Uns, quando chegam a Porto Alegre para reuniões na Sociedade Educação e Caridade (SEC), da Congregação das Irmãs do Imaculado, desembarcam no Aeroporto Salgado Filho. Outros vêm de mais próximo e dispensam as viagens de avião. Vão aos encontros de negociação de carro mesmo.
Estes são os indicativos de que um dos grupos que está interessado na compra do Hospital Dom João Becker (HDJB), de Gravataí, é de fora do Rio Grande do Sul. O outro é daqui mesmo, do estado. Foi o que disse agora à tarde o assessor da mantenedora do hospital, a SEC, Iron Augusto Müller.
De acordo com ele, as negociações continuam e ainda não há um desfecho. A única certeza é a intenção que a Sociedade Educação e Caridade tem: vender o único hospital de Gravataí.
— É uma negociação que se arrasta, que está demorando, mas isso é porque envolve uma burocracia muito grande — disse Iron.
Perguntado se o negócio pode ser comparado a um extenso folhetim global, daqueles das 21h, Iron apenas riu e disse que “aos poucos a coisa está andando”. O assessor explicou que os entendimentos estão “mais adiantados” com o grupo que vem ao estado de avião.
Iron continua fazendo mistério sobre quais são as empresas interessadas em comprar o HDJB, assinalando apenas que são organizações detentoras, cada uma, de redes hospitalares. Falar em valores, também nem pensar. É tema mantido a sete chaves e ele até jura que não conhece as cifras envolvidas.
Para encerrar a conversa, solícito e atencioso, ele repetiu o que há meses fala a cada novo contato do Seguinte:.
— Me liga de novo daqui uma semana! Quem sabe a gente já tenha alguma coisa mais concreta para falar.
Então, combinado. Até a semana que vem, Iron.