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    vizinhos

    Um dia estranho

    por Marta Busnello | Publicada em 19/08/2017 às 22h

    A convivência é complexa. Exige tolerância e um punhado de outros bons sentimentos, mas, acima de tudo, respeito. Isso vale para vida em família, no trabalho, na vizinhança e em todas as instâncias de nossa vida.

    Não sei se é o nível elevado de estresse que estamos vivendo ou se o problema é mais amplo, mas vivenciei, em um dia, situações desconfortáveis que me levaram a questionar a impotência da liberdade.

    A vizinha grita com a filha adolescente que não quer sair do quarto para ir à aula de inglês. Batem portas. O cachorro late desesperado. A mãe liga para o pai da guria pedindo providências. O que eu fiz? Nada. Apenas desejei que aquilo acabasse logo. O que eu poderia fazer?

    De outro andar ouço os gritos de socorro da idosa doente. Está sozinha, perdida em seus devaneios. A cuidadora não foi trabalhar. O filho saiu e deixou a mulher sozinha. Abro a porta para ir atender ao pedido de socorro. O filho chega. Ela cala.

    Volto, pego a bolsa e saio. Encontro a adolescente, de mal com o mundo, esperando o veículo escolar. Outra moradora do prédio entra e pede auxílio. Quer que eu retorne e vá com ela até seu andar. Precisa de companhia, pois tem medo de ir sozinha no elevador. Vou. No trajeto diz que alguém tem que fazer alguma coisa para ajudar a idosa. Que o filho a trata mal, que é um horror e por aí afora. Lança um olhar fulminante e sentencia: ele tem que ser denunciado na Delegacia do Idoso! O elevador para. Ela sai. Desço com a sensação de que a moradora do terceiro andar quer que eu tome providencias em relação à situação da idosa. Por que ela não toma tal medida? Porque delegar para outro?

    Finalmente saio. Chego ao ponto do ônibus. Lá está a vizinha do prédio ao lado. Conversamos de nossas sacadas de vez em quando. Ela me cumprimenta e pergunta de que planeta são meus novos vizinhos. Entre vozes e latidos, cachorros, crianças e velho, todos  a qualquer hora, não limitam seus manifestos às quatro paredes. O desrespeito é público. Questiona como eu suporto. Ela diz que não aguenta mais, que vai falar com o síndico do meu condomínio. Mas o que ele pode fazer?

    Sou, aparentemente, livre. Meus vizinhos também. Estamos reféns da impotência ou seria da falta de respeito?

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