notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 23/02/2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    grêmio tri

    Marcelo Soares, a direita apenas na foto

    A festa do Grêmio e as esquerdas

    por Marcelo Soares | Publicada em 30/11/2017 às 17h34| Atualizada em 02/12/2017 às 17h12

    Seguinte: pediu e jornalistas, colunistas e articulistas gremistas que tem ou já tiveram alguma relação com a região estão mandando artigos sobre o tri. Esse é do Marcelo Soares

     

    Em tempos de crescente debate e zoeira nas redes sociais a conquista do tri campeonato da Libertadores da América pelo Grêmio gerou diferentes reações,  conforme o time para o qual torcemos ou a relação que temos com o futebol.

    Teve muita alegria, secação, corneta e uma boa dose de recalque dos colorados após a vitória do Grêmio, desmerecendo o Lanus como um time de bairro, esquecendo que este time é o atual campeão argentino e fez a melhor campanha da Libertadores.

    Mas o que mais me irritou foram as críticas de amigas e amigos de esquerda à festa da torcida gremista, com colocações do tipo “porque eles não vão pras ruas contra a reforma da previdência”, “futebol é o ópio do povo”, etc. Como se todos os retrocessos sociais que vivemos recentemente fossem culpa da alienação do povo, o mesmo povo que nas últimas quatro eleições elegeu os candidatos do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República e apesar de algumas políticas compensatórias não viu nenhuma mudança estrutural no país, e pior que isso, assistiu a repetição das alianças com políticos das antigas oligarquias e práticas de corrupção que tanto eram criticadas pela esquerda quando na oposição.

    Lembro quando jovem da emoção que sentia ao assistir as grandes conquistas do Grêmio no saudoso estádio Olímpico, mas também nos comícios do PT, nas falas do Olívio, do Lula e outras de nossas lideranças populares. Ao contrário dos dias atuais a política era vista como uma coisa boa, uma expectativa de mudança positiva na estrutura social profundamente desigual do Brasil. As bases reconheciam e se sentiam representadas por suas lideranças políticas e sindicais, porque elas falavam a sua língua e estavam presentes nas suas lutas do dia a dia.

    Hoje, após o golpe que na verdade foi uma traição das elites aliadas no projeto lulista de conciliação de classes, culpamos a falta de mobilização do povo, mas não fazemos uma autocrítica do quanto nos distanciamos da sua realidade, abrindo espaços para o trabalho das igrejas evangélicas que há anos amassam o barro nas periferias das grandes cidades, ou nas comunidades rurais mais longínquas. E o que vemos nas esquerdas são as críticas ao apego popular pelos times de futebol, às suas preferências musicais e manifestações de religiosidade, em uma demonstração de elitismo e vanguardismo que só amplia esse distanciamento.

    Da minha parte quero dizer que continuo sendo um apaixonado pelo futebol e gremista de quatro costados, de quem assistiu no Velho Olímpico a conquista da nossa primeira Libertadores da América, vibrou com o Mundial e sofreu nos últimos anos com a hegemonia colorada, para renascer ano passado com a conquista do penta na Copa do Brasil e agora com o tri da Libertadores. Não me envergonho de xingar um juiz, um jogador perna de pau ou um técnico burro, de chorar de tristeza nas derrotas e de alegria nas grandes vitórias como a de ontem, um título de Libertadores conquistado na Argentina, algo que só Santos conseguira nos seus tempos de Pelé.

    E justamente por não me considerar um intelectual de vanguarda, mas como defende Boaventura de Sousa Santos, um intelectual de retaguarda, que se constrói e se fortalece no interior das lutas populares, quero estar cada vez mais presente e valorizar as genuínas manifestações esportivas e culturais do nosso povo. Um povo que está sendo cada vez mais afastado das grandes e modernas arenas dos nossos clubes de futebol, mas mantém o vínculo e cultiva a história das suas façanhas.

    Porque só um gremista apaixonado conhece a importância dos nossos camisas 7 nas conquistas da Libertadores da América, de Renato, Paulo Nunes e agora Luan. Só quem enfrentou a Batalha dos Aflitos pode passear na Fortaleza do Lanus como se estivesse em casa. E só quem invejou as conquistas do seu maior rival pode saborear as do seu time do coração, como a que o meu tricolor imortal fez ontem, para desespero dos secadores e empáfia das esquerdas, que conseguem ver alienação onde só existe paixão.

    E vamos em frente meu Grêmio, porque não queremos acabar, mas azular ainda mais este planeta cada vez mais cinza.

     

    Marcelo Soares é sociólogo e gremistão.

    • câmara
      Nadir vai contra o prefeito na polêmica do IPTU
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      A suspensão da audiência pública do IPTU e das vaias
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      Quer trabalhar num super? Saiba como!
      por Silvestre Silva Santos
    • carnaval 2018
      A Onça Negra não vai beber água no Porto Seco este ano
      por Silvestre Silva Santos
    • gravataí
      Quem assume mandato com cassação de vereadores
      por Rafael Martinelli
    • mobilidade urbana
      Será o fim dos quebra-molas na zona urbana?
      por Silvestre Silva Santos
    • câmara
      7 coisas sobre audiência pública do IPTU
      por Rafael Martinelli
    • exposição
      Tem som de museu no Gravataí Shopping
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • vereadores
      Como manter mandato mesmo com cassação no TRE
      por Rafael Martinelli
    • caso das laranjas
      Três vereadores de Gravataí podem ser cassados dia 26
      por Rafael Martinelli
    • rio limpo
      Navegando com pachamama ao futuro do Gravataí
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • série prefeitos
      10 coisas que Marco fez em Gravataí
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • série prefeitos
      10 coisas que Miki fez em Cachoeirinha
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • série prefeitos
      10 coisas que Darci fez em Glorinha
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.