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    Negão, cão comunitário que mora na Câmara também ficou ferido na batalha campal de hoje pela manhã

    Do Miki ao Negão, do MST ao grevista espancado

    por Rafael Martinelli | Publicada em 30/03/2017 às 20h32| Atualizada em 06/04/2017 às 13h41

    Hoje não é um dia feliz para Miki Breier. Um humanista, criado nas comunidades eclesiais de base da igreja católica e que embalou sonhos de que um mundo melhor é possível ao som do violão e canções do padre Zezinho, não tem como dormir direito nesta noite.

    Ninguém tem, ao lembrar do grevista agredido a cadeiradas por um brigadiano, em frente à Câmara de Cachoeirinha, na votação de mais um projeto do já, além fronteiras, famoso ‘pacotaço’.

    Mesmo que em relação à violência sua culpa como prefeito seja colateral, e os ajustes que propõe mostrem-se necessários para equilibrar uma Prefeitura que (pelo menos com o silêncio em relação ao que faziam os companheiros de PSB nas últimas gestões) pode ter ajudado a quebrar, é inevitável refletir que algo está dando muito errado neste início de governo.

    O diálogo, qualidade associada a Miki nas quase quatro décadas de vida pública, a cada um dos 25 dias de greve parece substituído por um autismo político de parte a parte.

    Porque se há luz no fim do túnel, as ações de tantos parecem querer apagá-la.

    Será preciso alguém perder o olho por um estilhaço, ou um cadáver (uma pessoa morta, não um cadáver político) para conter essa marcha da insensatez que confronta o governo e o funcionalismo, na maior greve da história da cidade?

    Quase ninguém sabe, e Miki é um dos poucos que pode confirmar, que quando foi prefeito por uma semana, Gravataí ‘deu no New York Times’. Era julho de 1997, quatro meses após a GM anunciar que instalaria a maior montadora do mundo na aldeia dos anjos. O prefeito Daniel Bordignon tinha viajado para Betim, para testemunhar o impacto da Fiat naquele município, e desmitificar as projeções de que Gravataí chegaria a 1 milhão de habitantes em 10 anos. Na segunda-feira da volta, durante a reunião da coordenação de governo, tocou um dos dois únicos celulares da época.

    - Prefeito, o que o senhor vai fazer sobre a invasão que o MST fará na GM nesta madrugada? – perguntava Nelson Proença, secretário do Desenvolvimento e Relações Institucionais do governo Antônio Britto (PMDB), que recebera informações da P2.

    - Nada – respondeu Bordignon, então o ‘malvado favorito’ dentro do PT, após botar até o boné da GM no dia do sim à multinacional paparicada a polpudos incentivos fiscais.

    Ao desligar, Bordignon questionou se o vice-prefeito, ligado à Articulação de Esquerda, corrente do PT muito próxima aos sem-terra, sabia dos planos de ocupação. Miki disse que sim - e há dias.

    O som do seu silêncio permitiu, e permite ainda hoje interpretar que, idealística e ideologicamente, Miki tinha decidido por deixar o movimento social seguir seu curso.

    Vinte anos depois, sentado oficialmente na cadeira de prefeito, agora de Cachoeirinha, Miki testemunha o movimento social dos servidores feder a gás de pimenta.

    Não é uma culpa direta sua, reafirme-se. Foi um brigadiano, não ele a bater uma, duas, três, quatro vezes com uma cadeira de praia numa pessoa caída, algo filmado para o mundo assistir. Mas cresce a responsabilidade de alguma coisa ser feita. Talvez buscar pessoalmente uma mediação neste perigoso momento, quem sabe usando os conselhos e a experiência de sindicalista do grande fiador do projeto que governa há 17 anos e é apontado por muitos como o melhor prefeito da história de Cachoeirinha: o deputado federal José Stédile.

    Greve sempre acaba. Até a de 60 dias do magistério estadual nos anos 80 teve seu fim. Mas tudo tem um custo. O governo precisa continuar legítimo. Miki, sua bonita biografia e seus planos para Cachoeirinha, também. E ninguém consegue governar em guerra total.

    Não deve estar nada confortável a um socialista, histórico amigo dos movimentos sociais, ter-se tornado o vilão do funcionalismo, em uma cidade onde servidores e suas famílias representam mais de 10% da população.  

    E, ao menos publicamente, apoiado apenas pelo Centro das Indústrias.

    Que Miki tenha clareza para colocar em prática o discurso que muito usa de construir pontes, não muros.

    Porque neste inesquecível, por vergonhoso, 30 de março de 2017, até o Negão, o ‘CC’, cão comunitário cuidado pelos funcionários da Câmara, restou ferido.

     

    Assista ao vídeo onde PM bate em grevista com cadeira

     

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