CULTURA

Aos 12 anos, autora de Gravataí lança livro que transforma amarelinha em inclusão

A brincadeira que atravessa gerações ganha novas cores — e novos significados — nesta quarta-feira (18), em Gravataí. A Casa de Cultura recebe o lançamento de Amarelinha: Passos que Unem, primeiro livro da jovem Isabella Andrade de Menezes, de apenas 12 anos. Mais do que uma estreia literária, a obra nasce como um convite: olhar o mundo com a simplicidade — e a potência — da infância.

A iniciativa tem apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

No livro, a amarelinha deixa de ser apenas um desenho no chão. Cada salto vira descoberta. Cada casa numerada, um encontro. Cada percurso, uma história.

Inspirada em diferentes culturas, a obra percorre variações da brincadeira ao redor do mundo, conectando personagens que representam diversidade, inclusão e pertencimento. A proposta é clara: mostrar que brincar também é uma forma de aprender — e de incluir.

Inclusão que nasce da infância

Um dos diferenciais da publicação está nos personagens. O leitor escolhe entre oito bonequinhos para acompanhar a jornada — meninos e meninas que representam diferentes realidades. Entre eles, crianças com síndrome de Down, autistas e com óculos dividem espaço com outros perfis, em uma construção natural e sensível.

Sem didatismo forçado, a mensagem aparece no gesto mais simples: todos brincam juntos.

Além de autora, Isabella também carrega outro título: é 1ª Prenda Mirim da 1ª Região Tradicionalista e integrante do CTG Carreteiros da Saudade.

A partir de pesquisas e estudos, desenvolveu um modelo de amarelinha inclusiva, que resgata a essência das brincadeiras tradicionais ao mesmo tempo em que dialoga com temas contemporâneos.

Em maio, ela representará Gravataí e outros 11 municípios na Ciranda Estadual de Prendas, em Erechim.

O evento desta quarta não é apenas sobre um livro. É sobre o olhar de uma criança que transforma o simples em extraordinário. E, talvez por isso, funcione como um lembrete raro: enquanto o mundo adulto complica, a infância ainda encontra caminhos — pulando, casa por casa.

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