novas eleições

Anabel e Levi, entre a euforia e o pragmatismo

Políticos de PSB e PSD levantaram as mãos para selar aliança

Anabel Lorenzi (PSB) e Levi Melo (PSD) é a primeira chapa definida nas novas eleições para Prefeitura de Gravataí. Pela manhã o Seguinte: deu com exclusividade a primeira entrevista confirmando a aliança. À tarde, estávamos na porta após a reunião que selou a união. 

 

Uma Anabel feliz e um Levi com cara de paisagem. O semblante dos dois, ao abrir das portas do saguão da Millenarium, traduzia a aliança definida minutos antes pelas direções do PSB e do PSD para disputar a Prefeitura de Gravataí nas novas eleições.

– É um ‘segundo turno’, onde duas candidaturas que representavam o novo no ‘primeiro turno’, agora se unem e pedem ao eleitor uma oportunidade de fazer diferente do que outros governos já fizeram – comemorava uma sorridente e entusiasmada Anabel, que viu a mesma aliança escapar entre os dedos antes da última campanha e, bendito fruto entre os 13 que posaram para a foto histórica, talvez só estivesse mais alegre que Dilamar Soares, um dos principais avalistas da união, que temia uma reaproximação de Levi com seu desafeto, o prefeito Marco Alba (PMDB).

– Foi uma decisão partidária e, como construtor do partido, cumprirei. Somos dois candidatos ficha limpa, que se apresentam como alternativa para o eleitor acabar com o velho GreNal entre os mesmos de sempre – explicou um Levi que, ainda na cadeira de rodas, em recuperação do acidente que sofreu no comitê durante a campanha, e que só voltará a andar em 15 dias, conforme amigos muito próximos simpatizava mais com uma aproximação com Marco, a quem chegou a defender em pelo menos uma reunião do partido.

 

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Na longa mesa que reuniu os candidatos, presidentes, dirigentes e vereadores dos dois partidos, a parte do acordo que sempre interessa muito aos políticos não chegou aos discursos, ficou atrás da porta: um futuro governo, com suas secretarias e cargos, será dividido igualitariamente.

– Já vamos formatar um plano de governo em conjunto – despistava o coordenador de campanha de Anabel, Luis Stumpf, ultrapassando as diferenças ideológicas entre ela e Levi, ao anunciar o aproveitamento de propostas apresentadas pelos dois partidos nas últimas eleições.

– Será um governo ombro a ombro, mas não fizemos aqui negociatas ou barganhas. Estamos dando ao eleitor a oportunidade de votar no novo – acrescentou João Portella, presidente do PSD, que após o afastamento do PDT, com quem havia um acerto para participar de um futuro governo de Daniel Bordignon, chegou a ouvir Marco Alba por duas vezes neste fim de semana.

Ninguém confirma, mas as conversas não teriam avançado pelo prefeito candidato à reeleição ter sinalizado que, mesmo em uma aliança com Levi de vice, não cederia ao PSD a Presidência da Câmara.

– Eu avisei. Ele não confia em ninguém – teria explodido Dilamar, na reunião em que o PSD decidiu compor com Anabel, se referindo ao fato de que o novo presidente será prefeito por pelo menos três meses, já que a nova eleição acontece apenas em março.

– Daqui saímos com um bloco de seis vereadores. E mais gente virá – fazia suspense Paulo Silveira (PSB) que, ao lado do vereador não reeleito Carlito Nicolait (PSB), há dias tenta articular na Câmara uma candidatura que una toda oposição e belisque apoios em quem hoje é governo.

– Em Gravataí, eleição da presidência se decide no último segundo – sorria Dimas Costa, que no acordo do PSD teria ficado com a garantia de uma candidatura a deputado estadual, da mesma forma que o irmão, Dilamar, com a candidatura a federal.

– Quem assumir a presidência terá muita responsabilidade com a cidade – alertava Anabel, que trocava uma série de mensagens ao celular após a reunião, da qual se despediu dizendo sonhar com uma união das oposições em torno da candidatura dela.

– Antes de outubro, Pinho e o PSDB aceitavam abrir mão do vice para o Levi. Gostaríamos de tê-los mais uma vez conosco – disse, projetando não apenas evitar uma reaproximação com Marco do vice-prefeito Francisco Pinho, que indicou Beto Pereira como seu vice na última eleição.

– Queremos conversar também com o PDT. Uma oposição dividida favorece o atual prefeito e seu projeto do qual todos nós somos contrários – argumentava, sem fazer avaliações sobre o momento dos pedetistas mas, política experiente, sabedora que o fortalecimento de sua candidatura, com Levi de vice, enfraquece Rosane Bordignon (PDT), ou Cláudio Ávila (PDT), por fragmentar o campo de oposição.

Se a conversa com o PDT não saiu ainda do campo da imaginação, neste momento Anabel está recebendo diversos Whats da conversa que Pinho está tendo com seus apoiadores.

Confirmada a última mensagem que também chegou ao Seguinte:, ela deve estar eufórica.

 

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