Vitória. Respiro. Esperança! Enfim, o Inter de Pezzolano celebrou os três pontos após o longo e agoniante jejum de dez partidas pelo Brasileirão.
A jornada contra a Chapecoense consolidou o resgate do modelo pragmático (5-4-1), com Paulinho fechando a segunda linha pela direita. Entre o mundo ideal e o possível, o recado foi dado: o Colorado jogará assim até o apagar das luzes de 2026.
Louvado seja o ânimo extra garantido pela benevolência de Delcir Sonda. A doação de R$ 20 milhões para o pagamento dos “salários” em atraso pode ter sido o “fato novo” rumo à fuga do inferno.
Voltando ao campo… Depois de tanto ceder gols em falhas individuais, enfim o time foi brindado pela reciprocidade. Mas também houve mérito tático e individual na jogada que resultou na vitória.
Minutos antes, o treinador havia devolvido Bernabei à linha ofensiva e, com isso, Carbonero migrou para a ponta-direita. O colombiano foi o grande nome do triunfo, com uma assistência após belíssimo domínio, além de ter assinalado o gol derradeiro, é claro!
Assim como valeu para Alan Patrick jogos atrás, vale para o camisa 7: os melhores precisam jogar, sempre! Independentemente da tática. O torcedor pode reclamar, a imprensa criticar, mas a qualidade precisa e merece o voto de confiança.
Outras: João Victor surge como interessante alternativa de banco. Que lançamento primoroso de Rodrigo Villagra para o primeiro gol, né? A vitória passou pelo “milagre” de Matheus Cunha aos 15 da etapa final. A bola parada ofensiva é pavorosa — já passou da hora de investir no expediente. Ao manter Pezzolano, a direção apostou no “mudar não mudando”.
É claro que não houve performance, nem mesmo contra a pior equipe do campeonato. Aliás, o Inter segue cedendo muitos espaços. Mas louvemos o resultado, abrindo uma generosa exceção até o final da temporada.
Sendo assim, o Futebol Além do Resultado, momentaneamente, dá o braço a torcer. Está liberado ao Inter “apenas” vencer. Vale tudo rumo aos 45 pontos…






