SAUL TEIXEIRA

Pitacos e apostas para Espanha x Argentina

Comentar depois da partida é um pouco mais fácil, né? Mas em respeito à nossa audiência, ousaremos projetar alguns aspectos da grande final da Copa do Mundo de 2026.

Para colher o Bicampeonato, será fundamental que a Espanha exerça a sua identidade de jogo. Isto é, que jogue Futebol Além do Resulato em busca do resultado.

Que troque passes, que tenha paciência, que mantenha as rédeas, a temperatura e a atmosfera do jogo em suas mãos. E, sobretudo, que Lamine Yamal finalmente “estreie” na competição.

Pelo lado da Argentina, a receita para o Tetra talvez seja literalmente oposta. Será necessário tirar a normalidade da partida. Elevar os ânimos, catimbar, mexer com o emocional do adversário. Transformar o jogo em batalha campal.

O time de Messi chega à final com muitas virtudes, mas até agora, nenhuma delas nos remete a um futebol de encher os olhos. Quase todas as jornadas têm sido um tango de sofrimento, com resultados conquistados à unha. E o mais “agravante”: contra adversários frágeis. Exceto a super virada contra a Inglaterra na semifinal.

Luis De La Fuente e Lionel Scaloni nutrem o apreço pela bola, povoam o meio-campo. Sabem que é justamente ali que o futebol se decide. A Espanha chega a colocar seis jogadores no setor. A Argentina quase isso. A Espanha, no papel, mais equilibrada pelas características dos jogadores.

A tendência, então, será de meia-cancha saturada. Portanto, o título poderá ser decidido pelos lados. Com Lamine Yamal e, sobretudo, com Lionel Messi. Ou pelos laterais. Ou pelos pontas da esquerda. Ou pela bola parada. Ou pelo banco de reservas…

Nico Willians seria alternativa para deixar a Espanha um pouco mais objetiva e com mais repertório além do tiki-taka. Pelos castelhanos, Nico Gonzalez ou Giuliano Simeone também seriam apostas na velocidade. Ou com Julián Alvarez como falso ponta.

Enfim… Que vença o mais competente nos 90 minutos, nos 180 ou nos pênaltis. Se o critério for apenas “bola”, a Espanha larga em ligeira vantagem. Sorte da Argentina é que o favoritismo só existe até o primeiro apito da arbitragem. Sem falar num certo Camisa 10…

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