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    perfil Evandro Soares

    Evandro, com o filho, quer paz na política

    Na torcida mista da vida

    por Rafael Martinelli | Publicada em 09/04/2016 às 14h47| Atualizada em 13/04/2016 às 12h15

    Em mais um dos perfis dos vereadores eleitos o SEGUINTE: apresenta Evandro Soares. Ele vai de torcida mista no GreNal da política e da vida.

     

    Você até pode vê-lo exaltado reclamando da arbitragem nas cadeiras próximas ao gramado da Arena do Grêmio. Mas, na política, o fanatismo passa longe de Evandro Soares.

    - GreNal é bom no campo. Na vida, só atrapalha. Na política não é diferente – argumenta o vereador e conselheiro gremista, que já está acostumado com o clima de torcida mista nos almoços em família: ele é linha de frente do DEM, o irmão Carlos Henrique, petista de carteirinha.

    Um episódio ilustra bem esse comportamento. Em 2014, Evandro propôs a troca de nome da praça Getúlio Vargas, na parada 72, para Américo Sanco – nada mais, nada menos, que o pai de Rita Sanco, prefeita do PT cassada em 2011 por muitos dos vereadores que teriam que votar o projeto-homenagem.

    Mesmo em meio a ‘cotovelaços’ de colegas da base de governo, Evandro não retirou o projeto e venceu por apenas um tento de diferença: 11 a 10.

    - Nossas famílias são daquela região. O seu Américo foi um dos pioneiros do bairro. As primeiras madeireiras do São Geraldo eram uma dele e outra do meu avô Dorgel – explica o vereador, que para a colocação da placa de mármore na praça convidou Rita e mãe viúva de Américo, Ivone.

     

    De direita

     

    Não é incomum ver Evandro conversando, dentro ou fora da Câmara, com políticos dos mais diferentes partidos.

    - Aqui tenho uma ótima relação com o Dimas, por exemplo – lembra, se referindo a Dimas Costa, eleito pelo PT e hoje no PSD, e um dos líderes da oposição ao governo Marco Alba (PMDB), a quem Evandro apoia.

    - Tenho posição ideológica clara: sou de direita e sou oposição ao modelo petista. Mas não vejo ganho em atacar por atacar. A política tem que ser feita para as pessoas, não para os partidos – argumenta.

     

    : Evandro foi presentear Lorenzo, filho de Dimas, com a camisa do Grêmio Baby

     

    Sem favorzinho

     

    Essa linha de atuação Evandro tenta levar para dentro do DEM, hoje com uma lista de candidatos a vereador renovada e com muita gente estreando na vida pública.

    - Estamos com uma gurizada pra frente, sem os vícios da política tradicional. Quero distância do toma-lá-dá-cá de cargos ou da política do assistencialismo, do favorzinho, de dar dinheiro, ou depender de serviços feitos pela Prefeitura para conseguir votos.

    - Posso até não ser reeleito, os eleitores é que vão decidir. Mas fiquei 39 anos da minha vida fora da política, não serão quatro anos que vão me fazer mudar o jeito de agir. Um vereador tem que pensar na cidade, não só em resolver um probleminha aqui, outro ali e está bom – argumenta.

    Na presidência do partido, que agora tem sede na parada 79, Evandro prefere uma gestão colegiada.

    - Nosso partido não tem dono. Todos tem voz – diz ele, que também é vice-presidente estadual e pode assumir o comando do DEM gaúcho caso o presidente Onyx Lorenzoni concorra a Prefeitura de Porto Alegre neste ano de 2016.

     

    'Mata-mata' com os Pinho

     

    A ascensão de Evandro passou, usando a linguagem do futebol, por um 'mata-mata' com um cacique do DEM: Francisco Pinho, vereador por duas décadas, vice-prefeito de Acimar da Silva (PMDB) na eleição indireta de 2011, e na eleição direta de Marco Alba, em 2012, e que tinha como braço direito Fred, o filho eleito sucessor na Câmara.

