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GRAVATAÍ, 23/07/2018

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    Game of Thrones Gravataí

    Cláudio Ávila e Daniel Bordignon jogam partida de xadrez

    APOSTA DO SEGUINTE: Cláudio Ávila será o vice de Bordignon

    por Rafael Martinelli | Publicada em 27/04/2016 às 16h07| Atualizada em 29/04/2016 às 13h40

    O xadrez é diferente da dama porque é improvável calcular todos os movimentos de quem disputa uma partida com você, caso seja um ser humano.

    A última peça mexida no Game of Thrones da aldeia é o lançamento de Cláudio Ávila como candidato a vereador.

    Aconteceu na segunda-feira à noite, com a bênção de Daniel Bordignon e a trova de Pompeo de Mattos, na sede do PDT de Gravataí.

    Para quem não tem paciência e prefere o xadrez com relógio, o SEGUINTE: dá o tapa no botão.

    E a manchete:

    Ávila será o vice de Bordignon.

    Ávila, o advogado, vice-presidente do PDT e idealizador do impeachment da prefeita Rita Sanco (PT).

     

    : Pompeo de Mattos, presidente estadual do PDT, veio para reunião do partido em Gravataí

     

    Balão de Carli

     

    O balão a la Adeli de Carli foi solto para criar um problema para o qual já há uma solução.

    Ávila candidato à Câmara – não será agora a análise sobre ter, num início de campanha, mais que o próprio voto – cria um terror entre os pré-candidatos, que logo ali será serenado com uma ovação a ele como vice.

    Como é o ressuscitador do PDT na aldeia e – em política, às vezes isso equivale a Deus: - o centro financeiro da campanha de todos no partido, tê-lo como candidato alimenta no consciente coletivo dos que acordam e dormem com o sonho, delírio ou realidade de serem eleitos, a idéia de que a campanha do chefe terá a maior atenção e estrutura que as suas.

    Apoiá-lo como vice resolve tudo. Tira um concorrente do páreo e tudo fica bem em casa.

    Será natural e inevitável que ele tenha o apoio de todo o PDT.

     

    De papel passado

     

    Não é nada ilógico ou surpreendente Ávila ser o vice. Qualquer neófito na política já desconfiava que ele não iria preparar todo o palco para o show e se retiraria como um mecenas abastado que só está ali pelo amor à arte ou ao artista.

    A exigência – aqui, uma descrição de ação usada pelo jornalista – é natural. Mal comparando, porque nem o diabo (se ele e Deus existissem) mereceria tal comparação, Eduardo Cunha já disse que “em política não existe lugar vazio”.

    E Ávila apenas se move para ganhar o que já é dele quase que por direito: no caso de vitória na eleição, um lugar ao lado de Bordignon, mas um lugar firmado em um mandato, eleito como vice, e não apenas na - tão relativizada na política – ‘palavra de honra’.

     

    O número 2

     

    É ilusão tentar compreender o movimento de segunda-feira como uma ‘coisa da cabeça do Cláudio’. Ávila é hoje o número 2 de Bordignon, como já o foram, entre os mais famosos, Sérgio Stasinski, Rita Sanco e – talvez mais para fora do que para dentro – Dimas Costa.

    Se por gosto, ou circunstância, só os dois, Bordignon e Ávila, ou um deles, pelo menos, poderia, mas não vai, esclarecer.

     

    De aniversário

     

    - A idéia da candidatura a vereador foi lançada para eu fazer uma linha de defesa mais incisiva e preservar o Bordignon e os candidatos a vereador em uma campanha que tende a ser muito pesada – explica Ávila.

    - Mas é uma novidade para mim, que sempre fui um cara dos bastidores, pensar em enfrentar as urnas. Antes de responder, vou compartilhar a idéia com as pessoas que me cercam e me ajudam. Mas não falamos em vice – despista, dizendo que tem reunião marcada para o dia 12 com apoiadores.

    Quem sabe o dia 24 de junho, seu aniversário, será um bom dia para um grande lançamento como candidato a vice, com direito a um CTG Aldeia dos Anjos lotado?

     

    Xeque-mate básico

     

    Aonde vai o peão Alex Peixe, vereador que o próprio Ávila atraiu para o PDT e desde logo foi apresentado como candidato a vice de Bordignon, não se sabe ainda.

     

    Um pouco da história – e das histórias – do Cláudio Ávila:

     

    Quem convive, ou conhece um pouco mais do Cláudio Ávila, sabe que ele é daquelas pessoas que a vida ensinou na marra a correr atrás do que se quer e a se virar sozinho.

    Aos cinco anos, a mãe e o pai abriram mão de sua guarda para ser cuidado pelo irmão Renato, 30 anos mais velho, e a esposa Lurdes. Dois anos depois, o casal se separou e a tia, que de início era pouco simpática à adoção do menino, não aceitou a sugestão do ex-companheiro de ‘devolver’ a criança.

    Assumiu ela a criação, como uma mãe.

     

    De chapeador à banca de rico

     

    Aluno do turno da tarde na escola municipal Vânius Abílio dos Santos, na Vila Branca, parada 66 de Gravataí, Ávila passava as manhã na creche da Associação do Bem Estar do Menor de Gravataí (Abemgra) da Guilherme de Almeida.

