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    crise do coronavírus

    Marco Alba, prefeito de Gravataí

    Marco Alba: Se cada um não colaborar, comércio fechará; suecos ou suicidas?

    por Rafael Martinelli | Publicada em 03/05/2020 às 21h22| Atualizada em 12/05/2020 às 17h49

    Necessário o apelo do prefeito de Gravataí, em live nesta noite de domingo. As atividades comerciais, industriais e de serviços reabrem nesta segunda, com regras definidas pelo decreto municipal 17.896, mas não é uma vacina para vida voltar ao normal para, conforme cálculos do governo, 100 mil pessoas a mais circulando pela cidade.

    Marco Alba alertou que, se cada um não fizer sua parte, não será (expressão minha) um ‘coveiro municipal’, e exercerá sua prerrogativa de prefeito para fechar tudo de novo. Goste-se ou não, sem torcida ou secação, é esse o ‘novo normal’.

    Simbólica a transmissão do apelo, ao vivo pela página do político no Facebook, ter sido feita em casa, e não na Prefeitura. Garantiu ainda mais intimidade no momento em que Marco Alba disse que não se preocupa com a impopularidade caso tenha que tomar medidas restritivas, já que respeita “a esposa, os filhos, a família, os vizinhos, a comunidade e a vida”.

    Na comparação com grandes personagens nacionais, um quiz comum a quem circula pelo meio político, ao estilo das comparações traçadas entre futebolistas – do presente e do passado, profissionais ou peladeiros –, aliados e adversário do prefeito não o comparam com Bolsonaro, ou Lula, e sim com FHC. O monólogo de hoje de Marco Alba assinou embaixo.

    ‘Muro’, na simplificação que a polarização parece exigir para que entendamos os artífices políticos.

    Bastante adequado para quem consegue se desprender da ‘ferradura ideológica’ e avaliar as ações de um chefe de executivo em meio à maior crise da história moderna da humanidade.

    O prefeito fez um exercício de retórica para sintetizar 4 pontos que são convergentes – inclua fora dessa fanáticos ‘osmarterraplanistas’ e negacionistas – em diferentes vertentes, do ‘libera geral’ ao ‘lockdown’, para proteger e evitar o contágio: (1) usar máscaras; manter o distanciamento interpessoal de dois metros; (2) cultivar hábitos de higiene, principalmente lavar as mãos; (3) manter em casa, e se possível isolados, os mais vulneráveis, como idosos com comorbidades, que correm risco de vida real; e (4) reconhecer que os sistemas de saúde do mundo, do Brasil e de Gravataí não tem UTIs suficientes para suportar a virulência de um vírus sem controle.

    – Se cada um não fizer sua parte será o caos. Veremos familiares, amigos, vizinhos, conhecidos, conterrâneos morrendo – resumiu, em um apelo pragmático.

    Marco ‘FHC’ Alba buscou um modelo que adeptos do ‘liberou geral’ usam pela estatística que convém, mas omite o componente humano do sucesso: o da Suécia – inquestionável tanto para a esquerda liberal, quanto para o Mises, o ‘MBL que estuda’, ou a ‘miss’ dos ultraliberais.

    É um país que serve às duas vertentes, porque conseguiu equilibrar o livre mercado ao estado necessário e de bem-estar social.

    Mas, no caso que interessa à aldeia, é um país onde as pessoas exercem a liberdade sabendo que ela termina quando começa a do outro. O Brasil, que nunca enfrentou guerras mundiais ou desastres naturais que evocassem a necessidade de espírito coletivo, hoje resta a teste.

    Como nos comportaremos frente à tragédia da COVID-19?

    Marco Alba usou o exemplo sueco porque lá, sem o ‘finge que fecha, faz que abre’ brasileiro, decretos, toque de recolher, multa ou ameaça de interdição, o povo sueco respeitou medidas de distanciamento e higiene.

    O prefeito citou o epidemiologista sueco Johan Giesecke:

    – A ideia principal por trás da estratégia sueca é acreditar que as pessoas não são estúpidas: quando indicamos uma boa forma de não ficar infectadas, elas normalmente fazem o que pedimos.

    Otimista, ao menos na live, e compartilhando uma esperança necessária a quem governa, Marco Alba convocou a população a colaborar para que, no próximo sábado, quando o Governo do RS classificar os municípios conforme o modelo de seu ‘distanciamento controlado’, Gravataí, hoje laranja, entre bandeiras preta, vermelha e amarela, melhore, e não piore.;

    – Não posso abrir além do que o governador decidir, mas posso fechar. E não terei medo. Não estamos voltando ao normal! – alertou, mais uma vez, o prefeito.

    Ao fim, no último ano do segundo mandato, o teimoso filho da caprichosa dona Suely resistiu o quanto pode ao maior desafio já enfrentado por um prefeito em Gravataí. Não cedeu a pressões setoriais para ‘liberar geral’, mas à realidade brasileira. Sem a volta das atividades econômicas, logo teríamos ‘fila da sopa’, e não haveria dinheiro para pagar salários de médicos, professores...

    Se o “Mais Brasil, Menos Brasília” não fosse apenas um slogan de campanha, e houvesse a segurança da ajuda federal aos governos, o empréstimo a juro baixo, ou zero, ao empreendedor, e o dinheiro, hoje ainda ‘em análise’, na mão do pobre, arrisco que certamente o prefeito cumpriria não as cinco atuais, mas as 10 semanas que especialistas apontam necessárias para segurar o vírus.

    Como tratei em Prefeito, não abra o comércio já!; a bandeira laranja e ’Tubarão’ em Gravataí. (sou da corrente que defende manter a 'quarentena'), quem pensa racionalmente precisa, com a flexibilização do isolamento social em toda região metropolitana, ser como salva-vidas, e, mesmo na bandeira laranja – perigosa, por dar a impressão de mar calmo – alertar que o bicho já atacou, é feroz e está entre nós; por mais difícil que seja de vê-lo.

    Gravataienses: sejamos suecos, não suicidas!

     

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