SAÚDE

HPS de Canoas deverá ter obras concluídas até setembro de 2027, prevê plano judicial pós-enchente

A Justiça homologou um plano de ação para a conclusão das obras do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas, fechado desde a enchente de 2024. A decisão estabelece prazos para a recuperação da estrutura e prevê a possibilidade de multa ao município caso o cronograma não seja cumprido.

A informação foi publicada nesta sexta-feira (4) pelo jornalista Jocimar Farina, da GZH, em reportagem sobre o andamento da ação judicial que envolve a recuperação do hospital.

A decisão é da 3ª Vara Cível de Canoas e ocorre no âmbito de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público diante do cenário da saúde no município.

Conforme o plano apresentado pela Prefeitura de Canoas e aprovado pela Justiça, as obras do primeiro pavimento do HPS deverão ser concluídas até junho de 2027. Já as intervenções no segundo piso têm prazo até setembro de 2027.

O cronograma, porém, traz uma ressalva importante: não estabelece uma data oficial para a reabertura do hospital. O documento define os prazos para conclusão das obras, mas a retomada efetiva dos atendimentos dependerá também da instalação de equipamentos e da reorganização dos serviços.

Segundo o promotor Márcio Bressani, que acompanha o caso, a expectativa é de que o HPS volte a abrir as portas no segundo semestre de 2027.

“Iremos agora abrir expediente para acompanhamento da execução naqueles prazos fixados na decisão”, afirmou Bressani à GZH.

Caso os prazos determinados pela Justiça não sejam cumpridos, o município poderá ser penalizado com multa. O acompanhamento da execução do acordo será feito no âmbito da própria ação.

A recuperação do HPS tem impacto que ultrapassa os limites de Canoas. O hospital é referência para mais de 150 municípios gaúchos. Por isso, o retorno da unidade é considerado estratégico para a rede de urgência e emergência da região.

O caso também é acompanhado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers).

O vice-presidente da entidade, Eduardo Neubarth Trindade, afirmou que a conclusão das obras representa um avanço, mas destacou que será necessário garantir também equipamentos e condições para o funcionamento do hospital.

“Não queremos só o prédio recuperado. Queremos o prédio funcionando com equipamentos. Mas, o fim das obras, ao menos, já é um alento”, disse à GZH.

O HU e o Gracinha, também

Enquanto o HPS permanece fechado, o plano homologado pela Justiça prevê a ampliação da capacidade assistencial do Hospital Universitário (HU) de Canoas.

A Prefeitura deverá disponibilizar 100 novos leitos, distribuídos pelas áreas de cardiologia, pediatria, traumatologia e cirurgia geral.

A expansão contará com aporte federal de R$ 58 milhões por ano, conforme previsto no acordo homologado.

A medida faz parte da reorganização dos serviços de urgência e emergência do município durante o período de recuperação do HPS.

O plano também estabelece medidas para o atendimento de urgência no Hospital Nossa Senhora das Graças.

O governo do Rio Grande do Sul e a Prefeitura de Canoas terão 90 dias para apresentar uma solução técnica para o serviço.

A determinação integra o conjunto de ações previstas para reorganizar a assistência de urgência e emergência na cidade enquanto o HPS não volta a operar.

Hospital está fechado desde a enchente

O HPS de Canoas está fechado desde a enchente de 2024, que atingiu a estrutura hospitalar e obrigou o município a reorganizar a rede de atendimento.

A homologação do plano pela Justiça estabelece, agora, um cronograma formal para a conclusão das intervenções e permite o acompanhamento das etapas previstas.

A expectativa apresentada pelo Ministério Público é de que o hospital volte a funcionar no segundo semestre de 2027. Antes disso, porém, será necessário concluir as obras, instalar os equipamentos e estruturar novamente os serviços.

Até setembro de 2027, portanto, a Prefeitura terá de cumprir as etapas previstas para a recuperação do prédio — sob acompanhamento judicial e com possibilidade de multa em caso de descumprimento.

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