farmácias e drogarias, clínicas veterinárias e agropecuárias, além de outros serviços e comércios na área da saúde.

    Locais que fornecem produtos de alimentação, os supermercados, mercearias, açougues, peixarias, fruteiras e centros de abastecimento e distribuição de alimentos devem seguir em atividade. 

    No setor da construção civil, ferragens e comércio de materiais de construção podem permanecer abertos. 

    Na área da indústria, ficam liberadas a área alimentícia — inclusive animal —, de higiene, limpeza, assepsia e serviços de saúde. 

    No comércio, podem seguir de portas abertas as clínicas veterinárias, pet shops, postos de combustíveis e lubrificantes, distribuidoras de gás, lavanderias, hotéis e motéis, lojas de venda de água mineral e distribuidoras de serviços básicos e de telecomunicações e processamento de dados, além de transportadoras e óticas, entre outros.

    Salões de beleza e barbearias deverão ter realizar atendimento com equipes reduzidas e restrições do número de clientes. Nos hotéis, as refeições deverão ser servidas nos quartos e não ficará proibida a circulação nas áreas comuns.

     

    Ao fim, é um remédio amargo, mas necessário, que os prefeitos de Gravataí e Cachoeirinha adaptarão da Capital nas próximas horas.

    – Vamos parar a economia de Porto Alegre, para que todos fiquem em casa. Espero que estejamos errando para mais, pois se errarmos para menos não teremos como corrigir esse erro – bem resumiu Nelson Marchezan no Twitter, à 1h30min de sábado. 

    Inegável é que Marco Alba e Miki Breier têm sido bons líderes, cercados de técnicos imprescindíveis em uma crise sanitária e, o mais importante, ágeis e corajosos ao tomar medidas duras.

    Os decretos são uma tragédia para a economia a curto, médio e longo prazo? Sim, mas restam como estratégia única, um protocolo mundial, para ao menos retardar o colapso que – há poucas dúvidas – em algum momento atingirá o sistema de saúde devido à pandemia.

    Nossos prefeitos deveriam incluir nos decretos a recomendação para a leitura de Em Pior cenário da Covid-19 aponta colapso hospitalar em Gravataí e Cachoeirinha em um mês.

    É aquela que reputo a mais detalhada estimativa sobre o impacto da crise do coronavírus na saúde da região. Produzida pelo jornalista Eduardo Torres com base em dados da Secretaria do Planejamento do Estado, está publicada desde o meio dia deste sábado no site do CG.

    Se a doença seguisse uma lógica linear, no pico daqui a três meses teríamos 553 casos confirmados entre as duas cidades, com uma necessidade de 28 leitos em UTIs, quando entre os hospitais Dom João Becker e Padre Jeremias há 233 leitos públicos e particulares – com uma taxa de ocupação de 97% nos leitos SUS – e apenas 12 em UTI, todos em Gravataí.

    O Rio Grande do Sul dispõe de 12,8 mil leitos clínicos públicos e privados. Em UTIs são 1,6 mil e outros 200 serão abertos nos próximos dias.

    Mas a estimativa feita por Eduardo Torres como o pior cenário possível é a confirmação de que tudo que está sendo feito é até menos do que o necessário: no auge da infecção no país, até 40% da população pode ser contagiada pelo coronavírus, destes oito a cada 10 sem sintomas, ou com leves sinais. Em uma projeção da população locasl, seriam 112,6 mil pessoas em Gravataí e outras 52,1 mil em Cachoeirinha.

    – O problema é que a média mundial demonstra que, se as práticas mais rigorosas de controle do contágio não forem tomadas, 15% dos infectados precisarão de internação. Significaria uma demanda impossível de cobrir pela rede hospitalar local ou de qualquer país, com 16,8 mil pacientes em Gravataí e 7,8 mil em Cachoeirinha.

    Seria uma catástrofe italiana, nas duas cidades onde quase duas a cada 10 pessoas são idosos e grupo de risco, já que, como informa a reportagem, “em até 5% dos infectados, as complicações respiratórias determinam internação em unidades de tratamento intensivo, com respiradores. Aí, o quatro piora. Seriam inimagináveis 8,2 mil leitos”.

    Alerto desesperadamente, em artigos como Hospital suspende cirurgias e Prefeitura tele e especialidades; estamos em guerra em Gravataí e Cachoeirinha e Gravataí prepara ’estratégia de guerra’ contra coronavírus; crise não é um meme, mas as tardes e noites de Gravataí e Cachoeirinha ainda parecem um eterno sábado de férias, com mal informados, ou informados do mal, concordando:

    – Uma gripezinha não vai me derrubar.

    Ao fim, é infelizmente perfeito o meme que circula nas redes sociais: falido se recupera, falecido não.

    FIQUEM EM CASA!!!

     

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