    O primeiro emprego, para ajudar na casa sustentada pela auxiliar de enfermagem do Sanatório do Partenon, em Porto Alegre, foi uma necessidade logo aos 13 anos, como auxiliar numa oficina de chapeação na parada 72.

    - Já passei muita dificuldade – conta.

    Antes dos 14 anos, também foi balconista na vizinha agropecuária do Xirú, e depois atendente no McDonald´s do Shopping Iguatemi e office boy, até descobrir a política na eleição de Olívio Dutra para governador em 1998.

    - Para quem viveu aquilo, talvez seja insuperável. Uma eleição onde as pessoas pegavam bandeiras e iam às ruas fazer campanha acreditando realmente que as coisas poderiam mudar – recorda.

    À época no PT, Ávila trabalhou em um comitê no bairro Cristo Redentor, em Porto Alegre. Até sair do partido “depois do escândalo do Clube da Cidadania” e trabalhar, por dois anos, como assessor do vereador Jarbas Tavares da Silva, então no PCdoB.

    A saída do PT não o impediu de fazer, em 2002, um movimento que foi a sua cara: entrou no PPS de Antônio Britto e, em meio à campanha ao governo do estado, vencida por Germano Rigotto (PMDB), abriu uma dissidência em favor de Tarso Genro (PT).

    Naquele tempo, Ávila dizia aos amigos que juntava dinheiro para viajar o mundo de mochila nas costas. Um sonho que trocou pelo casamento com Angélica, adolescente como ele, que conheceu na Capital, casou e teve o filho Vitor, hoje com 7 anos.

    Pai recente começou a estudar Direito na Unisinos, “tendo dinheiro apenas para uma das 59 mensalidades”. Quando as contas apertavam para uma rematrícula ouviu sobre um estágio no escritório comandado por um dos advogados mais conceituados no Rio Grande do Sul, Danilo Knijnik.

    Caiu nas graças da banca.

    A bolsa de estágio, hoje equivalente a R$ 400, passou a ser engordada até ser suficiente para pagar a faculdade e viver em família.

     

    Tsunami na ‘terra da GM’

     

    Formou-se em 2009 e morava em Porto Alegre quando Gravataí voltou a ser seu mundo, a partir de um convite do advogado Carlos Felipin para montar um escritório “na terra da GM”.

    Em uma das primeiras causas, desaguou como um tsunami na política local. Foi ao representar a professora Liege Regina da Silva, a ‘Liege do Santa Rita’, em um litígio entre a então diretora da escola municipal e a Prefeitura.

    A guerra travada com o governo municipal precipitou uma aproximação com o vereador Ricardo Canabarro. Ávila começou a operar politicamente dentro do PV e usou a experiência adquirida como advogado de defesa em um processo de cassação do prefeito de Palmares do Sul, Ernesto Ortiz, pai da hoje deputada estadual Any Ortiz, para criar as bases de um vitorioso processo de impeachment da prefeita de Gravataí Rita Sanco (PT), em 2011, baseado numa trivial renegociação de dívida do governo com a CEEE.

     

    O tampão, o domingo, o rei e a culpa

     

    A articulação e a fama o tornaram um ‘todo poderoso’ no governo tampão de Acimar da Silva (PMDB), além de freqüentador de domingo da casa do então deputado estadual Marco Alba (PMDB).

    A relação não durou até a eleição de 2012. Uma troca de mensagens ofensiva com o prefeito Acimar, sabe-se-lá o porquê, antecipou a saída do governo e Ávila aderiu, e já foi para a linha de frente, da candidatura de Anabel Lorenzi (PSB) à Prefeitura.

    - O que disse na época eu cumpri: Gravataí não teria mais rei – orgulha-se.

    Marco Alba foi eleito prefeito com 51.283 votos, 29.529 votos a menos que os 80.812 somados por Anabel e Daniel Bordignon (PT).

    Depois disso, foi linha de frente das campanhas de Anabel a deputada federal e Miki Breier - que depois assessorou na Assembleia Legislativa - a deputado estadual, em 2014.

    - Como articulador do impeachment sempre me senti culpado pelo governo Marco Alba. Quando, no dia seguinte da eleição, Miki disse que a vitória de Sartori no Estado indicava uma aproximação com Marco em Gravataí, fiquei com medo de uma intervenção do PSB e sai – discursa.

    Foi quando começou a aproximação com Bordignon. Primeiro, para tentar uma chapa Bordignon-Anabel, ou Anabel-Bordignon que, quando não vingou, deflagrou a montagem do PDT, até chegar ao ultimato para o ex-prefeito deixar no passado os 35 anos de PT e se filiar aos trabalhistas para manter o apoio à candidatura a prefeito.

     

    Das Leis de Newton

     

    Nesse meio tempo, enquanto a dona Lurdes voltou à casa de Ávila para ajudar a criar o pequeno Vitor, e conheceu a nova companheira Natália Fonseca, muita gente ‘saiu’ do seu caminho.

    É milenar o Princípio da Impenetrabilidade, uma das Leis de Newton, que ensina que "dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo".

    A aposta que o SEGUINTE: faz é que dois corpos estarão lado a lado na eleição: Daniel Bordignon, a prefeito, Cláudio Ávila, a vice.

     

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