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GRAVATAÍ, 21/11/2017

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    2020

    David Almansa é o presidente do PT de Cachoeirinha para o biênio 2017-2018

    PT: esperança vai de All Star

    por Rafael Martinelli | Publicada em 21/06/2017 às 18h31| Atualizada em 26/06/2017 às 15h20

    Caminha pelos All Stars de um millennial uma das esperanças do PT de Cachoeirinha para voltar à Prefeitura 20 anos depois. David Almansa, desde abril presidente do partido e, apesar da não eleição, o candidato a vereador mais votado da oposição e o 11º de toda cidade, é desde já candidatíssimo em 2020 à cadeira que os petistas ascenderam pela primeira vez em 2000 com José Stédile.

    - Não é um sonho, é uma meta – confidenciou em entrevista agora há pouco ao Seguinte: o sociólogo de 26 anos que ocupa lugar também no diretório estadual do partido de Lula, Dilma, Olívio, Tarso & Cia.

    Almansa é um símbolo ambulante de uma galera que sentiu o gosto dos programas sociais do partido. A mãe Cláudia foi beneficiária da Bolsa Família, até entregar o cartão e hoje trabalhar como auxiliar administrativa de uma multinacional do município. Ele se formou em sociologia na PUC após passar no Enem e ganhar uma bolsa do ProUni. O irmão, Gustavo, cursa Odontologia na Ufrgs pela cota social de vagas. A casa própria da família é financiada pelo Minha Casa, Minha Vida.

    - O PT mudou a vida de muita gente, principalmente dos mais pobres e carentes de oportunidades – testemunha, percebendo uma mudança no sentimento de antipetismo, que teve um ápice nos meses anteriores e posteriores ao impeachment de Dilma Rousseff.

    - Hoje as pessoas sabem que essa gangue que saqueia o Brasil e é comandada por um presidente gravado ao cometer crimes, tem tentáculos em toda corrupção das últimas décadas. O PT teve seus erros, mas figuras que cometeram desvios, como José Dirceu, Antônio Palocci e Delúbio Soares estão presos – compara o cachoeirinhense, filho do petista histórico Paulo Borges, que nos anos 80 foi líder comunitário da Granja Esperança e hoje é dono de um minimercado no Xará, em Gravataí.

    - Uma memória marcante da minha infância é o pai, com uma bandeira, me botando no carro para comemorar em 98 a vitória do Olívio, de quem sou fã – recorda o ex-aluno da Osvaldo Camargo, escola estadual da Nova Cachoeirinha, onde aos 14 anos começou a militância política no grêmio estudantil, ao lado do amigo Aurélio, e sob influência dos debates com as professoras Adriani e Carmem, esquerdistas, Leila, peemedebista, e Lair, uma anarquista.

    - Era um período rico em organização dos professores. Hoje as escolas parecem retraídas, com uma nova geração de professores mais distantes da organização política – observa, se referindo ao período entre 2006 e 2008 quando mobilizou a turma para o Queremos o Ginásio, Já!, campanha que amadureceu e neste ano tem previsão de conclusão da obra.

    - O ginásio é uma luta de gerações. Uma conquista de uma década – comemora, dizendo-se ainda hoje um apaixonado pela escola, onde se orgulha de, nos três anos de vice e presidência do grêmio, ter colaborado para a criação do recreio cultural e da terça oficineira, com teatro, música, dança e capoeira.

     

    Além dos muros da Osvaldo

     

    O salto do pátio e das salas da escola para a disputa político-partidária na rua e nos gabinetes se deu nos oito anos do governo Vicente Pires (PSB). Quando o prefeito anunciou que não convocaria a conferência da juventude, Almansa aproveitou a brecha que o edital do governo federal dava para representantes da sociedade e fez acontecer.

    Em 2008, cinco anos antes das jornadas de 2013 e o ‘não é por 20 centavos’, também sacudiu a galera em passeatas que cobravam um transporte coletivo mais barato e de melhor qualidade.

