POLÍTICA

Como evolui tratamento de doença rara de Dr. Levi, vice-prefeito de Gravataí; entenda

O vice-prefeito de Gravataí, Dr. Levi Melo (Podemos), iniciou nesta semana um novo e decisivo estágio do tratamento contra a mielite autoimune, doença neurológica rara que o mantém internado desde o fim de novembro.

O procedimento, chamado de imunoglobulina, tem como objetivo neutralizar os autoanticorpos que atacam a medula espinhal, buscando reequilibrar o sistema imunológico e conter os efeitos inflamatórios da enfermidade.

Segundo boletim divulgado nesta semana, o quadro clínico está estabilizado, e o vice-prefeito apresenta avanços graduais com a fisioterapia, embora ainda enfrente limitações motoras.

“Dentro do possível, estou bem. A doença está estabilizada e tenho apresentado avanços com a fisioterapia, ainda que esteja com a sensibilidade e força dos membros inferiores comprometida”, afirmou Levi.

Do susto inicial ao tratamento intensivo

O quadro de mielite autoimune foi diagnosticado em meados de novembro, quando Dr. Levi precisou ser internado de forma emergencial. Após uma primeira internação no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, ele recebeu alta no dia 23, mas voltou a ser hospitalizado oito dias depois, diante da evolução da doença.

Na ocasião, Levi relatou que a progressão do quadro havia sido interrompida, o que foi considerado um sinal positivo pela equipe médica, embora ainda não houvesse melhora clínica significativa. O tratamento inicial incluiu corticoterapia, protocolo padrão para conter inflamações autoimunes.

Plasmaférese e imunoglobulina: combate em duas frentes

Após o uso de corticoides, o vice-prefeito passou por 10 sessões de plasmaférese, também conhecida como troca de plasma. O procedimento remove do sangue os anticorpos considerados nocivos, sendo indicado em quadros mais graves ou refratários ao tratamento inicial.

Agora, a equipe médica optou pela imunoglobulina intravenosa, terapia que atua como uma espécie de “modulador” do sistema imunológico, reduzindo a ação dos autoanticorpos que atacam a mielina — a camada protetora dos nervos da medula espinhal.

Todo o tratamento segue sendo realizado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A expectativa dos médicos é de que Dr. Levi seja transferido para um quarto na próxima semana, caso o quadro continue estável.

Uma doença rara, de recuperação lenta

A mielite autoimune é uma condição neurológica rara, com incidência estimada entre um e nove casos por milhão de pessoas. Caracteriza-se por uma inflamação da medula espinhal provocada por um erro do próprio sistema imunológico, que passa a atacar tecidos saudáveis.

Entre os sintomas mais comuns estão fraqueza muscular, dormência, paralisia parcial ou total, além de disfunções urinárias e intestinais. A recuperação, segundo especialistas, costuma ser lenta e imprevisível, variando conforme a resposta ao tratamento e o grau de comprometimento neurológico.

Médico de formação, o próprio Levi já havia destacado que se trata de um quadro “raro e grave”, exigindo paciência e acompanhamento intensivo.

Mensagens, fé e expectativa de retorno

Desde o agravamento do quadro, o vice-prefeito tem recebido manifestações de apoio de lideranças políticas, servidores públicos e da comunidade gravataiense.

Em nova mensagem, ele voltou a agradecer as demonstrações de solidariedade.

“Agradeço a todos pelo carinho, pelas orações e pelo apoio que recebo diariamente. Estou confiante na minha recuperação e espero retornar às minhas atividades em breve”, disse.

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