SEGURANÇA

Caixa Lilás: Como funciona o novo projeto de Canoas para proteger mulheres vítimas de violência

A Prefeitura de Canoas está ampliando a rede de proteção às mulheres com a implantação da Caixa Lilás nas escolas municipais de Ensino Fundamental (EMEFs). A iniciativa cria um canal acessível para denúncias de violência doméstica e familiar dentro da comunidade escolar, aproximando vítimas da rede de atendimento e acolhimento do município.

Desenvolvido pela Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão (SMMCI), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME), o projeto começou a ser implantado em abril e terá as 44 escolas municipais de Ensino Fundamental contempladas até o fim desta semana.

As caixas foram instaladas em locais de grande circulação de estudantes, familiares e profissionais da educação, com o objetivo de facilitar o registro de denúncias e incentivar que situações de violência deixem de permanecer em silêncio.

Segundo a prefeitura, desde o início da implantação já foram registradas denúncias provenientes de algumas escolas envolvendo casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

O sistema foi pensado para permitir que qualquer pessoa da comunidade escolar possa comunicar situações de violência de forma simples.

O funcionamento ocorre em quatro etapas: a denúncia é depositada na Caixa Lilás instalada na escola; o conteúdo é encaminhado ao WhatsApp do Disque Mulher, serviço da Prefeitura que funciona em regime de plantão; após o recebimento, a situação é analisada e direcionada aos órgãos responsáveis; e a vítima passa a ser atendida pela rede de proteção, que inclui o Centro de Referência para a Mulher (CRM), responsável pelo acolhimento, orientação e encaminhamento dos casos.

Além das escolas municipais, órgãos públicos, entidades e instituições interessadas também podem aderir ao projeto mediante contato com a Diretoria da Mulher para avaliação da implantação de novas caixas.

Aproximar a rede de proteção

A secretária municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão, Maria Beatris Conter Arruda, afirma que o projeto amplia o acesso das mulheres aos serviços de proteção e pode ser decisivo para interromper ciclos de violência.

“A Caixa Lilás é mais do que um espaço para denúncias. Ela representa uma oportunidade para que mulheres encontrem acolhimento e apoio, muitas vezes em um momento em que não conseguem pedir ajuda de outra forma. Levar esse instrumento para as escolas significa aproximar a rede de proteção da comunidade e reforçar que a violência contra a mulher não pode ser silenciada.”

Para a secretária municipal da Educação, Beth Colombo, a escola também exerce papel fundamental na identificação de situações de vulnerabilidade.

“A escola é um espaço de aprendizagem, mas também de cuidado, acolhimento e cidadania. Com a Caixa Lilás, fortalecemos esse compromisso, oferecendo mais um canal para que situações de violência possam ser identificadas e encaminhadas aos órgãos competentes. É uma iniciativa que envolve toda a comunidade escolar e contribui para formar uma sociedade mais consciente, segura e comprometida com a proteção das mulheres.”

Com a conclusão da instalação nas 44 escolas municipais, a Prefeitura pretende consolidar a Caixa Lilás como mais uma porta de entrada da rede de enfrentamento à violência contra a mulher, ampliando as possibilidades de denúncia, acolhimento e proteção às vítimas.

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