    No megafone, ainda gritou o Fora Yeda com outros adolescentes de Cachoeirinha que se somaram às mais de 15 mil pessoas que protestaram no Centro de Porto Alegre contra as escolas de lata e a enturmação, no que para muitos foi o ápice do movimento estudantil no município.

     

    O emprego pela campanha

     

    A paixão pela política fez Almansa aos 16 anos - ansioso para votar pela primeira vez e por seus agitos premiado no PT com a secretaria da juventude - largar o primeiro emprego no Big de Gravataí para fazer campanha para o casal Leonel Matias para prefeito e Aline Cruz para vereadora.

    - Daniel Bordignon ainda estava no PT e do ônibus eu via a efervescência do partido em Gravataí. Queria isso em Cachoeirinha também – recorda, sobre a campanha em que seus candidatos ficaram em segundo lugar e primeira suplente.

    Já na PUC, Almansa dividiu-se entre o punk movimento estudantil universitário (quando foi um dos mediadores da eleição que derrubou uma dinastia de 20 anos de um grupo frente ao DCE da PUC, conduzindo-o à secretaria-geral da União Estadual do Estudantes – Livre) e a vida partidária, como coordenador de relações institucionais do PT gaúcho e por cargos burocráticos na Secretaria de Administração do Estado, sob o comando de Stela Farias – para quem fez campanha a deputada estadual em 2010.

     

    A primeira vez

     

    - Em 2012, colocamos em prática uma idéia que tínhamos desde meus 15 anos, lá no grêmio estudantil da Osvaldo: uma candidatura da juventude – conta o estudante que para fazer campanha trancou o segundo semestre na faculdade e, apesar de não ter sido eleito, foi depositário de 689 votos, que o tornaram o jovem mais votado da história da cidade até hoje.

    A única eleita, Rosane Lipert, fez 934 votos com o mandato em curso. Leonel Matias, uma das maiores lideranças do partido e com duas décadas de campanhas, fez 840.

    - A partir dali o partido começou a me enxergar com outros olhos – percebe o jovem que ascendeu à vice-presidência do PT em 2013, mesmo ano em que foi convidado para uma assessoria especial do deputado federal Henrique Fontana, muito ligado a Leonel e Aline, dos quais começou a se distanciar.

    - Via muito centralismo político numa figura só – resume uma relação que se deteriorou até explodir nas eleições de 2016 e implodir na eleição interna do PT em 2017.

     

    O 'guri de merda'

     

    Almansa diz que defendia a candidatura própria à Prefeitura, mas como vice-presidente não teria sido consultado sobre a retirada da candidatura de Aline Cruz em nome da construção de uma unidade das oposições.

    - Quando fui convencido de que o melhor caminho era apoiar a candidatura de Antônio Teixeira (Rede), houve um recuo e uma candidatura de última hora do Leonel. Isso, além de nos fazer perder a eleição, levou o PT a 30 anos depois não ter representação na Câmara de Vereadores – lamenta.

    A fraca nominata de candidatos do partido, que concorreu sem coligação, custou a eleição ao próprio Almansa, que além da sua galera teve o apoio de figuras históricas do partido, como o ex-vice-prefeito José Bauer e referências comunitárias ligadas à igreja Católica como Gentil de Assis e Maria Auxiliadora.

    - Unimos a novidade à raiz do PT. Com R$ 6 mil, contando o valor do carro que o cara tem que declarar, recebi 1.284 votos – orgulha-se, lamentando a falta de apoio que recebeu da campanha majoritária de Leonel, já seu desafeto.

    - Achava que Antônio Teixeira era a melhor alternativa para ganharmos a eleição, mas de não fazer campanha para nosso candidato ninguém pode me acusar. Eu brigo dentro do partido, mas depois de uma definição não sou de meio termo – garante, ainda magoado por ter sido chamado por companheiros, ao vivo, nos bastidores e pelas redes sociais, de ‘moleque’ e até ‘guri de merda’ – o que rendeu uma histórica postagem sua, após a eleição para a presidência do PT, quando escreveu que o guri de merda tinha vencido.

