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A merda é o ouro dos espertos | Eliane Brum

Menino do morro da Mangueira assiste os fogos da cerimônia de encerramento dos Jogos | Foto CARL DE SOUZA

Como a "Olimpíada da Superação" é usada para forjar identidade, unidade e consenso no Brasil do impeachment

 

A inversão é fascinante. A Olimpíada foi idealizada, em 2009, para colocar no pódio o Brasil grande. A apoteose do eterno país do futuro que finalmente chegava a um presente grandioso. Em 2016, o “sucesso” da festa busca recolocar o Brasil não apenas como o país que – ainda – tem futuro, mas como o país da “superação”. Não se trata mais, como era em 2009, de lançar a Olimpíada como a imagem que expressa “a verdade final” sobre o país. Em 2016, a Olimpíada é disputada, pelos vários atores, como a imagem capaz de tapar os buracos de um país. E devolver uma unidade, qualquer uma, ou um consenso, qualquer um, a um Brasil partido não em dois, mas em vários pedaços.

Assim Eliane Brum abre seu imperdível artigo no El País, que o Seguinte: recomenda a leitura na íntegra clicando aqui.

 

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