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GRAVATAÍ, 01/12/2020

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    crise do coronavírus

    Prefeitura faz higienização de locais com maior movimentação em Gravataí

    Após Bolsonaro falar ’gripezinha’, explosão de casos em Gravataí; a ’ideologia dos números’

    por Rafael Martinelli | Publicada em 14/05/2020 às 16h17| Atualizada em 20/05/2020 às 13h52

    4 em cada 10 infecções em Gravataí foram confirmadas após Jair Bolsonaro tratar a COVID-19 como “uma gripezinha, um resfriadinho”. Palavras tem força como armas, ainda mais as de um Presidente da República, em um pronunciamento em rede nacional, assistido em um município que lhe deu 7 a cada 10 votos.

    Preocupante, além de a cidade ter testado até agora somente 0,1% de seus 281 mil habitantes, é que a explosão dos casos ainda não repercute a retomada econômica, autorizada a partir do dia 4 de maio, como tratei em artigos como  Ainda sem efeito da reabertura, contágio já cresce em Gravataí; mulheres são alvo ’O vírus existe’, apela Marco Alba; ou cumprem-se as regras, ou lockdown.

    A ‘ideologia dos números’ cobre o período em que só eram permitidas atividades essenciais funcionando, mesmo que em uma ‘quarentena fake’, à brasileira, que, conforme aplicativo desenvolvido pela startup brasileira In Loco, registrava em 22 de março 69,6%, ou quase 7 a cada 10 pessoas em casa; em 24 de abril 59% e, em 2 de maio, data da última atualização, uma taxa de distanciamento social de 43,1%.

    Ou, aplicando o percentual sobre os 281 mil habitantes, 75 mil pessoas a mais nas ruas de Gravataí em três meses – e, reforçando, antes da volta, mesmo que controlada, das atividades comerciais, industriais, de serviços e administração pública.

    Só em 14 dias de maio foram 8 casos, ou 25% dos casos de infecção pelo SARS-CoV-2.

    Não é um ‘fenômeno’ só de Gravataí. As cidades que registram maior aprovação ao governo de Jair Bolsonaro tiveram um aumento na taxa de contágio da COVID-19 18,9% maior do que aquelas que demonstram menor apoio ao presidente, em março.

    É o que mostra um estudo das universidades da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e de Bocconi, na Itália, publicado em 4 de maio, e realizado em cidades que promoveram o que chamei de ‘carreatas da morte’, e critiquei ainda em 27 de março no artigo Parem Gravataí que eu quero descer!; declaro-me Inimigo do Povo, amigo da vida.

    Gravataí tem hoje 32 casos, o que corresponde a 10,5% das notificações, além de uma morte (3,2%), 9 pacientes em recuperação (29%) e 21 recuperados (67,7%).

    Imagine se o prefeito Marco Alba, cujo MDB abriu apoio a Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2018, fosse adepto à seita e tivesse priorizado (expressão minha) ‘CPFs’ a ‘CNPJs’?

    Como tratei em Sem distanciamento social Gravataí poderia ter mais de 1,3 mil mortes; às ’reginas duartes’, poderíamos ter, se não covas rasas, ao menos sepultamentos com caixão fechados nos cemitérios municipais.

    Ao fim, pela coragem ao decretar um, para muitos, impopular distanciamento social – que é a única forma de atrasar o contágio e permitir que os doentes tenham leitos e respiradores em UTIs e não morram sem ar em macas de corredores de hospitais ou em casa – a maioria dos governadores e prefeitos têm seus lugares garantidos não no espelho desse nosso tempo trevoso, que é o 'Grande Tribunal das Redes Sociais', mas na História (com agá maiúsculo), aquela que os filhos, netos e futuras gerações vão lembrar ou estudar.

    14 de Maio de 2020, 4,3 milhões de casos no mundo, 300 mil óbitos; 196.375 infectados no Brasil, 13.551 mortes.

     

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