A derrota com sabor de vitória para o Corinthians garante R$ 4 milhões ao minguado cofre do Beira-Rio e pode ter sido a tão necessária “virada de chave na temporada”.
Mais do que abater o segundo maior rival, o triunfo consolida a nova proposta da equipe: o pragmatismo, a prioridade para a organização defensiva, a arte do “saber sofrer”.
A comissão técnica está certa! É preciso adaptar o coletivo aos atletas disponíveis. Mas, calma lá! A necessidade de mais equilíbrio “grita” a cada partida. O Inter está sendo um pugilista que não sai das cordas. E, sendo assim, é uma bomba-relógio rumo ao insucesso.
Contra o Flamengo levou o empate; contra o Corinthians, em Itaquera, levou dois gols e deu apenas um chute a gol – bola na rede após trama de Alan Patrick e Bernabei. É fundamental ao menos ter o expediente do contragolpe. Aliás, a classificação se deu no Beira-Rio justamente quando o time passou a jogar um pouco mais. Que coincidência, né?
A escolha de Paulinho para a vaga do lesionado Villagra foi acerto, porque evitou que o time entrasse em campo com três zagueiros de ofício e, assim, com postura ainda mais defensiva.
Durante o jogo, porém, parte das substituições foi caótica. A saída de Carbonero praticamente liquidou qualquer possibilidade de contra-ataque. Pelo menos Vitinho poderia ter sido adiantado para manter a velocidade. Além disso, a entrada de Alex também mostrou-se equivocada. Calebe é mais pronto, tem mais força e poderia ter contribuído para a retenção da bola.
Parabéns aos colorados pela merecida classificação. Mas é preciso jogar um pouco mais de Futebol Além do Resultado rumo ao resultado. A começar pelo desafio contra o temível Palmeiras no próximo domingo, em São Paulo. Que sequência de partidas, hein?
Entre os méritos e alertas, o Inter parece ter elevado o seu nível de competitividade. Mas não ignoremos a necessidade de ajustes…