    - Quando o Pinho foi escolhido candidato a vice, muita gente no partido não queria o Fred como candidato à Câmara. Eu não via problema no filho ser sucessor do pai. Só que quando fui o mais votado do DEM, com 1.473 votos, minha vida se tornou um inferno no partido – conta.

    - Um dia abri o jornal e lá estavam os nomes indicados pelo DEM para o secretariado. Fiquei sabendo da lista por ali. Faziam o que queriam e não me consultavam para nada – exemplifica.

    No segundo ano da legislatura, Evandro conseguiu desarmar Pinho com um ‘carrinho’: foi eleito presidente da Câmara pela base de governo.

    - Era um direito meu, por ser o mais votado do partido, mas o Pinho queria o Fred, que poderia assumir a Prefeitura por alguns dias, e como tinha 18 anos seria o mais jovem do Brasil.

    - Ele só aceitou porque eu não concorreria a deputado – recorda.

    Ano passado, Pinho contra-atacou e, ao sair do DEM para o PSD, e depois para o PSDB, levou todos os pré-candidatos, deixando apenas Evandro e Cleo Kail, e o fantasma de não ter votos suficientes na legenda para eleger representante à Câmara nas eleições deste ano.

    - O Onyx confiou em mim e hoje estamos com o partido pacificado e com bons candidatos – avalia, mostrando capacidade de reação ao filiar nomes com densidade eleitoral, como Paulão Aguiar, conselheiro tutelar por dois mandatos.

     

    : Evandro teve o suporte de Onyx para assumir o comando do DEM

     

    Conselheiro Mimo

     

    Para não ser desclassificado no jogo da política, Evandro guarda com ele lições que ouvia do ex-vereador Almerindo Ferreira, o seu Mimo, a quem prestou homenagem póstuma dando o nome de praça na Várzea, e foi seu conselheiro na campanha, entre uma cervejinha e um uisquinho no Bar do Argeu, na 79.

    - A verdade sempre dura mais que a mentira. A gente pode perder um jogo, mas não o campeonato.

    - Nunca joguei pelas regras da política tradicional e não tenho do que reclamar: em quatro anos de política já fui eleito em minha estreia, presidi a Câmara administrando um orçamento de R$ 20 milhões, assumi como prefeito por três dias, sou presidente municipal, e posso ser presidente estadual do meu partido – orgulha-se.

     

    : Presidente da Câmara, Evandro recebe do TCE prêmio por boas práticas de transparência na internet

     

    Um pouco da história - e das histórias - do Evandro

     

    Como ele mesmo diz, “rapadureiro de Santo Antônio da Patrulha”, Evandro Soares nasceu em 27 de dezembro de 1973, filho do caminhoneiro Antônio Carlos e da professora e comerciante Maria Elenita. Casado há 12 anos com Aline, executiva da Samsung e formada em Comércio Exterior, é pai do Bernardo (9).

    A família se mudou para Gravataí quando ele tinha seis anos, e o avô Dorgel resolveu trocar o Armazém Ramos pela madeireira Macol, na parada 71.

    - Moramos até hoje naquela região do São Geraldo - diz.

     

     

    Da boleia à bula

     

    A infância foi de muitas férias na boleia do caminhão do pai, que transportava pneus da Pirelli para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e até para o Nordeste.

    - Muitas vezes comíamos e dormíamos no caminhão – lembra.

    A partir dos 14 anos, o estudante das escolas José Maurício e Dom Feliciano, começou a ajudar a mãe no balcão da madeireira, até a família abrir um negócio do mesmo ramo em Imbé. Na praia, no Instituto Estadual de Educação Barão de Tramandaí, concluiu o ensino médio – e surfou muito nas pranchas Hotstick e Cristal Grafitti – até voltar para fazer o vestibular. Passou em Farmácia, na Ulbra.

    - Sempre gostei da área de saúde. Era leitor de bula de remédio – brinca ele que, após se formar, em 2000, trabalhou nos laboratórios de manipulação das farmácias Aguiar.

