notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 26/09/2017

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    os invisíveis

    Eu só peço a Deus

    por Marta Busnello | Publicada em 22/07/2017 às 14h35

    "Vivíamos abaixo da linha da miséria". Essa declaração me impactou. Primeira constatação: que o ponto que define a miséria individual não é um ponto, mas uma sucessão de pontos. Alinhados, fazem a linha. Sob ela fica muita gente, muita gente mesmo.

    Estávamos em uma aula sobre teoria do objeto. Segunda constatação:  é, existem estudos aprofundados sobre objetos, sejam eles quais forem.

    Nesse dia em que ouvi a frase tínhamos de levar um objeto da infância e fazer a descrição do mesmo em várias abordagens, como o formato, material que fora confeccionado e modo de produção, por exemplo. Aí, apresentávamos a dimensão simbólica em nossas vidas.

    Quando chegou a vez de uma colega, uma moça lá pela casa dos trinta anos, ela disse que não tinha nada para mostrar. Nunca tivera brinquedos ou qualquer outra coisa que pudesse ter sido guardada como lembrança física da infância. Vivia no interior do estado com um pai severo, uma irmã e um irmão mais novos que ela.

    Mostrou então, uma daquelas imagens em miniatura de uma santa envolta por uma moldura de resina pintada na cor prata que achara na rua ao chegar em Porto Alegre quando a mãe, segundo ela, teve a coragem de enfrentar o pai e resgatou os três filhos. Aí, a partir dos meus nove anos, a vida melhorou, disse a colega.

    Eu e os outros ouvintes não tivemos a coragem de perguntar nada. O relato e a entonação da voz, embargada de tristeza, nos fizeram cúmplices, ainda que involuntários, da intimidade de uma vida.

    Ela contou muitas coisas com aquela história. A ausência do objeto revelou um mundo que, infelizmente, ainda existe. Há crianças em vários lugares sofrendo as atrocidades das guerras que vemos na televisão. Há  os “invisíveis” nas ruas e campos do nosso estado sendo atacados pela insensibilidade de alguns e a indiferença de muitos.

    A miséria não escolhe qual espaço geográfico ocupar. São os adultos que, por suas ações e omissões políticas, econômicas e pessoais provocam as dores que serão levadas por toda a vida. O que podemos fazer? Como reagir?

    Talvez, agindo conforme Beth Carvalho cantou, magistralmente (trecho):

     

    Eu só peço a Deus

    Que a dor não me seja indiferente

    Que a morte não me encontre um dia

    Solitário sem ter feito o que eu queria.

     

    Eu só peço a Deus

    Que a injustiça não me seja indiferente

    Pois não posso dar a outra face

    Se já fui machucada brutalmente.

     

    Eu só peço a Deus

    Que a guerra não me seja indiferente

    É um monstro grande e pisa forte

    Toda a pobre inocência dessa gente.

     

    • polêmica
      Sem Gravataí, Sartori lança nesta terça PPP da Corsan
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • grana na rede
      Empresa investiu na melhoria da rede elétrica
      por Silvestre Silva Santos com assessoria
    • contas públicas
      Câmara de Cachoeirinha custa mais que Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • cachoeirinha
      13º para o funcionalismo só com empréstimo
      por Rafael Martinelli com assessoria
    • duplicação da 118
      Definida empresa para duplicar 10 quilômetros
      por Silvestre Silva Santos
    • EXCLUSIVO
      Bordignon vai a justiça para anular condenação
      por Rafael Martinelli
    • EXCLUSIVO
      Plano Diretor não impede Estre em Glorinha
      por Rafael Martinelli
    • ensino superior
      O que diz a Ulbra sobre rumores de fechamento
      por Silvestre Silva Santos
    • casa própria
      ASSISTA EM VÍDEO | Abrindo as portas do Novo Mundo
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • caos prisional
      Prisão ao ar livre está lotada em Gravataí
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • opinião
      O grande negócio da Corsan para região onde jorra o dinheiro
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      Tem muito gato roubando energia na rede elétrica
      por Silvestre Silva Santos com assessoria
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.