A Argentina venceu uma batalha épica, com jeito de Libertadores. O que falta em força física sobra em experiência, suor, estrutura mental e irresignação. Futebol não é apenas o exercício da técnica, e o time de Leonel Scaloni é perito nas outras valências do jogo.
Novo triunfo no “abafa” ou no pragmatismo da bola alta. Assim como ocorreu contra as “frágeis” Cabo Verde e Egito ou contra a Suíça, depois da expulsão. Finalmente um adversário de peso depois de quatro anos. E Futebol de resultado como “arma” rumo ao sonhado Tetra.
A classificação foi semeada em dois pontos fundamentais. O primeiro deles foram as mudanças do treinador que, finalmente, deixaram o time mais equilibrado, agudo, veloz e incisivo. Muito mais por necessidade do que por convicção. Mexe bem quem escala mal?
Lionel Messi foi autor de duas assistências, chegando a incríveis 12 participações em gols nesta Copa. Golaço de Enzo Fernandez, jogando na função em que mais rende, de frente para o gol, e não como meia. Por fim, a redenção de Lautaro Martinez, após duas Copas pífias até então, embora tenha marcado o terceiro contra a Suíça.
Dito isso, olhemos para o outro lado da moeda. E é justamente lá que foi decidida a partida, pelo menos na ótica do Futebol Além do Resultado. A covardia do treinador Thomas Tuchel catapultou os argentinos para a sua sétima final de Copa, superando os números do Brasil.
Aos 30 minutos do segundo tempo, o treinador alemão que coordena a equipe de Harry Kane abdicou de jogar futebol! Tendo Saka, Eze e Rashford no banco para o contragolpe. Terminou o jogo usando um zagueiro de centroavante porque sequer tinha mais substituições a fazer. Tuchel foi tomado pelo “acadelamento” em escala planetária. Acaba de entrar para a galeria dos vilões eternos de Copa do Mundo. Vexatório!
Sendo assim, era óbvio que os deuses da bola, pelo menos em 15 de julho de 2026, vestiriam o azul-escuro de Diego Maradona. Desta feita, porém, sem polêmicas de arbitragem. Sem gol de mão. Sem lances dúbios do VAR. Mas com um reforço inesperado e tanto…
A covardia inglesa foi tão importante quanto Messi para a Seleção da Argentina.






