opinião

CPIs sobre hospital de Gravataí tem assinaturas necessárias; uma já abre terça

Dilamar Soares já protocolou CPI, que será instalada terça pela Câmara

A ‘CPI dos Médicos’ e a ‘CPI da morte do bebê’, que tratei em Santa Casa de Gravataí na mira de CPI, convocação de diretor e audiência pública; dor de mãe é mais que voto, já tem as assinaturas necessárias para abertura das investigações pela Câmara de Gravataí.

A primeira – que investiga suspeita de que profissionais ligados ao Hospital Dom João Becker tem um esquema para, sob o oferecimento de agilidade em cirurgias urgentes, encaminhar pacientes do SUS para atendimento particular – já está protocolada pelo proponente, Dilamar Soares, e entra na pauta de votação de terça.

Tratei da CPI, proposta há 138 dias, ainda no ano passado, em Vereador quer CPI para denúncias de fraude no SUS em Gravataí.

A outra – para apurar uma tragédia e uma potencial tragédia, com a morte de um bebê e um parto no saguão do hospital Dom João Becker, que tratei em Mãe que perde bebê em hospital sempre tem razão; é preciso respostas e Alô, Dr. Pasa: bebê morto e parto no saguão? Câmara tem que convocar diretor da Santa Casa de Gravataí – também já obteve as assinaturas e falta apenas ser protocolada na segunda pelo autor Bombeiro Batista para entrar na pauta do mesmo dia.

Assinaram a ‘CPI dos Médicos’, além do proponente Dilamar Soares (PDT); Alex Peixe (sem partido), Bombeiro Batista (PSD), Dimas Costa (PSD), Evandro Soares (DEM), Jô da Farmácia (PTB), Rosane Bordignon (PDT) e Wagner Padilha (PDT).

Assinaram a ‘CPI da morte do bebê’, além do autor Bombeiro Batista; Alex Peixe, Dilamar Soares, Dimas Costa, Evandro Soares, Jô da Farmácia, Rosane Bordignon e Wagner Padilha.

Com as sete assinaturas, não é necessária aprovação em plenário. Os proponentes são automaticamente indicados como presidentes. As outras duas maiores bancadas indicam os dois nomes restantes. O trio vota dentro da comissão para definir o relator. Assim, MDB, PSD e PDT integrarão as CPI, que tem prazo de 90 dias, prorrogáveis por mais 30 para apresentar um relatório final.

 

Analiso.

Torçamos por uma investigação responsável e técnica, já que estamos às vésperas de uma eleição. Que as manobras políticas fiquem resumidas ao ‘assina-não-assina’, 'apresenta-não-apresenta', que agitou os bastidores da Câmara na sexta-feira – contentem-se com o ‘empate’, já que as duas forças de oposição, PDT e PSD, que serão adversários na disputa pela Prefeitura, conseguiram apoio a suas diferentes CPIs.

Também não acredito em articulações do governo Marco Alba (MDB) para barrar as CPIs. Seja pelo tamanho da comoção que a morte do bebê Theo causou em Gravataí na última semana, como pelo alvo da investigação não ser o prefeito, ou políticos do governo, mas médicos e a Santa Casa de Misericórdia.

Inclusive entendo que a pressão sobre a mantenedora do único hospital que atende pelo SUS em Gravataí ajuda Marco Alba na cobrança sobre a destinação dos R$ 40 milhões repassados anualmente pela Prefeitura para a Santa Casa.

Ao fim, reafirmo o apelo do artigo de ontem, aos políticos e aspirantes, para que, neste clima de ‘médico bom é médico morto’, que é metralhado por teclados no ‘Grande Tribunal das Redes Sociais’, não sejam oportunistas ou incendiários da revolta; e busquem mais respostas do que caça-cliques nas redes sociais.

O tamanho da dor de uma mãe é incomparável a votos.

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