Um encontro interinstitucional realizado na terça-feira (24) reuniu representantes das secretarias municipais de Educação (Smed) e de Desenvolvimento Humano e Capacitação (SMDHC), além de autoridades do Judiciário e do Governo do Estado, para discutir estratégias conjuntas de prevenção à violência em Gravataí
Participaram do evento a juíza Valéria Willhelm, da 1ª Vara Criminal do município, e a ouvidora da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado, Silvana de Oliveira.
O eixo central da reunião foi a construção de ações articuladas que aproximem pais e filhos, entendendo o ambiente familiar como ponto de partida para a formação cidadã e a redução de conflitos sociais.
Durante o encontro, foi apresentado o projeto “Tema de Casa: Uma Lição de Vida”, iniciativa que utiliza o ambiente escolar como elo para fortalecer o convívio familiar.
A proposta parte de um princípio considerado essencial pelos organizadores: afeto, diálogo e presença ativa na rotina das crianças são ferramentas decisivas para a formação emocional e social dos jovens — e, consequentemente, para a construção de uma sociedade menos violenta.
A cartilha desenvolvida pelo projeto é direcionada a pais e responsáveis, estimulando reflexões sobre o papel da família na formação dos filhos. O material também apresenta sugestões de atividades práticas e brincadeiras que incentivam momentos de qualidade em família, promovendo escuta, convivência e aprendizado.
A secretária municipal de Educação, Aurelise Braun, destacou a importância da articulação entre diferentes setores.
“Iniciativas como o projeto Tema de Casa mostram a força que a união entre os setores tem em prol de um objetivo fundamental, o fortalecimento do convívio familiar. Que mais setores possam se inspirar e apoiar causas como essa”, afirmou.
Para as secretarias envolvidas, o encontro simboliza um avanço na integração entre educação, justiça e políticas de direitos humanos. A compreensão compartilhada é de que o enfrentamento à violência não começa apenas com repressão, mas com prevenção — e que essa prevenção passa, necessariamente, pelo ambiente familiar.
A estratégia apresentada reforça a ideia de que políticas públicas voltadas à cultura de paz exigem ações estruturadas, diálogo entre instituições e participação ativa da comunidade.






