Cachoeirinha está entre os poucos municípios do Rio Grande do Sul que oferecem atendimento e tratamento para esporotricose felina, doença causada por fungos e que pode ser transmitida de animais para seres humanos.
O serviço é realizado pela Secretaria Municipal do Bem-Estar Animal (SMBEA) e atende animais de diferentes regiões do município. Atualmente, cerca de 180 gatos estão cadastrados e em tratamento, com uma média de aproximadamente 20 atendimentos por mês.
A esporotricose pode provocar lesões na pele dos animais e, em casos de transmissão para pessoas, também pode causar lesões cutâneas. Por ser uma zoonose, o acompanhamento dos casos é considerado uma medida importante para a proteção da saúde animal e humana.
Além de fornecer a medicação, a SMBEA acompanha a evolução clínica dos animais durante o tratamento. O trabalho inclui o registro do quadro de saúde e acompanhamento fotográfico das lesões, permitindo avaliar a resposta de cada felino ao tratamento.
O serviço ganhou recentemente um reforço na capacidade de diagnóstico com uma parceria entre a SMBEA e a Cesuca para a realização de exames de cultura.
A análise pode apresentar resultados em até 21 dias, contribuindo para aumentar a precisão na identificação da infecção e agilizar a definição da conduta adequada para os animais.
Segundo o secretário municipal de Bem-Estar Animal, Matheus Rosa, a parceria representa um avanço no atendimento aos casos de esporotricose e demonstra o compromisso da administração municipal com a ampliação da capacidade de diagnóstico e o enfrentamento da doença.
Atendimento não exige CadÚnico
Os atendimentos são realizados pela Clínica 4 Patas, que disponibiliza diariamente 22 fichas para o público. São 11 vagas pela manhã, a partir das 8h, e outras 11 no período da tarde, a partir das 13h.
A distribuição ocorre por ordem de chegada.
Em situações consideradas prioritárias, como procedimentos cirúrgicos e castrações, os animais passam primeiro por uma consulta de avaliação e, posteriormente, são encaminhados para os procedimentos. Conforme a prefeitura, esse encaminhamento ocorre em menos de 30 dias.
Para os casos de esporotricose, não é necessário apresentar CadÚnico, justamente por se tratar de uma zoonose.
A orientação é que tutores que tenham dúvidas ou precisem de esclarecimentos sobre o atendimento entrem em contato com a SMBEA pelo WhatsApp (51) 98666-0488.






