Estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Irmão Pedro, em Canoas, participaram, na quinta-feira (5), de uma atividade voltada à valorização da cultura africana e afro-brasileira. A ação integra a quarta edição do projeto “Griô: As Sementes que Vieram da África”, que utiliza a arte e a tradição oral para estimular o conhecimento sobre ancestralidade, identidade e diversidade cultural.
A atividade foi promovida em parceria com a Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e conduzida por artistas, griôs e narradores. Durante o encontro, os estudantes tiveram contato com histórias e conhecimentos transmitidos pela tradição oral africana e afro-brasileira.
A proposta é aproximar as crianças de manifestações culturais e saberes que fazem parte da formação da sociedade brasileira, além de incentivar a reflexão sobre o racismo e o respeito às diferenças.
O projeto também busca contribuir para a aplicação da Lei Federal nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.
A secretária municipal de Educação, Beth Colombo, destacou a importância de proporcionar aos estudantes experiências que valorizem as diferentes raízes culturais do país.
“É muito importante que nossas crianças tenham contato com a história e a cultura africana desde cedo. A escola também é um espaço de construção do respeito, da valorização das diferenças e do combate ao preconceito”, afirmou.
Além de Canoas, a quarta edição do projeto contempla o município de Pelotas. A programação é gratuita e realizada em escolas públicas e espaços de acesso público.
As atividades estão organizadas em duas etapas e incluem oficinas formativas, contações de histórias e um sarau de encerramento.
Fundamentada na chamada Pedagogia Griô, a iniciativa utiliza a oralidade, a arte e a valorização dos conhecimentos tradicionais como ferramentas de aprendizagem e transformação social.
O escritor e ator responsável pela atividade em Canoas explicou que o trabalho aborda diferentes aspectos da herança cultural africana, como dança, vocabulário, vestimentas e ancestralidade.
“Nosso objetivo é plantar uma sementinha de conhecimento, incentivando a pesquisa, o respeito e a valorização dessa cultura tão rica, que faz parte da nossa história e do nosso dia a dia”, destacou.
A professora de História da EMEF Irmão Pedro, Daniela de Lima Soares, que acompanhou os estudantes, também ressaltou a importância de trabalhar a educação antirracista desde os primeiros anos escolares.
Segundo ela, atividades lúdicas e experiências culturais ajudam as crianças a compreender que o respeito à diversidade e o combate ao preconceito devem fazer parte das relações cotidianas, dentro e fora da escola.
A iniciativa pretende, assim, fortalecer a autoestima de crianças e jovens, ampliar o conhecimento sobre as raízes culturais brasileiras e aproximar as comunidades do ambiente escolar por meio da arte e da educação.





