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GRAVATAÍ, 02/06/2020

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    crise do coronavírus

    Painel de controle de UTIs de Porto Alegre na noite desta segunda mostra ocupação de 7 a cada 10 leitos

    É moralmente homicida pressão pela volta da ’vida normal’; o que fará Gravataí?

    por Rafael Martinelli | Publicada em 22/04/2020 às 14h18| Atualizada em 30/04/2020 às 13h06

    Associo-me à expressão do jornalista Reinaldo Azevedo: é moralmente homicida a pressão que certos setores e suas ações judiciais e ‘carreatas da morte’ estão fazendo sobre os governadores – e, por consequência, sobre os prefeitos – para pôr fim ao distanciamento social.

    Em Como Gravataí e Cachoeirinha vão sair do distanciamento social; conheça os estudos, apresentei nesta terça a estratégia que o governador Eduardo Leite submeteu aos prefeitos para o que chama de 'distanciamento controlado'.

    Fato é que ainda não há dados suficientes para aplicar as fórmulas do modelo. Para construir os cenários regionalizados, o plano do governo gaúcho vai usar dados de testagem que estão sendo coletados pela Universidade Federal de Pelotas e estimativas de óbitos e internações hospitalares, conforme a oficialização das novas informações.

    É só clicar em cima para conhecer as fórmulas: Modelo de Distanciamento Controlado do Rio Grande do Sul e a Projeções de necessidade do número de leitos e óbitos no RS.

    Como imolei-me em Parem Gravataí que eu quero descer!; declaro-me Inimigo do Povo, amigo da vida, quero estar errado e depois ser chamado ‘Louco da Aldeia’. Mas enquanto as evidências apontarem que é arriscada uma volta à ‘vida normal’, seguirei com meus alertas.

    Hoje apliquei em Gravataí os resultados obtidos por testagem feita nesta terça-feira no Distrito Federal, cuja média diária de casos é de 28. Lá, foram testadas 3.196 pessoas, e houve 46 casos confirmados da COVID-19. Dá 1,43%. Com a incorporação dessas ocorrências, e sem projetar subnotificações, o DF, com 903 confirmações oficiais, já teria 31,13 casos por 100 mil habitantes.

    Se a média brasileira fosse essa, os doentes seriam, nesta terça que passou, 65.373, não 40.581, como foi noticiado pelo Ministério da Saúde.

    Aplicando o 1,43% em Gravataí, teríamos potencialmente 4 mil dos 281 mil habitantes infectados pelo SARS-CoV-2 caso toda a população fosse testada – lembrando sempre que as pesquisas sobre o novo coronavírus mostram que 86% dos portadores não tem sintomas relevantes, mas serão responsáveis por 79% das transmissões (dos infectados, 15% poderão precisar de tratamento e 5% de internação em uma unidade de tratamento intensivo).

    Com 15 casos oficiais, proporcionalmente um a cada dois dias, Gravataí está abaixo da média nacional de 6,3 por 100 mil habitantes. Mas é necessário contextualizar: seguindo protocolo do Ministério da Saúde, só testamos pacientes hospitalizados. Com 167 notificações em 30 dias, temos uma taxa de confirmação de 8,98%. Outras 15 pessoas ainda aguardam resultado de exames.

    Gravataí não experimenta a ‘morte social’ das covas rasas de Manaus. Mas sabem aqueles que não temem a picada da cobra silenciosa do novo coronavírus que já tivemos enterros sem velório e em caixões fechados?

    Sim, nenhuma das três mortes suspeitas de moradores do município foram confirmadas como decorrência da COVID-19, mas a destinação dos corpos, sem velório, precisou ser feita antes do resultado dos testes, seguindo protocolo do Ministério da Saúde e determinação judicial, como avisei seria em Vítimas da COVID 19 devem ser cremadas em Gravataí; caixão fechado.

    Do ponto de vista prático, convido o leitor a analisar o painel de controle de UTIs de Porto Alegre das 20h nesta segunda, que obtive com médico. Abaixo do daschboard, sigo.

     

    Clique na imagem para ampliar

     

    A taxa de ocupação chega a 66,43%.

    Observe que havia 33,4% de leitos vagos nas UTIs e entre todos os pacientes internados nelas só 5,9% são de pacientes confirmados com COVID-19.

    Só 5,9%? Sim, imagine o efeito de um ‘liberou geral’ aumentando esse percentual de internações, que no caso do tratamento da COVID-19 são longas e diminuem a rotatividade de leitos.

    É preciso entender que outras internações em UTI acontecem. A queda da criança, o acidente do jovem, o enfarto do adulto, o AVC do idoso e etc. não fazem quarentena.

    Por óbvio reconheço a tragédia econômica – privada e pública. Se alguns dos mais pobres, ao que parece, vão receber do governo o auxílio emergencial para sobreviver à ‘quarentena’ só depois da ‘quarentena’; comerciantes passam mal com o acúmulo de boletos, e perdem a respiração na mesma proporção da chegada do dia de pagamento dos funcionários.

    Aguardemos, mais do que regras sanitárias para transeuntes, funcionários e clientes, a explicação técnica do governo Marco Alba (aqui não personalizo no prefeito, porque acredito que tem peso a palavra dos profissionais da saúde) para justificar o 'distanciamento controlado' que, na região metropolitana, é programado para depois do dia 30 de abril, como tratei em A vida em Gravataí não volta ao ’normal’ dia 1º de maio.

    Ao fim, se uma pergunta for respondida, teremos mais segurança – ou não: se, com o isolamento social ‘light’, calculado pelo governo do RS em 41% neste mês de abril, 7 a cada 10 leitos de UTI já estão ocupados em Porto Alegre, que é para onde vão os pacientes, quais as consequências de potenciais 60% a mais de pessoas nas ruas?

    Por favor, sejam sinceros como o medo.

     

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