     

    Chega de briga

     

    Almansa garante que a vitória de 9 de abril, onde ao fim concorreu em chapa única pelos adversários – leia-se principalmente Leonel e Aline - não terem inscrito candidatura, virou a página.

    - Nos meus 10 anos de PT de Cachoeirinha vi muito apego ao passado, velhas críticas à saída do Stédile, aos traidores do partido. Acho que é hora de olhar para o futuro – argumenta, contando já ter conversado com lideranças do próprio PT, como Volnei e Ivolnei Borba, do PCdoB, como Rosane Lipert e Irani Teixeira, e da Rede, como Antônio Teixeira, para buscar uma reaproximação das oposições e até uma candidatura única.

    - Não tenho mais corrente interna. Há um movimento entre petistas do Brasil todo entendendo que a política de tendências, que num primeiro momento ajudou a democratizar as decisões, há anos se tornou uma disputa de grupos de interesses pessoais – analisa o hoje assessor do deputado estadual Tarcísio Zimmermann, que foi do núcleo duro do governo Olívio e é um dos políticos mais à esquerda entre os petistas, com quem divide um "movimento" O Petismo É Maior.

    - O petismo verdadeiro, dos movimentos sociais, é maior que a burocracia partidária. 

     

    O Carnaval tem fim

     

    A vibe de Almansa ao falar do futuro PT é de esperança.

    - No Vale do Gravataí muitas lideranças importantes trocaram o PT por interesse eleitoral. Eu fiz o inverso: reafirmei o sentimento petista e minha votação prova que deu certo – argumenta, apostando em Lula em 2018, mas alertando para uma necessidade de renovação no partido em todos os níveis de poder.

    - Lula é a maior figura da esquerda nas últimas quatro décadas, um gigante político nacional e internacional. Que partido no mundo tem uma figura como ele? Em 2018 ele é fundamental para as forças populares voltarem a governar o Brasil. Mas não podemos ficar eternamente luladependentes – analisa o presidente petista, que com a mesma transparência e naturalidade fala do futuro político em Cachoeirinha.

    - Há um movimento para que eu seja candidato a deputado federal. Mas não serei candidato de mim mesmo. E, para 2020, há toda uma construção, mas tenho como meta um dia governar a cidade onde nasci – admite, dando um grrrrr no governo Miki e na dinastia do PSB na cidade.

    - Quando Miki se elegeu, achei que faria um bom governo, principalmente por não ter reivindicado o legado do Vicente. Mas não apresentou nada novo. O prefeito leva a Prefeitura aos bairros e promete até tirar o sal da água do mar, mas na prática não faz nada e é um governo que não precisou de 100 dias para estar em frangalhos. Perdeu a base social e vive uma crise política com sua base de sustentação na Câmara – avalia, comparando Miki ao governador José Ivo Sartori.

    - O jeitão é igual e a política é a mesma, para a sociedade, para o funcionalismo... É o Sartori II.

    Para Almansa, o Carnaval do PSB “da passagem de ônibus mais cara do Brasil, do prefeito com o maior salário e das obras cobertas de mato” chegou ao fim.

    - Não bastará ao Stédile, que é o grande mentor de todos eles, trocar de partido e tentar se descolar de Vicente, de Miki, de Sartori e de Temer, como parece estar tentando fazer.

    O presidente do PT está convidando lideranças de PCdoB, Rede e PSOL para, neste domingo, participarem de atividade do PT no CTG Sinuelo da Amizade.

    – Ano passado nós da oposição demos a eleição para o Miki. Em 2020, não faremos isso novamente – aposta, pedindo para deixar um apelo, principalmente aos jovens como ele:

    - Não há alternativa fora da política. É ela que define o preço do arroz, do feijão, o salário do trabalhador. Não é criminalizando e se afastando dela que resolveremos o problema do país. O setor financeiro, o alto empresariado e os grandes meios de comunicação precisam do poder público para crescer e se conseguirem afastar o seu João e a dona Maria da política, fica mais fácil para tomarem tudo de nós.

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