     

    : Evandro é o segundo abaixado, da direita para esquerda, na seleção do colégio Dom Feliciano

     

    No coração e na direção

     

    A paixão pelo futebol levou o menino que sonhava ser jogador à direção do clube do coração, que via jogar nas tardes de domingo ao lado do tio Darci. Em 2005, com os parceiros de Olímpico Rafael Souza, Julio Muller e Jeferson Almeida, Evandro entrou para o movimento Grêmio Independente, começou a viver a política clubística e a conhecer o que acontece além das quatro linhas.

    - Há muita busca pelo poder, muita vaidade. Hoje a coisa está mais pacificada, mas a disputa Koff e Odone deixou muitas sequelas – revela, dizendo que são 14 os grupos que convivem na política gremista.

    Em 2010, Evandro foi eleito conselheiro, num mandato que vai até outubro deste ano.

    - Quando fui eleito lá, abri espaço para gente nova aqui, no consulado de Gravataí – diz.

    Em 2011, de janeiro a outubro, Evandro dirigiu as categorias de base do Grêmio. Chefiou a delegação que foi à Taça São Paulo – onde quem mais vingou foi o atacante Leandro, que depois passou por Palmeiras e Santos – e caiu junto com a direção do futebol profissional na demissão de Antônio Vicente Martins.

     

    : Evandro está ao centro, abaixado, no time do Cerâmica Atlético Clube de Gravataí

     

    Da várzea a São Silvestre

     

    Evandro se aventurou pelos gramados como “atacante garçom” de América, Peñarol, Bonamy, Bagé, Santos, Cerâmica, onde disputou aos 17 anos o Estadual de Amadores, e Taquarense - time pelo qual, no mesmo campeonato, em um lance sozinho, rompeu os ligamentos do joelho esquerdo. Ainda voltou a jogar, mas a ruptura de ligamentos do outro joelho encerrou aos 22 anos as peleias mais pegadas pela várzea.

    Hoje, o esporte de Evandro é a corrida. Já disputou até São Silvestre.

    - Quem quiser correr comigo, quartas, sextas e domingo cedinho faço o percurso São Geraldo-Centro.

     

    : O futebol foi trocado pela corrida

     

    OS PRINCIPAIS PROJETOS APRESENTADOS PELO EVANDRO:

     

    “Vou citar o Dia do Paradesporto, que faz com que o município possa oferecer atividades esportivas para pessoas com deficiência. Tenho trabalhado com o prefeito a criação de um espaço adequado para a prática esportiva. Hoje só há ginásio acessível em Porto Alegre. E estou preparando um projeto de Lei de Incentivo à Cultura”.

     

    UM ARREPENDIMENTO NA VIDA PÚBLICA:

     

    “Nenhum que me lembre”.

     

    O EVANDRO PELO EVANDRO, EM UMA PALAVRA:

     

    “Transparente”.

     

    OS PLANOS DO EVANDRO:

     

    “Busco a reeleição para vereador e, depois, quem sabe, algo maior. Ou abrirei espaço para outros. Dois mandatos de vereador são suficientes. Não penso em me perpetuar na Câmara”.

     

     

    O QUE DIZ PARA O ELEITOR QUE NÃO ACREDITA MAIS NOS POLÍTICOS:

     

    “Essa conversa é sempre um desafio. Como nunca tinha ocupado nenhum cargo, ou concorrido antes, fiz campanha vendendo o novo e fui eleito. O que digo hoje é que é preciso confiar nas pessoas certas, e que não se pode largar de mão, que uma mudança de cultura na política ainda deve levar gerações para acontecer. Em relação a mim, procuro conversar olho no olho e mostrar que sou do bem”.

     

    UM POLÍTICO ADMIRADO PELO EVANDRO:

     

    “Onyx Lorenzoni”.

     

    O(A) CANDIDATO(A) A PREFEITO(A) DO EVANDRO:

     

    “Marco Alba”.

     

    :

     

    O SELFIE DA CAPA

    Na série de perfis com os 21 vereadores eleitos, para a chamada de capa o SEGUINTE: pediu que cada um fizesse um selfie, em um lugar que considera simbólico da cidade. EVANDRO SOARES fez o seu no Vieirão, estádio do Cerâmica.

     

     

    : A foto que ilustra o perfil do Evandro na capa do SEGUINTE: 

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